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  Domingo, 14 de março de 2010
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Guia do Exportador

México

Área 1.972.550 Km²
Capital Cidade do México
Idioma Espanhol
Religião Católica
População

111.211.789 (est. 07/2009)

Expectativa de vida H/M 76.06 – T
73.25 – H
79 – M (est. 2009)
Moeda Peso Mexicano
PIB (paridade com poder de compra)

US$ 1.559 trilhão (est. 2008)

Renda per capita

US$14.200 (est. 2008)

Fonte: CIA – The world factbook

Aspectos Gerais
Situado na América do Norte, o território mexicano é formado por desertos ao norte e florestas tropicais ao sul. A capital, Cidade do México, é uma das regiões metropolitanas mais populosas do mundo. O país faz fronteiras, ao norte, com os Estados Unidos e a sudeste, com a Guatemala e Belize, a leste com o Canal de Yucatán e Golfo do México, e a oeste com o Oceano Atlântico. Sua capital é a Cidade do México (Distrito Federal), localizada na região central do país. A origem do país remonta às civilizações pré-colombianas dos maias e dos astecas.Mapa - México

Após a integração ao Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), o México reergueu sua economia. O motor do "milagre" são as chamadas maquiladoras – montadoras norte-americanas que cruzam a fronteira em busca de custos menores e mandam a maior parte da produção de volta aos Estados Unidos (EUA). Nos últimos anos, porém, o desaquecimento da economia norte-americana gera tendência recessiva no México e o governo busca novos parceiros comerciais.

Aspectos econômicos
O México tem uma economia de mercado livre que recentemente entrou na classe dos trilhões de dólares. Possui um mistura de modernidade com uma indústria antiga e agricultura, dominada pelo setor privado. A recente administração tem expandido a competição em portos, ferrovias, telecomunicações, geração de energia, distribuição de gás natural e aeroportos. A relação com os EUA e Canadá triplicaram desde a implementação do NAFTA em 1994. O México tem 12 acordos de livre comércio com mais de 40 países incluindo, Guatemala, Honduras, El Salvador, a Área de Livre Comércio Européia e Japão, colocando mais de 90% dos negócios nos acordos de livre comércio.

Há necessidade de melhoria da infra-estrutura, modernização  do sistema de taxas e leis do trabalho, e da necessidade de permitir investimento privado no setor de energia. Existem desafios para impulsionar o crescimento da economia, reduzir a pobreza e melhorar a competitividade internacional do México.

População
A população mexicana estimada, em 2009, é da ordem de 111 milhões de habitantes, com expectativa de vida média de 75 anos. O México é um país constituído basicamente por jovens, sendo a idade média da população mexicana de apenas 26 anos.
O crescimento médio da população, estimado para 2009, é de 1,13% ao ano. Essa tendência, se continuada, em 2025 posicionará o México entre os países mais populosos do mundo.
Verifica-se notável movimento migratório das pequenas comunidades rurais para zonas urbanas. Os principais fluxos migratórios têm como destino os grandes centros urbanos do país, principalmente, a Cidade do México, Guadalajara e Monterrey. Mais recentemente, a indústria “maquiladora” tem gerado novos pólos como Tijuana e Ciudad Juárez, além do pólo turístico de Cancún.

Grupos étnicos, idioma e religião
Os principais grupos étnicos são: mestiço (indígena-espanhol) 60%, indígena 30%, caucasiano 9%, outros 1%. O idioma oficial é o espanhol, mas existe grande número de línguas indígenas, sendo 15 consideradas relevantes.
Aproximadamente 89% da população são de religião católica, seguida por protestantes com 6%, e outras religiões com 5%.

Moeda
A moeda mexicana – o peso – é livremente conversível nas principais moedas internacionais, de acordo com cotação pública diária. O câmbio de moeda pode ser feito em casas de câmbio e bancos em todo o país. Não são necessários trâmites especiais para operações de pequeno porte. Em operações envolvendo montantes superiores a US$ 10.000,00 é necessária a identificação. Esse total deve ser declarado nas alfândegas caso seja levado em espécie pelo viajante.

