
Produção - Autoveículos
A produção total de autoveículos (montados+desmontados) em 2008 foi de 3,21 milhões de unidades, resultado 8,0% superior ao obtido em 2007, quando foram produzidos 2,98 milhões de unidades. O ano de 2008 representa o maior resultado do setor em unidades produzidas, sendo o desempenho de 2007 o segundo maior. A produção de máquinas agrícolas automotrizes em 2008 foi de 85,0 mil unidades, registrando expansão de 30,7% em comparação com 2007, que teve produção de 65,0 mil máquinas.
No quadro abaixo apresentamos o número de empregados nos períodos de 2000 até 2008:
| Empregos 2000 - 2008 | |||
| Ano | Autoveículos | Maq. Agrícolas Automotrizes | Total |
| 2000 | 89.134 | 9.480 | 98.614 |
| 2001 | 84.834 | 9.221 | 94.055 |
| 2002 | 81.737 | 9.796 | 91.533 |
| 2003 | 79.047 | 11.650 | 90.697 |
| 2004 | 88.783 | 13.299 | 102.082 |
| 2005 | 94.206 | 13.202 | 107.408 |
| 2006 | 93.243 | 13.107 | 106.350 |
| 2007 | 104.274 | 16.064 | 120.338 |
| 2008 | 109.848 | 16.929 | 126.777 |
Licenciamento
Nacionais e importados
O licenciamento total de autoveículos novos (nacionais+importados) em 2008 foi de 2,82 milhões de unidades. Esse desempenho é 14,5% superior ao obtido em 2007, que teve licenciamento total de 2,46 milhões.
O resultado de 2008 é o maior do histórico, sendo que o de 2007 é o segundo maior. Os veículos importados participaram com 13,3% dos licenciamentos totais.
Vendas internas
Nacionais e importadas
As vendas internas no atacado de máquinas agrícolas automotrizes em 2008 foram de 54,4 mil unidades, aumento de 42,0% em relação a 2007, que teve vendas de 38,3 mil unidades.
Exportações - Autoveículos
As exportações totais de autoveículos (nacionais+importados), em unidades, alcançaram em 2008 727,3mil. Comparados com os 789,4 mil autoveículos exportados
em 2007, houve decréscimo de 7,9%.
| Exportações totais de autoveículos (montados e CKD) / Unidades | ||
| 2008 | 2007 | |
| Total | 727.283 | 789.379 |
| Veículos leves | 672.872 | 732.522 |
| Caminhões | 38.652 | 41.425 |
| Ônibus | 15.759 | 15.432 |
As exportações em unidades de máquinas agrícolas automotrizes em 2008 somaram 30,2 mil, expansão de 10,8% em relação a 2007.
| Exportações de máquinas agrícolas automotrizes / Unidades | ||
| 2008 | 2007 | |
| Total | 30.192 | 27.248 |
| Tratores de rodas | 23.005 | 20.068 |
| Tratores de esteiras | 2.703 | 2.929 |
| Cultivadores motorizados | 13 | 129 |
| Colheitadeiras | 3.567 | 2.783 |
| Retroescavadeiras | 904 | 1.339 |
Autoveículos e máquinas agrícolas automotrizes
Em 2008, as exportações em valores das empresas associadas à Anfavea (que incluem autoveículos montados e desmontados, máquinas agrícolas automotrizes,
motores e componentes) foram da ordem de US$ 13,9 bilhões. O crescimento em relação a 2007, que teve exportações de US$ 13,5 bilhões, foi de 3,4%. Do total dos valores de exportação, 20,6% dizem respeito a máquinas agrícolas automotrizes (US$ 2,9 bilhões) e 79,4% ao segmento de autoveículos (US$ 11,1 bilhões).
