PROMO BAHIA - Governo do Estado extingue o Promo Bahia
Dívidas fiscais e a suposta ilegalidade na relação com o governo estadual definiram a extinção do Centro Internacional de Negócios da Bahia
Dívidas fiscais e a suposta ilegalidade na relação com o governo estadual definiram a extinção do Centro Internacional de Negócios da Bahia - Promo Bahia, empresa criada em 1970 com o objetivo de promover, em todo o mundo, negócios rentáveis para o Estado. Segundo o secretário da Indústria e Comércio, James Correa, a medida foi tomada preventivamente pelo governo Wagner, que estuda a possibilidade de firmar convênio com a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) para o desenvolvimento de ações com o comércio exterior. Os 47 funcionários da empresa estão de aviso prévio e as atividades do Promo Bahia serão definitivamente encerradas até março.
Descaso - "O governo Wagner recebeu o Promo Bahia com dívidas acima de R$ 4 milhões com a Receita Federal e a Prefeitura de Salvador", explicou Correa, que ressaltou, ainda, a dificuldade no repasse de recursos para a empresa. "Por ser uma empresa privada, havia inúmeros questionamentos da Procuradoria Geral do Estado e do Tribunal de Contas do Estado nos repasses para a empresa e nas celebrações de contratos e convênios", assinalou. "Os funcionários nunca tinham certeza se receberiam salários", diz.
Segundo o secretário, houve uma tentativa frustrada de criar uma associação, de forma a extinguir o caráter privado da instituição, mas não surgiram sócios. "Ninguém quer se associar a uma empresa endividada", lembrou. Para Correa, a situação da Promo Bahia é resultado do descaso dos governos anteriores. "Não houve uma preocupação de se buscar solução", afirmou Correa, que acredita na parceria com a Fieb.
"A federação tem estrutura e já temos uma experiência de convênio de R$ 14 milhões na área de política industrial e estaleiros", assinalou. Nesta quinta, o vice-presidente da Fieb, Emmanuel Maluf, garantia ainda não ter sido oficialmente informado da extinção do Promo. "Mas o objetivo é sempre expandir ainda mais o espaço da Bahia no mercado exterior", disse.
Fonte: A Tarde (6/2/2010)
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