Comércio Exterior
O comércio exterior mexicano tem sofrido mudanças significativas desde o período de substituição de importações, modelo que prevaleceu até 1986. O ponto de partida ocorreu com a adesão do país ao NAFTA, propiciando estímulo substantivo ao comércio exterior do país. Durante a década de 1990, o México foi o país que registrou a maior taxa de crescimento das exportações, superior, inclusive, ao dos tigres asiáticos. Deixou de ser somente um país exportador de petróleo para transformar-se num dos principais participantes da economia globalizada. É o segundo maior parceiro comercial dos Estados Unidos, atrás apenas do Canadá. O país possui o maior comércio exterior no âmbito da ALADI.

Composição do comércio exterior
A composição do comércio exterior mexicano tem evoluído de forma notável, passando de plataforma de produtos básicos para produtos de maior valor agregado e conteúdo tecnológico. Apesar do inegável sucesso exportador do México, as exportações mexicanas estão concentradas relativamente em poucas empresas, principalmente, de origem multinacional, como é o caso do setor automotivo (Ford, VW,GM, Chrysler, entre outras); informática (IBM, HP); farmacêuticos (Pfizer, BMS), comunicações (Motorola).Algumas empresas de capital mexicano destacam-se no comércio exterior: Petroleos Mexicanos, Jugos del Valle (sucos e refrescos), Grupo Modelo (bebidas), Grupo Bimbo (panificadora),
Grupo Herdez (alimentos), Grupo Vitro (vidro e embalagem), Grupo México e Grupo Cemex (produtos industriais e para construção).
 
As exportações brasileiras para o México em 2008, foram compostas basicamente por produtos manufaturados, sendo que, entre as maiores exportações realizadas pelo Brasil para o México os que mais se destacaram foram automóveis, acessórios para automóveis e tratores e motores.

Exportação Brasil - México / 2008 US$ FOB
Automóveis c/motor explosao,1500<cm3<=3000,ate 6 passag 624.084.118 14,6%
Outros prods. semimanuf. ferro/aço, c<0.25%,sec.transv.ret 185.289.360 4,3%
Outros veículos automóveis c/motor explosão, carga<=5t 151.359.997 3,5%
Outras partes e acess. p/tratores e veículos automóveis 122.642.378 2,9%
Minérios de ferro não aglomerados e seus concentrados 117.521.263 2,7%
Outros pneus novos para ônibus ou caminhões 111.378.665 2,6%
Outros tratores 93.770.569 2,2%
Outros aviões/veículos aéreos, peso>15000kg,vazios 89.673.817 2,1%
Outros motores diesel/semidiesel, p/veic. do cap.87 86.241.270 2,0%
Outros "bulldozers" e "angledozers", de lagartas 84.624.018 2,0%
Demais produtos 2.614.739.152 61,1%
Total 4.281.324.607 100,0%
Fonte: MDIC/SECEX
Elaborado por Global21

Na tabela abaixo, podemos verificar os principais produtos importados pelo Brasil do México no período de 2008.

Importação Brasil - México / 2008 US$ FOB
Automóveis c/motor explosao,1500<cm3<=3000,ate 6 passag 820.188.736 26,2%
Acido tereftalico e seus sais 373.267.016 11,9%
Automóveis c/motor explosao,cm3>3000,ate 6 passageiros 158.317.558 5,1%
Terminais portáteis de telefonia celular 87.495.195 2,8%
Tubos catodicos p/recept. de televisão em cores, etc. 61.327.710 2,0%
Outs. partes p/aparelhos recept. radiodif. televisão, etc. 44.472.949 1,4%
Apars. transm./rec.d/sist. troncalizado 43.069.429 1,4%
Outros motores de explosao,p/veic.cap.87,sup.1000cm3 41.284.512 1,3%
Outs. pigmentos tipo rutilo, c/ dioxido titânio>=80% seco 38.456.637 1,2%
Dispositivos de cristais líquidos (lcd) 38.428.324 1,2%
Demais produtos 1.418.699.092 45,4%
Total 3.125.007.158 100,0%
Fonte: MDIC/SECEX
Elaborado por Global21

Dentre os estados que mais relacionaram-se com México no período 2008 estão São Paulo, Paraná, Bahia, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, como podemos observar nas tabelas abaixo.