| Balança comercial - Empresas associadas à Anfavea - 2000/2008 - Milhões de US$ | ||||||
| Autoveículos | Maq. Agrícolas Automotrizes | Total | ||||
| Ano | Importação | Exportação | Importação | Exportação | Importação | Exportação |
| 2000 | 3.764 | 3.488 | 451 | 465 | 3.953 | 3.953 |
| 2001 | 3.717 | 3.614 | 482 | 518 | 4.132 | 4.132 |
| 2002 | 2.910 | 3.379 | 573 | 580 | 3.959 | 3.959 |
| 2003 | 3.246 | 4.679 | 774 | 962 | 5.641 | 5.641 |
| 2004 | 3.653 | 6.655 | 1.097 | 1.728 | 8.383 | 8.383 |
| 2005 | 5.257 | 9.391 | 934 | 2.051 | 11.442 | 11.442 |
| 2006 | 6.126 | 10.268 | 1.024 | 2.040 | 12.308 | 12.308 |
| 2007 | 8.690 | 10.884 | 1.637 | 2.577 | 13.461 | 13.461 |
| 2008 | 13.753 | 10.964 | 2.612 | 2.968 | 13.932 | 13.932 |
| Total | 51.116 | 63.322 | 9.584 | 13.889 | 77.211 | 77.211 |
| Balança comercial da indústria automotiva 1999 - 2008 / Milhões de US$ | ||||||||||||
| Autoveículos | Autopeças | Máquinas Agrícolas | Máquinas Rodoviárias | Outros | Total | |||||||
| Ano | Exp. | Imp. | Exp. | Imp. | Exp. | Imp. | Exp. | Imp. | Exp. | Imp. | Exp. | Imp. |
| 1999 | 1.961,00 | 1.819,70 | 3.969,50 | 4.034,00 | 106 | 74,2 | 269,2 | 83,1 | 241,9 | 52 | 6.547,60 | 6.063,00 |
| 2000 | 2.671,60 | 1.906,50 | 4.121,60 | 4.459,10 | 119,2 | 25,7 | 264,3 | 57 | 397,7 | 76,6 | 7.574,40 | 6.524,90 |
| 2001 | 2.640,10 | 2.017,00 | 3.910,70 | 4.416,50 | 167,2 | 30,7 | 315,3 | 94,6 | 428,4 | 84,6 | 7.461,70 | 6.643,40 |
| 2002 | 2.633,40 | 1.093,50 | 4.163,00 | 4.147,30 | 263,8 | 12,1 | 352,2 | 93 | 379,4 | 16,5 | 7.791,80 | 5.362,40 |
| 2003 | 3.566,50 | 828 | 5.137,30 | 4.503,90 | 502,2 | 13,5 | 467,9 | 166,9 | 482 | 5,1 | 10.155,90 | 5.517,40 |
| 2004 | 4.950,70 | 880,4 | 6.431,50 | 5.824,80 | 810,7 | 65,2 | 954,5 | 149,1 | 648,8 | 21,2 | 13.796,20 | 6.940,70 |
| 2005 | 7.076,80 | 1.350,60 | 7.855,00 | 7.070,20 | 827 | 38 | 1.320,90 | 302,9 | 993,8 | 73,8 | 18.073,50 | 8.835,50 |
| 2006 | 7.320,70 | 2.633,60 | 9.314,60 | 7.236,80 | 701,7 | 35 | 1.540,40 | 502,5 | 1.129,70 | 28,1 | 20.007,10 | 10.436,00 |
| 2007 | 7.800,30 | 4.083,50 | 9.939,80 | 9.772,20 | 1.018,20 | 103,1 | 1.646,20 | 362,1 | 1.257,80 | 68,8 | 21.662,30 | 14.389,70 |
| 2008 | 8.409,60 | 6.865,30 | 10.880,50 | 13.557,90 | 1.369,60 | 195,6 | 1.870,10 | 931,6 | 1.483,80 | 38,4 | 24.013,60 | 21.588,80 |

Fonte: Anfavea

Fonte: Anfavea
Para maiores informações consulte:
Anuário 2009 - www.anfavea.com.br/anuario2009
Carta da Anfavea de Janeiro de 2009 - www.anfavea.com.br/carta
Notícias do setor
Kia planeja retomar projeto de fábrica no Brasil em 2010 / Fernanda Guimarães
A Kia Motors do Brasil pode instalar sua primeira fábrica no Brasil em 2010, segundo o presidente da montadora para o Brasil, José Luiz Gandini.
Um terreno de 506 mil metros quadrados em Salto, no interior de São Paulo, já foi adquirido e o modelo que deverá iniciar a produção local deverá ser o Soul, adiantou ao DCI Gandini.
Atualmente, a montadora importa seus veículos principalmente da Coreia do Sul, e a expectativa de vendas no Brasil para 2009 é de cerca de 25 mil unidades, 25% a mais do que o registrado no ano passado.
