| Área |
17.075.400 km² |
| Capital |
Moscou |
| Idioma |
Russo |
| Religião |
Russo Ortodoxo |
| População |
140.041,247 (est. 07/2009) |
| Expectativa
de vida H/M |
66.03 - T
59.33 - H
73.14 - M (est. 2009) |
| Moeda |
Rubro Russo (RUR) |
| PIB (paridade com pode de compra) |
$2.225 trilhão (est. 2008) CIA |
| PIB per capita |
$ 15,800 (est. 2008) CIA |
| Crescimento real do PIB |
6% |
| Presidente |
Dmitriy Anatolyevich MEDVEDEV (desde 7 Maio de 2008) |
Aspectos Gerais
Com uma superfície de 17 milhões de Km², a Federação da Rússia é o maior país do mundo em extensão. Ocupa quase a metade da Europa e cerca de um terço da Ásia. A Rússia possui uma extensa linha de costa litorânea de mais de 37 mil km ao longo dos Oceanos Ártico e Pacífico, além de costas nos mares interiores do Báltico, Negro e Cáspio.
A Rússia é circundada ao norte por uma série de braços do Oceano Glacial Ártico. A leste limita-se, com o estreito de Bering, o Mar de Bering e os mares de Okhotsk e do Japão. O extremo sudeste da Rússia é demarcado pela Coréia do Norte. Ao sul, limita-se com a China, Mongólia, Cazaquistão, Azerbaijão, Geórgia e o Mar Negro; ao sul-sudoeste com a Ucrânia, a oeste com a Polônia, Belarus, Lituânia, Letônia, Estônia e Finlândia e a noroeste com a Noruega
A Rússia pode ser dividida em três vastas regiões: A Rússia Européia, a oeste dos Montes Urais; a Sibéria, que se prolonga em direção a leste a partir dos Urais e a Rússia oriental, que engloba a parte mais sudoriental do país e a faixa costeira do pacífico
O território russo abarca distintas zonas climáticas que se estendem em sentido latitudinal: ártica, subártica, temperada. e subtropical.
As condições climáticas da Rússia são rigorosas, com invernos longos e frios, primaveras temperadas, verões curtos e frescos e outonos chuvosos. As temperaturas são extremas, as mais baixas do inverno acontecem na Sibéria oriental. Cerca de 14% do território fica além do círculo polar com o solo congelado permanentemente. As altas montanhas da fronteira meridional não permitem a entrada das massas de ar tropicais. A principal influência marinha procede do Oceano Atlântico, especialmente durante o verão, quando o território recebe a maior quantidade de precipitações, que são muito escassas em todo o país.
Com uma população de 140 milhões de habitantes, a Rússia é o nono país mais povoado do mundo e sua densidade demográfica média é de 8,33 habitantes por km². Pouco mais de um terço do território conta com menos de 1 hab/km², em especial a parte setentrional.
Desde o censo de 1989, o total da população russa sofreu um largo declínio. A sua taxa de crescimento é negativa, aproximadamente –0,4%. As principais razões para a redução da população têm sido a baixa taxa de natalidade e o aumento da mortalidade principalmente entre os homens não instruídos e parcialmente instruídos. A elevação da taxa de criminalidade e a incidência elevada do consumo de álcool e tabaco entre homens conduziram ao aumento, sem precedentes, da mortalidade masculina em tempos de paz. O seu perfil demográfico tem implicações potencialmente negativas para o futuro econômico do país O rápido envelhecimento da força de trabalho pode vir a ser um obstáculo para a reforma, pois o aumento dos custos de aposentadoria e serviço de saúde irá limitar a habilidade do governo de aliviar a pressão dos impostos na economia.
Fuso horário
O território da Rússia é dividido em 11 fusos horários. Considerando-se o horário de Brasília, as diferenças de fuso são as seguintes:
- Kaliningrad: cinco horas a mais;
- Moscou e São Petersburgo: seis horas a mais;
- Samara e Igevsk: sete horas a mais;
- Ekaterinburg e Perm: oito horas a mais;
- Hovosibirsk e Omsk: nove horas a mais;
- Krasnoyarsk e Tomsk: dez horas a mais;
- Irkutsk e Ulan-ude: onze horas a mais;
- Yakutsk e Chita: doze horas a mais;
- Vladivostok e Habarovsk: treze horas a mais;
- Magadan: quatorze horas a mais;
- Kamchatka e Anadir: quinze horas a mais.
Língua
O idioma russo é uma língua indo-européia do ramo eslavo. É o idioma oficial na Rússia, Bielo-Rússia, Quirguistão e Cazaquistão e também falado em diversos países da ex-União
Soviética. É um dos oito idiomas mais falados no mundo, em números de falantes nativos. O russo é escrito com uma versão moderna do alfabeto cirílico, contendo 33 letras.