Exportação por estado / 2008 US$ FOB
São Paulo 2.087.047.425 48,7%
Bahia 401.585.423 9,4%
Minas Gerais 364.183.373 8,5%
Rio Grande do Sul 350.853.045 8,2%
Paraná 239.599.440 5,6%
Santa Catarina 206.478.033 4,8%
Demais estados 631.577.868 14,8%
Total 4.281.324.607 100,0%
Fonte: MDIC/Aliceweb
Elaborado por Global21

 

Importação por estado / 2008 US$ FOB
São Paulo 1.043.768.931 33,4%
Paraná 501.084.263 16,0%
Pernambuco 399.894.062 12,8%
Bahia 241.475.934 7,7%
Rio Grande do Sul 180.444.845 5,8%
Minas Gerais 172.029.728 5,5%
Espírito Santo 146.434.804 4,7%
Demais estados 439.960.495 14,1%
Total 3.125.093.062 100,0%
Fonte: MDIC/Aliceweb
Elaborado por Global21

Alguns dos  países que constam na pauta de exportação e importação do México são:

Fonte: Braziltradenet

 

Fonte: Braziltradenet

 

Balança Comercial Brasil - México / 2008
Valores em US$ FOB
Mês Exportação Importação Saldo Corrente de Comércio
JAN 362.600.541 224.692.991 137.907.550 587.293.532
FEV 297.155.564 186.080.282 111.075.282 483.235.846
MAR 286.511.489 182.190.675 104.320.814 468.702.164
ABR 380.642.584 232.556.942 148.085.642 613.199.526
MAI 307.647.258 250.526.163 57.121.095 558.173.421
JUN 374.701.497 235.164.028 139.537.469 609.865.525
JUL 411.379.310 370.999.308 40.380.002 782.378.618
AGO 323.624.455 294.256.027 29.368.428 617.880.482
SET 513.407.701 309.540.972 203.866.729 822.948.673
OUT 346.573.792 327.622.012 18.951.780 674.195.804
NOV 285.376.684 300.973.496 -15.596.812 586.350.180
DEZ 391.703.732 210.490.166 181.213.566 602.193.898
Acumulado 4.281.324.607 3.125.093.062 1.156.231.545 7.406.417.669
Fonte: MDIC/Aliceweb

Sistema e estrutura tarifária
O sistema tarifário do México obedece as regras da OMC. Da mesma forma que o Brasil, utiliza o Sistema Harmonizado para fins de aplicação de tarifas de importação, bem como outras medidas comerciais. O território mexicano é dividido, para efeitos fiscais, em dois: zona fronteiriça e o resto do país. A lei delimita faixa de 20 km ao longo das fronteiras norte, com os Estados Unidos, e sul, com Guatemala e Belize, com tratamento fiscal diferenciado.

O sistema mexicano de classificação de mercadorias é definido pela “Tarifa de Impuesto General de Importación y Exportación” (TIGIE), baseada no Sistema Harmonizado (SH) de classificação de mercadorias. A nomenclatura é a base para imposição de tarifas de importação e compilação de estatísticas de comércio exterior. Recomenda-se particular atenção na determinação correta da classificação alfandegária das mercadorias no ato de exportação para o México. Como regra básica, exportadores e importadores devem consultar as autoridades alfandegárias sobre a classificação das mercadorias objeto da operação comercial, principalmente se há possibilidade de classificar o item em mais de uma posição alfandegária.

Imposto Geral de Importação
No México, o principal imposto de importação é o “Impuesto General de Importación” – tarifa ad valorem, determinada pela aplicação de taxa percentual sobre o valor do produto, correspondente à posição tarifária da mercadoria, conforme determinado pela “Ley del Impuesto General de Importación y Exportación” e pela “Tabla de Desgravación de México”.