A Kia aguarda que o Soul, o décimo modelo da montadora coreana que chega ao Brasil (lançado oficialmente na última quinta-feira 23), termine o ano com vendas de aproximadamente três mil unidades.
"Vamos deixar esse investimento para 2010", afirmou Gandini, salientando que a montadora pisou no freio após o início da crise em setembro. A opção, segundo o executivo, foi executar, primeiramente, o projeto da Kia no Uruguai, que demandaria aportes menos expressivos. Até dezembro, a expectativa é que o Bongo já esteja sendo produzido.
"Vamos começar a produzir no Uruguai e também ver o que aconteceu com o carro no mercado brasileiro [o Soul]. Mas nós estamos com a planta aprovada pelos coreanos" afirmou o executivo. "Acho que no ano que vem teremos boas novidades", concluiu.
O crossover Kia Soul concorrerá, segundo a montadora, com modelos como o Fit, da Honda, CrossFox, da Volkswagen e , Doblò, da Fiat. A versão de entrada será vendido por R$ 41.490.
Crescimento
Após investimento de R$ 180 milhões em sua unidade produtiva em Sumaré, interior de São Paulo, a Honda trouxe para o Brasil o Honda City, o terceiro modelo da montadora japonesa produzido localmente. Com o aporte, a expectativa é que as vendas subam 10%. Já a produção sofreu expansão de 12%.
"Nós já somos líderes com os modelos Civic e o Fit, agora queremos ser também com o City", afirmou Alberto Pescumo, gerente Geral Comercial da Honda do Brasil. Segundo o executivo, o City é um sedã intermediário, que se situará exatamente entre o Civic e o Fit.
Por estar inserido nesse segmento, não há muitos concorrentes diretos, mas a empresa apontou o Astra, da General Motors (Chevrolet) e o Voyage, da Volkswagen. O valor do modelo de entrada é R$ 56.210, mas a versão completa poderá chegar a mais de R$ 71 mil.
Serão produzidas 4,1 mil unidades mensais, que atenderão primordialmente o mercado doméstico. A partir de setembro os veículos também serão destinados à América do Sul, como para a Argentina, Chile e Peru. O índice de nacionalização do novo modelo é de 80%. A capacidade produtiva da Honda do Brasil chega a 150 mil unidades anuais.
Durante o lançamento do novo carro da Honda no Brasil, o vice-presidente da companhia, Kazuo Nozawa, se despediu da montadora e anunciou sua aposentadoria. Em seu lugar ficará Issao Mizoguchi, que está na companhia desde 1985.
Sobre o projeto da Honda na Argentina, Nozawa afirmou que continua suspensa. O projeto da planta foi paralisado exatamente por conta da crise financeira. Segundo ele, caso a planta "vingue", alguns projetos poderão ser desviados para a nova planta, ao invés de virem ao Brasil.
No País, a Honda é atualmente a quinta maior montadora e possui 4,5% do market share do setor no mercado brasileiro.A Honda começou a importar veículos para o Brasil em 1992, passando à produção local do Civic no ano de 1997 . Ao todo, já foram produzidos 700 mil veículos da montadora no País.
A Kia pode instalar sua 1ª fábrica no Brasil em 2010, segundo o presidente local da montadora, José Luiz Gandini. O terreno em Salto (SP) já foi adquirido e o modelo que deverá iniciar a produção deverá ser o Soul.
Fonte: DCI (28/7/2009)
Brasil se torna foco das montadoras chinesas / Fernanda Guimarães
Nos próximos dias, a montadora Chery, maior marca de automóveis chinesa, se instala oficialmente no Brasil.
O que deve significar o aumento da competição dentro do mercado automotivo brasileiro, com outras montadoras chinesas chegando ao País, também trazendo mudanças para o setor por aqui.
Para a sua consolidação, a chinesa Chery importará o utilitário esportivo Tiggo do Uruguai. Esse é o primeiro movimento da montadora que, de olho no crescimento do mercado brasileiro, já anunciou a instalação de sua sede em Salto (SP).
A produção local também já está sendo estudada e o investimento poderá chegar a US$ 700 milhões no País. "As nossas expectativas são as melhores possíveis. Esse é um mercado que está tendo recorde sobre recorde em vendas de carros. O mercado brasileiro está sendo monitorado há dois anos pela Chery", afirmou ao DCI o CEO da Chery do Brasil, Luís Curi.