Estrutura político-administrativo
A Federação da Rússia consiste em um grande número de subdivisões políticas diferentes, totalizando 89 componentes constituintes. Há 21 repúblicas dentro da federação que desfrutam de um alto grau de autonomia, além dos 6 territórios, 49 regiões administrativas, 1 região autônoma e 10 áreas autônomas. As cidades de Moscou e São Petersburgo têm “status” federal.
Composição setorial
Agricultura: 4.1%
Indústria: 41.1%
Serviços: 54.8% (2007)
Força de trabalho / por ocupação
Agricultura: 10.2%
Indústria: 27.4%
Serviços: 62.4% (Nov. 2007)
Exportações
US$ 476 bilhões (2008)
Exportações - Parceiros
Países Baixos 12.2%, Itália 7.8%, Alemanha 7.5%, Turquia 5.2%, Belarus 5%, Ucrânia 4.7%, China 4.5% (2007)
Importações
US$302 bilhões (2008)
Importações - Parceiros
Alemanha 13.3%, China 12.2%, Ucrânia 6.7%, Japão 6.4%, USA 4.8%, Belarus 4.4%, Coreia do Sul 4.4%, Itália 4.3% (2007)
A Rússia, atualmente, segundo os dados da Cia - Factbook é o 8° exportador mundial e o 15° importador mundial.
Principais setores de atividade
Na estrutura econômica russa, há grande prevalência da indústria, em especial a metalurgia, a química, a engenharia mecânica e a energia. A indústria florestal também se apresenta bem desenvolvida: o estoque madereiro da Rússia é o mais abundante do mundo. A Rússia conta, igualmente, com os maiores estoques conhecidos de gás natural e é o maior produtor mundial de gás. Além disso, está na vanguarda da produção e da exportação de petróleo. Encontram-se abundantes depósitos de carvão na República de Komi, na Sibéria oriental, e no extremo oriente do país. A Rússia é também rica em minério de ferro, bauxita, níquel, estanho, ouro, diamantes, platina, chumbo e zinco. A produção de petróleo e gás concentra-se na Sibéria ocidental, e centrais hidrelétricas, metalurgia não-ferrosa e indústria madereira na Sibéria oriental.
No extremo oriente do país, mineração de ouro, diamantes, pesca de peixes e frutos do mar. Na região norte, os principais atividades são a extração de petróleo e gás natural, mineração de carvão, apatitas, níquel e outros metais, extração madereira e pesca Engenharia mecânica, química, eletricidade, indústria alimentícia, energia e o setor de serviços são desenvolvidos nas regiões noroeste, central, de Volgo-Vjaskij, nos Urais e de Volga. As áreas de Chernozem-central e do norte do Cáucaso têm avançada agricultura e indústria de processamento de alimentos.
Agricultura
Sua capacidade produtiva diminuiu em 50% desde 1991, queda que vem acompanhada da diminuição dos subsídios estatais. A baixa produtividade do setor se deve a ineficiência das reformas feitas para a economia de mercado.
A estrutura das propriedades rurais é distribuída da seguinte forma: 69.1% propriedade pública, 29.3% propriedade privada e 1.6% pertencem a pessoas jurídicas. No momento, os investimentos nesse setor estão parados, uma vez que não é possível que empresas estrangeiras adquiriram terras para uso agrícola. Porém, apesar das carências existentes, a produção agrícola tem aumentado percentualmente, o aumento de 2005 foi 2% maior em relação ao ano anterior.
Energia
A Rússia é o segundo maior produtor de petróleo do mundo. O peso do setor petrolífero para a economia Russa é muito grande. A economia russa vinha crescendo graças a alta nos preços do petróleo no ano passado (2008). Mas desde o advento da crise, a dependência de petróleo fez o PIB russo despencar: 10,5% somente em abril. No acumulado dos quatro primeiros meses de 2009, o recuo foi de 9,8%.
O setor elétrico é o maior da Europa e o quarto maior do mundo, depois dos EUA, China e Japão. 69.4% da geração de eletricidade provem do Sistema Elétrico Unificado, que inclui as empresas elétricas regionais. A propriedade do Sistema Elétrico Unificado equivale a 63%, o que significa que é o Estado que controla o setor elétrico através do Ministério da Indústria e da Energia. Em 2007 foram exportados 18.6 bilhões de KWh, principalmente para os países vizinhos, Finlândia, Cazaquistão, Azerbaijão e Geórgia.