Isenções e Reduções
Certos produtos estão isentos de cobrança de impostos de importação, incluindo as bagagens dos passageiros e residentes nas regiões de fronteira, mudanças de imigrantes ou repatriados, doações, material didático recebido por estudantes, objetos postais considerados pelos convênios internacionais como correspondência, amostras e mostruários, que por suas condições não têm valor comercial. Também estão livres  de impostos os caixões e urnas funerárias que contenham cadáveres ou seus restos.  Existem casos específicos em que insumos e produtos podem obter tratamento tarifário preferencial, independentemente de existir acordo de livre comércio:

  1. Programas setoriais (PROSEC) de apoio aos setores exportadores;
  2. Importações realizadas por instituições de assistência privada (IAP). Em particular, os PROSEC conferem importantes benefícios às empresas exportadoras mexicanas. Permitem a importação de insumos e bens intermediários isentos de tarifas, desde que sejam incorporados em produtos de exportação. Esses programas complementam e expandem os dispositivos do regime “maquilador”.

Direito de Armazenagem
A armazenagem de mercadorias destinadas à importação é gratuita nos dois primeiros dias, no caso de transporte aéreo e terrestre. Para transporte marítimo, o prazo é de cinco dias, devendo ser pagos apenas os custos dos serviços de movimento e custódia das mercadorias. Os referidos prazos são contabilizados a partir do dia de entrada da mercadoria no depósito e do dia de recebimento de comunicação de entrada em depósito das mercadorias, respectivamente.

Regulamento de Importação
A política geral de importações mexicanas é liberal. Há poucos produtos de importação proibida ou sujeitos a autorizações especiais. É o caso de produtos sob o controle do Estado, ou que, de alguma forma, podem ameaçar a soberania, a saúde ou outras atividades específicas.

Importações Incentivadas
O México não incentiva diretamente a importação de nenhum produto. Porém, determinados insumos industriais não produzidos localmente, assim como alguns bens de capital necessários para o crescimento econômico do país, recebem tratamento alfandegário mais favorável.

Salvaguardas e Sobretaxas
De acordo com a OMC, o número de sistemas diferentes de contingenciamento alfandegário aumenta a complexidade do regime de importação do México. O México aplica medidas de controle alfandegário a vários produtos agropecuários, bem como a países específicos. Em casos especiais, determinados produtos podem ter a tarifa NMF reduzida temporariamente, com a finalidade de garantir o abastecimento nacional.

Outras eventuais medidas restritivas
Com o objetivo de detectar atividades de fraude, a “Administración General de Aduanas” do México fiscaliza setores específicos de alto risco, como carnes e produtos derivados de bovino e de frango, brinquedos, madeira (triplay), lápis, calçados, cerveja, vinhos e licores, cigarros, têxteis, bicicletas, aço, frutas, etc. As câmaras de comércio e as associações de indústria têm solicitado o controle específico de determinados produtos, derivado do prejuízo potencial que podem causar à indústria doméstica. Os contribuintes mexicanos inscritos na relação de importadores, que introduzem no país mercadorias dos setores mencionados acima, estão sujeitos, adicionalmente, à inscrição na relação de importadores específicos.

Normas Oficiais Mexicanas (NOMs)
Todos os produtos, processos, métodos, instalações, serviços ou atividades comercializados no México, produzidos localmente ou importados, tem a obrigação de cumprir com determinadas normas técnicas – Normas Oficiais Mexicanas (NOMs) – com o propósito estabelecer a terminologia, classificação, características, qualidades, medidas, especificações técnicas, amostra e métodos de prova. As NOMs estabelecem regulamentos no caso de risco para a segurança das pessoas ou à saúde humana, animal ou vegetal, e meio-ambiente em geral.
Para ingressar no México, toda mercadoria sujeita ao cumprimento das NOMs precisa contar com certificado ou autorização do órgão competente ou instituição estrangeira habilitada por órgão competente. O descumprimento das NOMs é sancionado em conformidade com a Lei “Ley Aduanera”. A multa será de 2% a 10% do valor comercial da mercadoria no caso de omissão ou inexatidão de dados relativos ao cumprimento das NOMs.