O aporte do Grupo JLJ, controlador da Nutriplus Alimentação e Tecnologia, viabilizou as instalações da Chery no Brasil em Salto onde já funciona a sede do JLJ. Até o final deste ano, a perspectiva da Chery é comercializar 2,5 mil unidades, não só do Tiggo, mas também de outros três modelos que chegarão ao País até o final do ano. Outros automóveis estão previstos para 2010, inclusive carros com a tecnologia flex fuel. "A Chery também quer oferecer um carro completo e todo equipado", disse Curi. O Tiggo deve ser vendido a partir de R$ 49 mil.
A estratégia é entrar no mercado com força e, para isso, 50 pontos de revenda estão programados também para 2009. A expectativa, agora, é de quais modelos da marca chinesa terão mais receptividade no Brasil e que deverão ser produzidos localmente. A empresa afirma que é um plano "em um curto prazo", mas também admite que não está definido o local para a sua planta, segundo a assessoria de imprensa da montadora. "Sem dúvida a Chery tem a estratégia de ter muita competitividade com uma planta local, tanto para abastecer localmente quanto a América do Sul. A produção está em estudo e foi criado um comitê para o projeto de fábrica", disse o CEO da montadora. Segundo o executivo, nesse primeiro momento, metade dos modelos que virão ao Brasil serão importados do Uruguai. O restante da própria China.
Mudanças
"Diante desse novo movimento econômico do mundo, fica para os países em desenvolvimento a grande oportunidade, pois são novos centros de consumo e esse é o motivo da vinda da nova marca ao Brasil", afirmou a professora de Planejamento e Análise Econômica da Fundação Getulio Vargas (FGV), Celina Ramalho.
Segundo a professora da FGV, a indústria automobilística brasileira sempre sofreu com os reflexos do panorama econômico mundial e que a chegada de uma nova marca chinesa, querendo instalar sua produção no País, é típico desse novo movimento do globo, com destaque para os países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China). "Além disso, certamente essa nova marca viu o apoio do Estado ao setor automotivo do País", disse Celina.
Já para o consultor da Molicar, Vitor Meizikas, o perfil de compra do consumidor brasileiro é mais um ponto que pode atrair outras marcas chinesas. "Eles estão entrando agressivamente. O mercado brasileiro é propício, já que o consumidor está preocupado com o preço mais baixo", afirmou. Ele explicou que o primeiro momento da chegada de novas montadoras também se estabelece um período de análise, quando o mercado saberá como será o serviço do pós-venda, como reposição de peças e manutenção, e também o preço do veículo no mercado de usados.
O consultor também lembrou sobre a entrada nos últimos anos de diversas marcas chinesas no setor de duas rodas, que se aproveitaram dos incentivos da Zona Franca de Manaus e que hoje possuem uma parcela significativa do mercado. "Essa experiência esta sendo levada agora para os automóveis e eles devem ter êxito, já que público quer um carro zero", salientou Meizikas.
A entrada das montadoras chinesas deve trazer, ainda, mudanças para as montadoras que já estão instaladas no Brasil, segundo análise de Alexandre Andrade, da Tendências Consultoria. "A concorrência tende a aumentar ainda mais e isso vai obrigar as montadoras a investirem, tanto na melhoria de seus produtos, quanto na produção de carros em segmentos que eles ainda não atuam", disse.
De acordo com o consultor, as chinesas têm a intenção de participar com "modelos de entrada". "Eles pretendem oferecer um pacote de opcionais mais completo do que as que já estão aqui", concluiu Alexandre Andrade, lembrando que o aumento da concorrência pode ser benéfica para o consumidor.
Dessa forma, a disputa por um espaço no mercado brasileiro não deve parar por aí, e outras montadoras chinesas já demonstraram vontade de abrir horizontes e marcar território em locais em que vislumbram crescimento. O governo do Rio de Janeiro negocia, além da Chery, com outras duas montadoras chinesas a instalação de unidades no norte do Estado.
O governador Sérgio Cabral e o empresário Eike Batista iniciaram conversas na China com a Build Your Dreams (BYD) e a JAC para unidades produtivas no porto do Açu, complexo industrial do grupo EBX em fase de instalação em São João da Barra, no Norte Fluminense. A BYD poderia construir uma fábrica de carros elétricos no Açu, segundo Cabral. Já a direção da JAC, em especial, comunicou a Cabral o interesse de se instalar no Rio, por meio de uma parceria com a EBX, empresa de Eike.