Minerais
A Rússia possui aproximadamente 30% das reservas mundiais de carvão e uns 157.000 milhões de toneladas do mesmo, e pela ordem de extração está em quinta posição, atrás da China, EUA, Índia e Austrália. Em 2004 existiam 483 indústria de carvão, a maioria delas estatais. As companhias privadas abastecem 60% do mercado russo e 80% das exportações.
Vistos
Os brasileiros necessitam de visto para visitar a Rússia. Para sua obtenção , é necessário que o viajante obtenha um convite de cidadão ou companhia russa, o qual deverá encaminhar à Embaixada ou Consulado russo para emissão do visto de entrada. No prazo de até três dias úteis após a chegada à Rússia o visto deverá ser protocolado pela pessoa ou organização que tenha emitido o convite. Caso a obtenção do visto não siga este caminho burocrático, é possível que o visitante venha a ter problemas para deixar o país.
Visto de negócios
É necessário que uma empresa russa envie um convite para a empresa brasileira, ou a pessoa interessada em viajar, convite no qual estejam especificadas as datas da visita, os propósitos, a hospedagem já reservada e o tipo de negócios a ser tratado.
Desembaraço aduaneiro
Os principais documentos exigidos durante o desembaraço aduaneiro são:
1) Contrato de negociação exterior;
2) Nota fiscal, nota fiscal proforma;
3) Romaneio (packing list);
4) Documentos do produto e do transporte: conhecimento de embarque marítimo, CARNET-TIR, documento de transporte (CMR), conhecimento marítimo emitido por um “freight forwarder” (agente de carga) – “house bill of lading”, aviso de embarque aéreo, conhecimento de carga por ferrovia (internacional ou doméstico);
5) Documentos exigidos para passar pelo controle de moeda e confirmação dos valores aduaneiros dos bens (passaporte e transação, transporte, seguro e documentos de pagamento).
Canais de distribuição
O sistema de distribuição comercial da Rússia alterou-se significativamente desde o fim da União Soviética. As empresas que atuam no setor de compras buscam incessantemente novas oportunidades de negócios. Em Moscou e São Petersburgo, em especial algumas empresas conseguiram alcançar sólida posição no mercado e têm atuado com sucesso ao longo dos últimos 5-10 anos. Tais empresas, assim como as companhias atacadistas e de importação, são interessantes parceiros comerciais.
Comércio varejista
Nas grandes cidades russas, a maioria das empresas locais adquire seus produtos junto às grandes companhias de importação atacadista. A consolidação de tais empresas em rede de distribuição é a principal meta de muitos exportadores que abastecem a Rússia. Para o estabelecimento de uma rede de distribuição, em geral, é necessário que o fabricante mantenha escritório de representação na Rússia, responsável por gerenciar a rede de distribuição.
Regimes aduaneiros
Em conformidade com a codificação aduaneira da Rússia existem vários regimes aduaneiros praticados por aquele país: liberação de mercadorias para livre circulação; reimportação de mercadorias; trânsito de mercadorias; depósito alfandegado; loja franca; processamento de mercadorias no território aduaneiro; processamento de mercadorias sob controle aduaneiro; importação e exportação temporária; zona franca aduaneira; depósito franco; processamento de mercadorias fora do território aduaneiro; exportação de mercadorias; reexportação de mercadorias; destruição de mercadorias; rejeição em benefício do Estado; exportação de mercadorias para representação da Rússia no exterior; exportação de categorias específicas de mercadorias para as ex-repúblicas da URSS.
Feiras
À medida que a Rússia ingressa na economia de mercado e acelera sua integração à comunidade econômica internacional, cresce consideravelmente a importância das feiras e exposições como ferramenta eficiente de promoção de vendas. Empresas e profissionais especializados na organização de eventos têm atuado nas diversas regiões do país. Nos últimos anos foram criados locais para exposições e bases de dados de referências e informações sobre o setor. A Rússia está tornando-se centro amplamente reconhecido da indústrias de exposições. O número crescente de exposições realizadas anualmente no país já ultrapassou 2.000. Os serviços prestados pelos organizadores dos eventos aos participantes variam em termos de volume e qualidade, o que demanda certa sistematização.
A Câmara Russa de Indústria e Comércio, que atua em prol dos produtores e exportadores, oferece ao setor produtivo apoio organizacional e informacional para participação em feiras e exposições.