Embalagem
As disposições sobre embalagem e etiquetagem estão contidas em diferentes NOMs, de acordo com a natureza do produto. Pela extensão de sua aplicação, a mais importante é a NOM-050-SCFI-1994, aplicada para a maioria dos produtos. Essa Norma tem por objetivo estabelecer a informação comercial que deve conter os produtos de fabricação nacional ou estrangeira, destinados ao consumidor no território nacional. A norma se aplica a:

  1. produtos que estejam sujeitos a disposições de informação comercial, contidas em NOMs específicas ou em alguma outro regulamento vigente;
  2. produtos a granel;
  3. animais vivos;
  4. livros, revistas, fascículos e publicações constantes em qualquer apresentação, incluindo discos magnéticos e compactos, fitas e artigos análogos;
  5. outros produtos que determine a autoridade competente, conforme suas atribuições.

Canais de distribuição
A principal característica do mercado mexicano é a forte concentração da população e da produção, em 3 pólos econômicos: Zona Metropolitana da Cidade do México, Zona Metropolitana de Guadalajara e Zona Metropolitana de Monterrey. Essas três áreas são abastecidas por uma ampla gama de produtos, uma vez que contam com regiões agropecuárias e industriais, e contam com infra-estrutura rodoviária e ferroviária.

Negociações e contratos de importação
O México tem esquemas e mecanismos de negociação, formais e informais, que devem ser verificados para minimizar o risco, fazer negócios rentáveis, estáveis e de crescimento a longo prazo. Alguns dos aspectos principais que devem ser considerados (não limitativos, já que isso dependerá do tipo de empresa, da personalidade da contraparte e das condições específicas do setor em pauta, entre outras coisas):

  • Idioma: o exportador terá que ser cortês com o seu cliente ou representante em potencial, usando preferentemente o idioma espanhol. Embora o espanhol seja semelhante ao português, há diferenças importantes, principalmente no que respeita a termos técnicos e legais. Cabe, portanto, realizar revisão criteriosa de documentos legais, sobretudo contratos, para evitar surpresas com expressões que são semelhantes, mas que não significam a mesma coisa;
  • Comunicação: Além do telefone, utiliza-se muito o correio eletrônico, uma vez que minimiza as despesas e permite transferir quase qualquer tipo de documento em tempo curto. Documentos formais como faturas, certificados de origem, contratos originais, etc. devem ser enviados por correio expresso;
  • Termos de pagamento: Esse é um dos pontos críticos de qualquer relação comercial. No México, recomenda-se atenção especial nesse tema em pontos como: termos contratuais, lugar de entrega e característica da mercadoria. Os meios mais usados entre o México e o Brasil são os FOB em porto. A moeda utilizada para as operações geralmente é o dólar norte-americano. O método de pagamento recomendado é via carta de crédito irrevogável, confirmada, preferentemente à vista, nas primeiras operações.

    É importante para o exportador brasileiro estar ciente que as despesas de abertura de carta de crédito e as taxas e comissões cobradas pelos bancos no México são altas, o que leva o importador a negociar essas despesas. Por esse motivo, é comum realizar pagamentos adiantados, com possível desconto por pagamento rápido, ou um adiantamento de 50% com pagamento do balanço por ocasião da entrega de documentos, via cobrança bancária. Sugere-se não outorgar créditos abertos, a menos que sejam empresas mexicanas ou multinacionais com excelente reputação financeira. Cumpre sempre checar a solidez da empresa importadora por uma empresa especializada em análise de crédito ou pelo Banco do Brasil no México.
  • Preço: É ponto central numa negociação. Antes de definir preços, políticas de vendas e descontos, é importante realizar avaliação do mercado de maneira independente, com seu representante ou cliente. Para que se possa fazer uma análise prévia da estratégia que deverá seguir, considere-se os custos do exportador e do cliente.