Fonte: DCI (22/7/2009)
Importação de carros supera exportação no Brasil
Pela primeira vez em quase 15 anos, os brasileiros compraram mais carros importados do que a soma de todos os veículos que o País exportou. No acumulado de janeiro a maio, 169 mil veículos fabricados em países como Argentina, Alemanha e Coreia do Sul foram vendidos no mercado nacional, enquanto as exportações totalizaram 162,4 mil veículos.Em número de unidades, a balança comercial brasileira não era negativa desde 1995, o primeiro ano cheio do Plano Real, quando o dólar e a moeda brasileira tinham praticamente o mesmo valor. Nos anos seguintes, o saldo anual nunca mais foi deficitário, como mostram dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).O presidente da Anfavea, Jackson Schneider, espera que o saldo negativo, que foi mais acentuado no primeiro trimestre, siga se recuperando, a exemplo dos resultados de abril e maio. Ele admite, porém, que o câmbio atual favorece as importações. Além disso, os mercados abastecidos pelo Brasil, principalmente na América Latina, estão em crise, e as encomendas de janeiro a maio despencaram 47,4%.Em valores, o saldo da balança comercial de veículos ainda é favorável ao Brasil em US$ 800 milhões neste ano, mas está abaixo da média de igual período do ano passado. A Anfavea projeta queda de 39% nas exportações em 2009, para US$ 8,5 bilhões. Em unidades o tombo, inicialmente, ficaria em 32%.As importações devem corresponder a 13% das vendas previstas para o ano todo, de 2,7 milhões de unidades, o que daria cerca de 352 mil unidades. Carros vindos do Mercosul e do México não pagam imposto de importação e são trazidos, a maioria, por montadoras locais para complementar a linha de produtos. Já modelos fabricados em outros países são taxados em 35%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Agência Estado (17/6/2009)
Sem exportação, caminhões buscam alternativas internas / Fernanda Guimarães
Ao lado do desempenho positivo do segmento de veículos leves no Brasil, o setor de caminhões vive uma situação mais drástica, com perda de cerca de 70% de seu mercado de exportações e ainda sem vislumbrar uma melhora significativa no mercado doméstico, apesar da redução do IPI. As fabricantes Mercedes-Benz, Iveco, Volkswagen Caminhões (agora pertencente ao grupo MAN) e Ford tentam ver o cenário com otimismo, ao mesmo tempo que buscam encontrar brechas para conseguirem manter participação no mercado para comercializar seus produtos.
A expectativa em comum das quatro montadoras é que o ano será semelhante a 2007, com um volume para o mercado interno em torno de 100 mil unidades. Segundo o diretor comercial da Iveco, Alcides Cavalcanti, os níveis de estoque já estão equilibrados e a projeção é que os números obtidos em abril sejam repetidos nos próximos meses - no mês foram licenciados 8,4 mil caminhões, 24% a menos que o mesmo período de 2008, segundo dados da Anfavea (associação das montadoras). "Agora com os estoques atuais se pressupõe uma maior retomada de produção", salientou Cavalcanti.
A recuperação, por outro lado, ainda dependerá de diversos fatores, como projetos para renovação de frota - a idade média no Brasil está acima de 18 anos - e programas para financiamento para autônomos, fatores que poderão aliviar a situação dos produtores nacionais. Mas o ponto que mais preocupa as montadoras de caminhões é o mesmo que emperrou a alta de produção de veículos leves: o desabamento dos mercados de exportação brasileiro. Segundo o presidente da Anfavea, Jackson Schneider - que também é vice-presidente de RH, Jurídico e de Relações Institucionais da Mercedes-Benz do Brasil - o setor de caminhões é ainda mais sensível às exportações por conta de sua maior dependência do mercado externo. "Nós não vemos luz de expectativas positivas e esse é o nosso principal desafio", afirmou Schneider.
Para demonstrar a queda, a diretora de Desenvolvimento de Rede da Mercedes-Benz, Tânia Silvestri, afirmou que a montadora comercializou 10 mil motores ao mercado norte-americano em 2008. No primeiro quadrimestre de 2009, por outro lado, as vendas englobaram apenas 31 unidades. "O impacto é muito forte e imaginar uma recuperação expressiva e ser muito otimista", ressaltou Tânia.