Setores com potencial importador
- O setor de bens de consumo e agroalimentício. A indústria local é pouco competitiva e se prevê que o crescimento com gastos continue com um bom ritmo nos próximos anos. Há uma classe média emergente principalmente em Moscou e São Petesburgo com alta propensão ao consumo. Os principais setores são: vinhos, conservas vegetais, calçados, móveis, têxtil, cerâmicas;
- Equipamentos e maquinaria para a indústria alimentícia, têxtil e de tratamento para a madeira;
- Setor Naval. Existe uma grande necessidade de renovação da frota mercante quanto a pesqueira.
Intercâmbio Comercial Brasil - Rússia
As relações Brasil-Rússia vêm evoluindo desde a segunda metade dos anos 90 para patamar qualitativamente mais elevado.
As exportações brasileiras para a Rússia, passaram de US$ 423 milhões, em 2000, para US$ 4.6 bilhões, em 2008. Esse comportamento expansivo das vendas brasileiras para o país nos últimos anos, posicionou a Rússia no 10º lugar entre os mercados de destino das exportações brasileiras.A Rússia ocupou a 13ª posição entre os principais mercados fornecedores do Brasil.
Exportações Brasil - Rússia |
| Período |
US$ FOB |
Peso Líquido (kg) |
| 2005 |
2.917.434.647 |
5.205.884.848 |
| 2006 |
3.443.427.733 |
5.405.951.554 |
| 2007 |
3.741.295.504 |
5.614.674.175 |
Fonte: MDIC/Aliceweb
Importações Brasil - Rússia |
| Período |
US$ FOB |
Peso Líquido (kg) |
| 2005 |
722.131.034 |
3.357.521.283 |
| 2006 |
942.556.767 |
3.890.266.118 |
| 2007 |
1.710.087.313 |
5.358.446.247 |
Fonte: MDIC/Aliceweb
Balança Comercial Brasil - Rússia/ 2008
Valores em US$ FOB |
| Mês |
Exportação |
Importação |
Saldo |
Corrente de Comércio |
| JAN |
228.486.962 |
146.454.031 |
82.032.931 |
374.940.993 |
| FEV |
266.686.545 |
228.276.464 |
38.410.081 |
494.963.009 |
| MAR |
287.723.762 |
268.426.434 |
19.297.328 |
556.150.196 |
| ABR |
383.015.673 |
109.650.103 |
273.365.570 |
492.665.776 |
| MAI |
569.370.852 |
500.472.207 |
68.898.645 |
1.069.843.059 |
| JUN |
565.434.471 |
352.338.286 |
213.096.185 |
917.772.757 |
| JUL |
509.654.470 |
434.936.222 |
74.718.248 |
944.590.692 |
| AGO |
455.008.771 |
389.845.381 |
65.163.390 |
844.854.152 |
| SET |
587.880.851 |
391.481.293 |
196.399.558 |
979.362.144 |
| OUT |
378.027.998 |
265.277.735 |
112.750.263 |
643.305.733 |
| NOV |
241.714.865 |
121.714.140 |
120.000.725 |
363.429.005 |
| DEZ |
179.973.669 |
123.060.640 |
56.913.029 |
303.034.309 |
| Acumulado |
4.652.978.889 |
3.331.932.936 |
1.321.045.953 |
7.984.911.825 |
Em 2008 os principais produtos exportados e importados no intercâmbio comercial Brasil - Rússia foram:
| Importação Brasil - Rússia / 2008 US$ FOB |
| Gasoleo (óleo diesel) |
798.511.733 |
24,0% |
| Uréia com teor de nitrogênio>45% em peso |
527.249.811 |
15,8% |
| Diidrogeno-ortofosfato de amônio, incl. mist. hidrogen. etc |
434.463.965 |
13,0% |
| Outros cloretos de potássio |
382.657.153 |
11,5% |
| Nitrato de amônio, mesmo em solução aquosa |
214.691.227 |
6,4% |
| Enxofre a granel, exc. sublimado, precipitado ou coloidal |
182.479.788 |
5,5% |
| Outs. adubos/fertiliz. miner. quim. c/ nitrogênio e fosforo |
117.347.663 |
3,5% |
| Outras hulhas, mesmo em pó, mas não aglomeradas |
92.665.199 |
2,8% |
| Sulfato de amônio |
72.048.525 |
2,2% |
| Hidrogeno-ortofosfato de diamonio, teor arsênio>=6mg/kg |
71.384.920 |
2,1% |
| Demais produtos |
438.370.165 |
13,2% |
| Total |
3.331.870.149 |
100,0% |
Fonte: MDIC/SECEX
| Exportação Brasil - Rússia / 2008 US$ FOB |
| Carnes desossadas de bovino, congeladas |
1.428.291.246 |
30,7% |
| Açúcar de cana, em bruto |
1.134.052.629 |
24,4% |