Consultoria de Mercado
É recomendável, antes de realizar viagem de negócios ao México ou estabelecer o país como mercado objetivo, seja feita avaliação criteriosa para determinar com maior precisão o potencial do mercado, o tempo que vai levar para desenvolvê-lo e os recursos requeridos. A consulta pelo menos alguma das seguintes entidades pode ser útil:

  • Secom da Embaixada do Brasil no México;
  • Federações de Indústria locais;
  • Banco do Brasil;
  • Sebrae ou Apex locais;
  • Associações às quais pertença no Brasil;
  • Ministério das Relações Exteriores;
  • Camebra. 

Como negociar com os mexicanos*
Florence Castiel da Rosa

O México é um mercado muito atrativo. Para negociar com os mexicanos, entretanto, é importante levar em conta algumas características e práticas comportamentais que, se não forem devidamente consideradas, poderão prejudicar ou mesmo inviabilizar iniciativas de negócios com àquele país.
Os mexicanos, habitualmente, não possuem espírito de risco empresarial e as suas decisões e formas de negociar são muito lentas. Ter paciência, portanto, é fundamental. É necessária muito calma para conquistar os empresários mexicanos. Muitas vezes demonstram interesse em algum produto, recebem catálogos e somente procuram o vendedor um ou dois anos depois.

Outra característica a ser considerada é a de que são extremamente desconfiados questionando, por exemplo, Como me encontrastes? Onde obtivestes meus dados? Quem te deu essas informações? Para evitar ou atenuar a desconfiança procure negociar com o máximo de transparência em suas intenções e informações. Não mencione de imediato cifras e quantidades promissoras e jamais mencione ...poderemos ganhar milhões se... sob pena das tratativas terem seu término naquele instante. Os mexicanos não negociam com o que não vêem.
São formais e conservadores em seu comportamento, não sabem dizer não. No primeiro momento o contato é frio e distante sendo que o homem sempre aguarda pelo cumprimento da mulher e a proximidade física não é vista com bons olhos.

Nas transações comerciais necessitam saber com quem estão negociando, valorizam o contato pessoal e é neste ponto que reside a famosa importância de vincular negócios às refeições: prolongados cafés da manhã e intermináveis almoços fazem parte da cultura de negociação do mexicano. Quando, de parte do mexicano, acontecer um convite para uma cantina - bar de final de tarde – o sinal é de que a confiança já foi conquistada.
Como a relação pessoal é fundamental , sugere-se a ida dos empresários de seis em seis meses. Respeite a cultura e a história do país. Algum conhecimento acerca da história e seus personagens mais importantes conta pontos, pois o povo mexicano cultua alguns símbolos que, para o brasileiro podem passar desapercebido. Um exemplo disto é a verdadeira adoração que devotam pela bandeira nacional.

A culinária é valorizadíssima. É importante não recusar seus famosos pratos o que, aliás, não é difícil. Devem ser elogiados durante as famosas e prolongadas refeições de negócios.
Para os encontros os trajes devem ser mais para o sóbrio e discretos. As mãos jamais devem ser postas nos bolsos, assim como falar alto, pois estas atitudes serão interpretadas como provocação.
Finalmente, lembra-se que a propriedade e gestão da grande maioria das empresas é de caráter familiar e que no México a discriminação social é muito grande no que respeita a tradição e a riqueza, o mesmo não acontecendo em termos de raciais e religiosos.