Sem poder contar com o mercado externo, a chance está mesmo em território brasileiro. "Uma das coisas em discussão é a renovação de frota e eu diria que os astros nunca estiveram tão alinhados como agora. Isso é o mais viável", afirmou o diretor de Operações da Ford Caminhões, Oswaldo Jardim, admitindo que a Ford verificou problema de capacidade em 2008 e por isso caiu menos que a média do setor. Ele ressaltou, no entanto, que a solução ainda irá requerer esforço, principalmente do governo brasileiro.
Segundo o diretor comercial da Iveco, Alcides Cavalcanti, uma proposta já está sendo desenhada pelas montadoras juntamente com a Anfavea. "Queremos um plano cascata. Ele não irá refletir diretamente no mercado de novos, mas dentro de um ano, um ano e meio vai acrescentar em nosso mercado", afirmou o executivo. Segundo ele, o programa incentivaria a troca de caminhões de 18 anos, por de 15, de 15, por de 12 e assim por diante, tornando a idade da frota do País mais baixa.
Já Ricardo Barion, diretor de Marketing da Volkswagen Caminhões, que desde o início do ano está nas mãos do Grupo MAN, afirma que um dos problemas que precisa ser enfrentado é o crédito para a venda de usados. "O maior desafio será dar crédito para o autônomo, já que o usado faz parte do negócio", disse. Segundo Barion, a empresa deverá ter uma outra visão a partir de junho, mês que termina redução do IPI, mas quando se aguarda melhora do mercado.
O setor de caminhões, ao contrário de outros veículos, vive momento de desaquecimento, com perda de 70% das exportações. Por isso, Mercedes-Benz, Iveco, Volkswagen Caminhões e Ford apostam todas as suas fichas no mercado interno. A recuperação do setor depende de projetos para renovação de frota e de programas de financiamento para autônomos.
Fonte: DCI (15/5/2009)
Brasil sobe para 5º lugar no ranking de vendas de carros
O Brasil está no grupo de países que ganhou posições no ranking mundial do setor automotivo em 2008. Passou de sétimo a sexto maior produtor, posição que já havia alcançado na metade do ano e conseguiu segurar mesmo com a queda brusca nos negócios no último trimestre, por causa da crise. Em vendas internas, o pulo foi ainda maior. Com 2,82 milhões de veículos, saiu da oitava para a quinta colocação, desbancando Reino Unido, Itália e França.
A produção brasileira encerrou 2008 em 3,22 milhões de unidades, atrás de Japão (11,5 milhões), China (9,3 milhões), EUA (8,7 milhões), Alemanha (6 milhões) e Coreia do Sul (3,8 milhões). Neste ano, de janeiro a março, o País mantinha-se no quinto lugar, com 668 mil veículos vendidos.
Incluindo dados de abril, o mercado brasileiro soma vendas de 902,6 mil veículos, apenas 0,7% menos do que em igual período de 2008, quando não havia crise. Já a produção caiu 16,4%, para 916,2 mil veículos, pois o País enfrenta problemas similares aos de outros países: as exportações estão desabando. Nos quatro meses deste ano, foram reduzidas à metade.
O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider, acredita que esse quadro pode atrapalhar os planos das montadoras nacionais de atingirem em 2013 produção de 5 milhões de veículos, ano em que a capacidade produtiva estaria próxima a 6 milhões de unidades. "É cedo para dizer se a meta será alcançada, pois um bom pedaço dependia das exportações."
Fonte: Agência Estado (13/5/2009)
Crise não afeta venda de carros de luxo no Brasil
O mercado brasileiro de carros de luxo, com preços acima de R$ 120 mil, não está sentindo a crise. No primeiro bimestre deste ano, as vendas das quatro marcas mais representativas do segmento - Audi, BMW, Mercedes-Benz e Volvo - cresceram 31% ante os dois primeiros meses de 2008, de 1.115 para 1.461 unidades. Em igual período, os negócios com automóveis em geral caíram 4,5%, para 313,5 mil unidades. A retração foi liderada pelo segmento de populares, que caiu 6,3%, segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).