| Outras carnes de suíno, congeladas |
613.408.843 |
13,2% |
| Pedaços e miudezas, comest. de galos/galinhas, congelados |
242.650.594 |
5,2% |
| Tratores rodoviários p/semi-reboques |
214.413.395 |
4,6% |
| Carcaças e meias-carcaças de suíno, congeladas |
113.476.550 |
2,4% |
| Fumo n/manuf. total/parc. destal. fls. secas, etc. virgínia |
100.479.530 |
2,2% |
| Café solúvel, mesmo descafeinado |
71.791.081 |
1,5% |
| Outros grãos de soja, mesmo triturados |
57.039.079 |
1,2% |
| Carnes de galos/galinhas, n/cortadas em pedaços, congel. |
53.358.546 |
1,1% |
| Demais produtos |
624.017.396 |
13,4% |
| Total |
4.652.978.889 |
|
Fonte: MDIC/SECEX
| Exportações Rússia - Mundo 2007 US$ Milhões FOB |
| Combustíveis, óleos e ceras minerais |
216.034 |
61,3% |
| Ferro fundido, ferro e aço |
21.115 |
6,0% |
| Madeira, carvão vegetal e obras de madeira |
8.850 |
2,5% |
| Níquel e suas obras |
8.837 |
2,5% |
| Alumínio e suas obras |
8.147 |
2,3% |
| Caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos |
5.881 |
1,7% |
| Demais produtos |
83.402 |
23,7% |
| Total |
352.266 |
100,0% |
Fonte: UNCTAD/ITC/Trademap em Braziltradent
Abaixo, os principais produtos exportados e importados pela Rússia no seu intercâmbio mundial:
| Importações Rússia - Mundo 2007 US$ Milhões CIF |
| Veículos automóveis, tratores, ciclos |
33.502 |
17,5% |
| Caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos |
32.479 |
17,0% |
| Máquinas, aparelhos e materiais elétricos |
22.133 |
11,6% |
| Plásticos e suas obras |
6.741 |
3,5% |
| Produtos farmacêuticos |
6.696 |
3,5% |
| Instrumentos e aparelhos de óptica e fotografia |
5.911 |
3,1% |
| Ferro fundido, ferro e aço |
5.722 |
3,0% |
| Demais produtos |
77.792 |
40,7% |
| Total |
190.976 |
100,0% |
| Subtotal |
113.184 |
|
Fonte: UNCTAD/ITC/Trademap em Braziltradent
Os países com os quais a Rússia mais se relacionou em 2007 foram:
Importações Rússia - Mundo / 2007
US$ Milhões CIF |
| Alemanha |
26.552 |
13,3% |
| China |
24.412 |
12,2% |
| Ucrânia |
13.326 |
6,7% |
| Japão |
12.717 |
6,4% |
| EUA |
9.502 |
4,8% |
| Belarus |
8.872 |
4,4% |
| Rep. Da Coréia |
8.837 |
4,4% |
| Itália |
8.536 |
4,3% |
| Demais países |
86.690 |
43,5% |
| Total |
199.444 |
100,0% |
Fonte: FMI - Direction of Trade Statistics em Braziltradenet
Exportações Rússia - Mundo / 2007
US$ Milhões FOB |
| Países Baixos |
42.826 |
12,2% |
| Itália |
27.532 |
7,8% |
| Alemanha |
26.347 |
7,5% |
| Turquia |
18.463 |
5,2% |
| Belarus |
17.489 |
5,0% |
| Ucrânia |
16.424 |
4,7% |
| China |
15.893 |
4,5% |
| Suíca |
13.910 |
3,9% |
| Demais países |
173.484 |
49,2% |
| Total |
352.368 |
100,0% |
Fonte: FMI - Direction of Trade Statistics em Braziltradenet
Rússia e Brasil, amigos e parceiros estratégicos
Artigo de Celso Amorim e Serguei Lavrov
O Estado de S. Paulo 3/10/2008
O Brasil foi o primeiro Estado sul-americano com o qual a Rússia estabeleceu relações diplomáticas, há 180 anos. Contatos entre ambos os países antecedem suas relações formais. Em 1804, os navios russos Nadezhda e Neva, em viagens de circunavegação, ancoraram em portos brasileiros. Nos seus primórdios, o relacionamento contou com a valiosa contribuição de renomados representantes dos dois países, como o patrono da diplomacia brasileira, o Barão do Rio Branco, e o cientista e também diplomata russo Georg Henrich von Langsdorf.
Nas últimas décadas tem havido aprofundamento e estreitamento dos laços bilaterais e crescente convergência de posições entre Brasil e Rússia, ambos gigantes territoriais e populacionais, influentes nos respectivos contextos regionais e na arena internacional.