*Informações obtidas em reuniões realizadas no Setor de Promoção Comercial – SECOM – da Embaixada do Brasil na Cidade do México, com o Lic. Alejandro Olvera, e na Câmara de Indústria y Comércio México – Brasil, com o Dr. Marcus Sá, Director General da Guerbet México e com a Sra. Lúcia Rohs, Gerente de Relaciones Públicas

México planeja impulsionar economia após surto de gripe / Armando Tovar – Reuters – 05/09/09

O México executará um plano para impulsionar a sua economia depois de um surto de gripe que deixou 26 mortos no país e de ter sido obrigado a reduzir significativamente suas atividades públicas e privadas para evitar a propagação da doença, disse na segunda-feira o presidente Felipe Calderón.
O mandatário explicou que o plano incluirá estímulos fiscais para empresas, como as linhas de cruzeiros que fazem escala nas praias mexicanas, com o objetivo de reativar o turismo.
"Já dei instruções aos membros da equipe econômica para que elaborem uma série de medidas destinadas a mitigar o impacto sobre a atividade econômica", disse Calderón em cadeia nacional.

"Uma delas, por exemplo, será promover muito ativamente a imagem de nosso país a fim de que os turistas do mundo todo venham visitar o México", acrescentou.
Países como Estados Unidos, Grã-Bretanha, Alemanha e França recomendaram a seus cidadãos evitar viagens ao México, um popular destino para o turismo internacional, setor que rende ao país cerca de 13 bilhões de dólares por ano.
Na semana passada, o secretário da Fazenda, Agustín Casterns, disse que a economia do país pode contrair-se em até 4 por cento neste ano, golpeada pela crise financeira mundial e pelo surpreendente surto de gripe H1N1, também conhecida como gripe suína.

A logística e a distribuição de produtos no México
Boa estrutura de aduanas, armazéns e serviços atraem os exportadores
O sistema de distribuição e logística mexicano, conta com boa estrutura de aduanas, armazéns e serviços. Existe uma grande quantidade de armazéns alfandegados (almacenes fiscales), onde as mercadorias ficam estocadas e fracionadas, sendo o pagamento dos impostos feitos de acordo com a sua liberação. Os custos imediatos referentes aos depósitos aduaneiros são fretes internos e despesas alfandegárias. O seguro é necessário sempre, do porto brasileiro até o armazém mexicano.
O custo de um depósito aduaneiro situa-se na faixa de 300 a 400 dólares mensais. A Câmara México-Brasil recomenda alguns armazéns fiscais: o Almacenadora Centro Occidente, o Almacenes de Deposito Ocejo e o Logyx e Almacenadora Accel.

Quanto ao frete marítimo, é vantajoso contratar serviços no Brasil, pois o mexicano é mais caro. O frete de um container de 20 contratado no Brasil custa de mil a mil e 200 dólares, ao passo que no México, o custo é de mil e 800 dólares. O custo de um container de 40 pode variar de mil e 800 a dois mil e 500 dólares.
Nos fretes locais, os portos mais atrativos em custos são os de Vera Cruz e Tampico. Os custos médios de fretes internos em relação a estes portos são os seguintes:
Vera Cruz até a Cidade do México (container de 20 a 40) US$ 650
Vera Cruz até León/Guadalajara (container de 20 a 40) US$ 850

O custo médio do agente aduaneiro situa-se na faixa de 3 a 5% do custo CIF (FOB + Seguro + Frete). A segurança no México é extremamente necessária. Estima-se que 6% das cargas de couro wet blue são roubadas. O custo da segurança varia de US$ 200 a US$ 300 por container, e inclui guardas e batedores.

As principais linhas marítimas que operam a rota Brasil/México são: Libra (Brasil), TMM (México) e Ivaran Lines (México).
No que se refere a financiamento e estímulos ao comércio exterior, praticamente não existem políticas econômicas de corte vertical no México, mas programas horizontais de apoio ao investimento e às exportações em geral. Embora o investimento seja estimulado pelo governo, o financiamento de importações de bens de capital não +e estimulado, a não ser qunado a produção a ser gerada pelo equipamento, ou componente, destine-se à exportação. Nestes casos, de draw back, existe uma linha de financiamento favorecido no Bancomext, o qual destina recursos em abundância e a taxas favorecidas para a exportação.