Há modelos com fila de espera, como o Audi R8, que custa R$ 555 mil. Pelo menos 10 unidades encomendados nos últimos meses ainda não foram entregues. Desde junho de 2008, quando o modelo fabricado na Alemanha foi lançado no País, foram entregues 20 unidades. A previsão das empresas que atuam no segmento de luxo é de vender 10 mil carros este ano, repetindo o volume de 2008. Já o mercado total de veículos pode cair até 15%, segundo preveem algumas fábricas.
"O Brasil é um dos poucos mercados mundiais que neste momento aparece com resultados azuis no relatório da companhia", diz Paulo Sérgio Kakinoff, novo presidente da Audi do Brasil. Para ele, "os novos milionários" e a melhora da renda na economia como um todo têm sustentado o mercado de luxo, não só no segmento de automóveis, mas de vestuário e acessórios, entre outros. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
Fonte: Agência Estado (27/3/2009)
China pode se tornar a número um em carros
A brutal queda na venda de carros nos Estados Unidos poderá levar a China ao posto de maior mercado automobilístico do mundo em 2009. O antigo reino das bicicletas tirou o segundo lugar do Japão em 2006 e, no ano passado, registrou vendas de 9,4 milhões de unidades.
O mercado norte-americano encolheu 37% em janeiro e atingiu um volume de vendas anualizado de 9,6 milhões. A previsão de analistas é que os Estados Unidos fechem o ano com vendas de 9,8 milhões, abaixo dos 9,96 milhões que a China deverá atingir se o mercado automobilístico crescer os 6% esperados pela consultora CSM Worldwide. As estatísticas de vendas do país asiático em janeiro ainda não foram divulgadas, mas elas certamente ficaram acima das 656,9 mil unidades negociadas no mesmo mês nos EUA.
A venda de automóveis na China aumentou 6,7% no ano passado, o menor patamar em 10 anos. Em meados de janeiro, o governo anunciou um plano de estímulo ao setor, na tentativa de elevar o volume de negócios. O imposto incidente sobre a venda de veículos com motores menores que 1.6 foi reduzida de 10% para 5%. Além disso, o governo liberou subsídios de US$ 731,45 milhões para os camponeses substituírem seus veículos de três rodas por pequenos tratores e caminhões. Outra característica do mercado chinês é o baixíssimo uso de crédito na compra de veículos.
Fonte: Agência Estado (7/2/2009)
Brasil trouxe 31.742 veículos de marcas importadas em 2008
Kia Motors registrou o maior volume, com 20.900 unidades. Empresas aguardam primeiro semestre para traçar novos planos.
BMW, Ferrari, Kia Motors, Maserati, Porsche e SsangYong somaram 26.281 unidades vendidas no atacado em 2008, resultado 110% superior em relação a 2007, quando foram importados 12.491 veículos. O balanço foi divulgado, nesta segunda-feira (19), pela Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva). Ao contar as marcas que se filiaram à associação somente em 2008 - Chana, Chrysler, CN Auto, Dodge, Effa Motors, Jeep, Pagani e Suzuki - mais 5.461 unidades foram negociadas no atacado. Assim, o total importado no ano passado chega a 31.742 veículos.
Desse volume, 30.529 veículos foram emplacados em 2008, o que representa crescimento de 186,44% em relação ao ano anterior, quando as seis marcas que operavam em 2007 anotaram 10.658 emplacamentos.
Por marcas, a BMW fechou o ano com 2.906 unidades (crescimento de 7,35%), Chana 352, Chrysler 1.749, CN Auto 370, Dodge 1.553, Effa Motors 487, Ferrari 29 (queda de 3,33%), Jeep 404, Kia Motors 20.900 (aumento de 132,09%), Maserati 25 (0%), Pagani 0, Porsche 723 (expansão de 57,52%), SsangYong 1.698 (aumento de 540,75%) e Suzuki 546 unidades.
De acordo com o presidente da Abeiva, Henning Dornbusch, a projeção era comercializar 32 mil unidades em 2008. "Faltaram apenas 258 unidades para atingir esse objetivo, quando na realidade podíamos ter ultrapassado essa estimativa se o mercado brasileiro não tivesse sido contaminado pela crise financeira internacional, no último trimestre do ano passado", diz Dornbusch, em nota.
Dornbusch ressalta que a Abeiva só traçará as projeções de 2009 após o primeiro trimestre do ano, devido às incertezas econômicas.
Fonte: G1 (20/1/2009)
Fonte:
Anfavea (Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores) - www.anfavea.com.br
Última Atualização: agosto/2009