Somos aliados na defesa dos fundamentos coletivos da ordem mundial contemporânea, do papel central da Organização das Nações Unidas (ONU) na resolução dos problemas globais e na afirmação da necessidade de um sistema internacional multipolar. Defendemos também a supremacia do direito internacional, o repúdio às medidas de força unilaterais e a opção pela solução negociada de crises e conflitos. No centro de nossa agenda política comum estão questões-chave como a garantia da segurança global e regional, o combate ao terrorismo internacional, a cooperação em questões que afetam toda a humanidade, como o aquecimento global e a consolidação da estabilidade econômica.
O diálogo político permanente, construtivo e de alto nível assegura que a cooperação bilateral prosseguirá em bases mutuamente vantajosas. Nas cúpulas dos últimos anos foram estabelecidas as metas para a consolidação da parceria estratégica, o aumento dos contatos econômico-comerciais e a formação da aliança tecnológica.
Para cumprir essas metas se destaca o trabalho da Comissão de Alto Nível de Cooperação (CAN), presidida pelo presidente do Governo da Rússia, Vladimir Putin, e pelo vice-presidente do Brasil, José Alencar Gomes da Silva. O grupo de trabalho bilateral, idealizado entre a Secretaria para Assuntos Estratégicos do Brasil e o Conselho de Segurança da Rússia, é o primeiro do gênero estabelecido entre a Rússia e um país latino-americano.
O Brasil é o principal parceiro comercial da Rússia na América Latina e no Caribe; em 2007, o intercâmbio superou os US$ 5 bilhões. Começamos a cooperar na área de investimentos. A inauguração de uma fábrica de processamento de carne em Kaliningrado, no ano passado, iniciou um grande projeto de mais de US$ 100 milhões. Aumentamos a parcela de produtos de alta tecnologia no comércio bilateral e realizamos a cooperação espacial. Com a colaboração russa, foi efetuado o vôo do astronauta brasileiro Marcos Pontes à Estação Espacial Internacional. Energia, construção de aviões, nanotecnologias e área técnico-militar são prioridades na cooperação.
O intercâmbio cultural é importante na aproximação. Artistas e criadores como Antônio Francisco Lisboa (Aleijadinho), Cândido Portinari, Heitor Villa-Lobos, Machado de Assis, Jorge Amado e Oscar Niemeyer são reconhecidos na Rússia. Muitos russos apreciam a música brasileira, bem como o carnaval e as telenovelas produzidas no Brasil. Os brasileiros demonstram grande interesse pela diversificada cultura russa. Há constante demanda por traduções para o português de obras clássicas da literatura russa. Nosso orgulho comum é a primeira escola de balé do Teatro Bolshoi fora da Rússia, em Joinville (SC). Depositamos grandes esperanças, ainda, na abertura de escolas de futebol brasileiro em Krasnodar e na região de Moscou.
A proximidade ou coincidência de nossas atitudes para a resolução dos problemas-chave da política internacional indica nosso interesse nas Nações Unidas. A Rússia considera o Brasil forte candidato a membro permanente no Conselho de Segurança da ONU reformado, no entendimento de que seja tomada decisão, mediante acordo, sobre a ampliação do Conselho de Segurança da ONU em ambas as categorias.
Nossos países continuam a procurar novas formas de cooperação multilateral. Uma delas é o diálogo entre os BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China), cujos líderes se encontraram pela primeira vez no Japão, em julho, à margem da cúpula do G-8. Em maio, em Ecaterimburgo, os chanceleres emitiram comunicado conjunto para expressar convergência de visões e reafirmar seu compromisso com um sistema internacional mais democrático, fundado na diplomacia multilateral e no primado do direito internacional. Em novembro, os ministros das Finanças e Economia dos BRICs se reunirão no Brasil.
O memorando de entendimento assinado, em 2006, entre a Rússia e o Mercosul contribui para intensificar as relações. Essa parceria ganha importância ante o papel do Mercosul na integração sul-americana. A dinâmica do comércio e a atuação do Mercosul em temas sociais, ambientais e políticos o tornaram centro de influência e crescimento econômico do mundo multipolar.
As relações entre a Rússia e o Brasil, baseadas no respeito mútuo, são vantajosas, voltadas para o futuro e independentes de oscilações conjunturais. Hoje temos a vontade política e os recursos materiais para o êxito da parceria estratégica, respondendo aos interesses de nossos países e nossos povos. A sinergia dessa parceria produzirá frutos que transcenderão o âmbito bilateral, contribuindo para uma ordem global mais democrática e apta a enfrentar os grandes desafios do mundo contemporâneo.