No México existem dois Eximbanks, voltados exclusivamente para o comércio exterior. A instituição mais representativa é o Bancomext, que atua no mercado há mais de 30 anos, e investiu em 1998 em financiamento e promoção de exportação, cerca de 500 milhões de dólares. A estrutura mexicana é bem mais especializada e concentrada do que a do Brasil, cujas ações de promoção e de apoio em geral estão pulverizadas entre vários órgãos e entidades como Banco do Brasil (PROEX), CAMEX, APEX, SEBRAE, BNDES e outros.

(America Consultoria e Projetos Internacionais)

Endereços úteis
Embaixada do Brasil no México
Lope de Armendáriz n°130 Lomas Virreyes
Telefone: (5255) 5201-4531
Fax: (5255) 5520-4929
Site : www.brasil.org.mx

Embaixada do México (Seção Consular)
Estados que atende: Brasília, DF, Goiás, Tocantins, Pará, Amapá, Roraima e Amazonas.
S.E.S. - Avenida das Nações - Qd 805 - Lt 18.
CEP. 70412-900 - Brasília, D. F.
Tel: (55-61) 3204-5200
Fax (55-61) 3204-5201/ 3204-5202

Câmara de Indústria Comércio e Turismo Brasil-México
Rua Araújo, 70 conj. 133
CEP: 01220-020 Pça da República, São Paulo-SP
Telefone: (0xx11)3120-2996
Site: www.bramex.org.br

Consulado Geral do México no Rio de Janeiro
Estados que atende: Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Maranhão.
Praia de Botafogo 242, 3° Andar 301
CEP. 22250-040 Botafogo Rio de Janeiro-RJ
Tel.: (0xx21) 2553-2059 /2552-9496
Fax: (0xx21) 2551-3247

Consulado Geral do México em São Paulo
Estados que atende: São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia e Acre.
Rua Holanda 274 Jardim Europa
CEP. 01446-030 São Paulo-SP
Tel.: (0xx11) 3081-4144/3081-4921
Fax: (0xx11) 3082-4319
Site: http://portal.sre.gob.mx/saopaulo/

Consulado Honorário do México em Belém
Avenida Conselheiro Furtado,585
Casa A, Bairro Batista Campos.
CEP. 66025-160 Belém-PA
Tel.: (0xx91) 3223-8967
Fax: (0xx91) 3241-7407

Consulado Honorário do México em Fortaleza
 R. São Paulo n°1941 Jacareacanga
CEP: 60030-101 Fortaleza-CE
Tel.: : (0xx85) 3238-3800
Fax: (0xx85) 3238-3800

Consulado Honorário do México em Manaus
Rua Fortaleza 585 Adrianópolis
CEP. 69057-080 Manaus-AM
Tel.: (0xx92) 3663-5050
Fax: (0xx92) 3663-5077

Consulado Honorário do México em Recife
Rua Aquidabã, no. 20, Apt. 1401 – Bairro Boa Viagem
CEP 51030-280 - Recife, Pernambuco
Tel.: (0xx81) 3083-1760
Fax: (0xx81) 3343-1430

Consulado Honorário do México em São Luíz
Rua dos Afogados, 107 Centro
CEP 65010-020 São Luiz-MA
Tel.: (0xx98) 3232-6732
Fax: (0xx98) 3232-6232

Fontes consultadas
Central Intelligence Agency - www.cia.gov
Ministério das Relações Exteriores (MRE) - www.braziltradenet.gov.br
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) - www.mdic.gov.br
Estudo do  Mercado de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios no México – América Estudos e Projetos Internacionais

Última atualização: junho/2009

 
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Vacaria, em tempos anteriores famosa pela criação extensiva de gado, altera sua base produtiva e atualmente é um dos maiores exportadores de frutas temperadas do país.

Em sua entrevista, Dorlei Marcos Cole, Secretário da Agricultura e do Meio Ambiente do Município mostra os benefícios que a transição de um sistema de criação extensiva de gado de corte para uma agricultura mais diversificada, com forte presença na fruticultura de alto valor agregado, trouxe para Vacaria.

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