O R dos BRICs - Atração entre Brasil e Rússia
*Sergio Leo é repórter especial em Brasília e escreve às segundas-feiras
Fonte: Valor Econômico (15/6/2009)
O Brasil já começou a combinar com os russos. E quer jogo no mesmo time.
Ainda em fase de ensaio, a coordenação entre os chamados Brics, Brasil, Rússia, Índia e China, conseguiu, até agora, que autoridades desses países intensifiquem contatos, e, aparentemente, criem maior confiança para acertos bilaterais.
Neste ano, por exemplo, Brasil e Rússia podem ter uma mudança qualitativa no relacionamento. É o que defende o ministro de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger.
Mangabeira tem papel inusitado no governo. Transita por vários ministérios, causa desconforto em alguns deles por sua audácia e sua agitação intelectual. Nem sempre é brindado com os melhores adjetivos no Palácio do Planalto. Mas, indiferente a críticas, diz que seu papel é provocar, promover ideias no governo. E provoca, agita, articula, acaba, por sua movimentação e persistência, garantindo destaque, nas reuniões do governo, a temas da agenda nacional e internacional que arriscavam deter-se nas encruzilhadas entre diversos ministérios.
O Itamaraty já vem, há algum tempo, tratando da ampliação do relacionamento com os russos, que tem, como estrela, a cooperação científica e tecnológica, especialmente na área espacial. Há uma comissão de alto nível, presidida pelo vice-presidente José Alencar, que deve se reunir em julho e discutir parcerias entre Petrobras e a estatal russa Gazprom, além de se fazer acompanhar por uma missão comercial, em busca de parceiras no mercado local.
No terreno do comércio, a pauta ainda é prisioneira das commodities, que ocupam a esmagadora porção das trocas de mercadorias entre os países, mas, há algum tempo, a possibilidade de venda de jatos russos para o programa FX, da FAB, somou à agenda um componente militar e industrial.
Esse componente militar garantiu a presença de mais um interlocutor nessas discussões, o Ministério da Defesa. Mas o pragmatismo comercial dos russos minou as chances, no ano passado, de participação dos caças Sukhoi na concorrência aberta pela FAB. O ministro da Defesa, Nélson Jobim, queixou-se, na época, que, enquanto os franceses abriram portas para cooperação e transferência de tecnologia, os russos pareciam vendedores obcecados, de prateleiras cheias. O Brasil avançou nas negociações com a França, que passou a ser mais cotada para vender os aviões à FAB.
Agora, os Sukhoi voltaram à cena, garantem fontes diplomáticas brasileiras. Mangabeira não acredita na chance dos jatos russos na atual disputa, mas diz ter sentido mudanças na abordagem das autoridades locais, que oferecem à Embraer possibilidade de cooperação no desenvolvimento de caças de quinta geração. O ministro esteve na Rússia, há duas semanas, para encontro com autoridades dos Brics ligadas ao planejamento estratégico. E aproveitou para um giro, sempre acompanhado de representantes da embaixada brasileira, em gabinetes do alto escalão moscovita.
Após reuniões com Igor Sechin, vice-primeiro ministro e dirigente da estatal de petróleo Rosneft, e com Igor Shuvalov, que encabeça o time de vice-primeiros ministros, Mangabeira acredita que a Rússia já não trata o Brasil como uma potência de alcance regional e incluiu o país na lista de interlocutores para assuntos globais. Na discussão dos Brics, diz, são Brasil e Rússia os países com ideias mais próximas em relação à estratégia para lidar com a perda de influência do dólar como moeda de referência mundial - Índia e China mantêm posições bem mais tímidas, ainda que os chineses já tenham levantado a discussão.
"Queremos, Brasil e Rússia, respostas à crise focadas em bases reais, não só nos problemas do mercado financeiro", diz Mangabeira. Ele prevê ações conjuntas em campos como propriedade intelectual, onde vê alternativas ao sistema de patentes, com projetos estatais e cooperativos de remédios e tecnologia médica, por exemplo. "O grande tema atual é a reinvenção, não a reforma, da economia de mercado, por experimentalismos institucionais", diz.
É forte a possibilidade de uma visita do presidente Lula a Moscou no segundo semestre, algum tempo depois da visita já programada à Rússia, para o encontro dos Brics em Ecaterimburgo, amanhã. Em comércio, dois temas ganham força. Um é o aumento de importação de trigo russo, que poderá substituir parte do incerto trigo argentino. Outro tema é a instalação, no Brasil, de fábricas de fertilizantes, com nitrogênio vindo da Rússia e fósforo e potássio brasileiros. Os fertilizantes são 40% do custo agrícola, e a Rússia, grande fornecedor.
É um tema importante, no momento em que, desconfiados, os exportadores russos vêm exigindo dinheiro à vista e recusam cartas de crédito de bancos internacionais na venda de fertilizantes para produtores brasileiros. As compras de fertilizantes estão em queda, anunciando perdas na produtividade rural.
Igor Sechin se prontificou a vir em breve ao Brasil liderando uma missão empresarial, para discutir alternativas de negócios, diz Mangabeira. Ele faz questão de dizer, porém, que essa aliança é pragmática, não deve ser vista como nenhum tipo de confronto com os EUA.
Essa aproximação com a Rússia tem, além das incertezas do trato com os mandantes locais, outras dificuldades. A revista britânica "The Economist" sugeriu, em sua penúltima edição, que os Brics passem a ser chamados BIC, sem a Rússia, ameaçada de estagnação econômica. A imprensa internacional fala do tombo de 15% na produção industrial e de quase 10% no PIB do primeiro trimestre, fatal a muitas cidades de uma indústria só.
Já faz mais de meio século a folclórica preparação do time brasileiro para o jogo contra a União Soviética, na Copa do Mundo de 1958, quando, após ouvir todo o esquema tático concebido pelo técnico Feola, Garrincha perguntou: "Mas o senhor já combinou com os russos?". Hoje, enquanto avançam as conversas com a Rússia, o que falta combinar são os efeitos da crise internacional sobre o país, que sofre as consequências da queda nos preços de petróleo.
Banco Mundial prevê que economia russa recue 7,9 por cento em 2009
Publicado em 24.06.2009 pela agência LUSA
Por Lusa
O Banco Mundial prevê uma queda de 7,9 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) russo em 2009, ou seja, quase o dobro da sua previsão anterior, enquanto o desemprego poderá chegar aos 13 por cento da população ativa da Rússia, de acordo com relatório. A recessão profunda da economia mundial e a queda da produção "terão um impacto mais grave do que o previsto na economia e no sector social russos", sublinha o Banco Mundial que previu, no fim de Março, uma descida de 4,5 por cento do PIB na Rússia.
"O PIB poderá sofrer uma queda de 7,9 por cento em 2009, não obstante os preços do petróleo voltarem a subir", considera agora o Banco Mundial.
Este organismo financeiro internacional constata também a redução substancial do fluxo de investimentos diretos. Os investimentos estrangeiros diretos foram de cerca de 3,2 mil milhões de dólares no primeiro trimestre de 2009, representando uma descida de 43 por cento em comparação com igual período de 2008.
"No fim do primeiro trimestre de 2009, a dívida externa dos sectores estatal e privado baixou para os 454 mil milhões de dólares, contra um número recorde de 547 mil milhões em Outubro de 2008", sublinha o relatório.
"As medidas tomadas para estimular a economia, bem como o aumento progressivo dos preços do petróleo e a descida da inflação poderão criar condições mais favoráveis no segundo semestre e a economia russa poderá retomar um crescimento moderado em 2010", prevê o relatório.
"A médio prazo, tendo em conta a dinâmica econômica atual e uma previsão de crescimento de 3,5 por cento em 2011 e 2012, o PIB só deverá atingir o nível anterior à crise no terceiro trimestre de 2012", acrescenta o documento.
O Banco Mundial mantém o nível de inflação da Rússia entre os 11 e 13 por cento.
O relatório chama também a atenção das autoridades russas para os efeitos negativos da recessão nas camadas sociais mais desfavorecidas e uma classe média ainda frágil. O número de pobres poderá subir para 24,6 milhões, ou seja 17,4 por cento da população, enquanto os desempregados podem chegar a 13 por cento.
"Esta previsão reflete tanto a diminuição geral do número de empregos, como as mudanças estruturais nos vários ramos da economia. O mais alto nível de desemprego poderá registrar-se na indústria transformadora, construção e comércio a retalho", lê-se no relatório, que sublinha que as cidades que dependem de uma ou de poucas empresas sentirão particularmente o aumento do desemprego.
"A Rússia encontra-se frente a uma tarefa difícil: fazer face, simultaneamente, às consequências sociais de uma crise mais importante do que o previsto, controlar as finanças públicas e tomar medidas para apoiar a economia", conclui o Banco Mundial.
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Fontes Consultadas
Central Intelligence Agency - www.cia.gov
Ministério das Relações Exteriores (MRE) - Como exportar para a Rússia www.braziltradenet.gov.br
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) - www.mdic.gov.br
Instituto Español de Comercio Exterior - www.icex.es
Última atualização: julho/2009