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  Sábado, 5 de julho de 2008
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Guia do Exportador

México

Área 1.972.550 Km²
Capital Cidade do México
Idioma Espanhol
Religião Católica
População 108,700,981 (est. 2007)
Expectativa de vida H/M Total: 75,63
Homem: 72,89
Mulher: 78,56 (est. 2007)
Moeda Peso Mexicano
PIB (paridade com poder de compra) US$1.134 trilhão (est. 2006)
Renda per capita

US$10,600 (est. 2006)

Fonte: CIA – The world factbook

Aspectos Gerais
Situado na América do Norte, o território mexicano é formado por desertos ao norte e florestas tropicais ao sul. A capital, Cidade do México, é uma das regiões metropolitanas mais populosas do mundo. O país faz fronteiras, ao norte, com os Estados Unidos e a sudeste, com a Guatemala e Belize, a leste com o Canal de Yucatán e Golfo do México, e a oeste com o Oceano Atlântico. Sua capital é a Cidade do México (Distrito Federal), localizada na região central do país. A origem do país remonta às civilizações pré-colombianas dos maias e dos astecas.Mapa - México

Após a integração ao Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), o México reergueu sua economia. O motor do "milagre" são as chamadas maquiladoras – montadoras norte-americanas que cruzam a fronteira em busca de custos menores e mandam a maior parte da produção de volta aos Estados Unidos (EUA). Nos últimos anos, porém, o desaquecimento da economia norte-americana gera tendência recessiva no México e o governo busca novos parceiros comerciais.

Aspectos econômicos
O México tem uma economia de mercado livre que recentemente entrou na classe dos trilhões de dólares. Possui um mistura de modernidade com uma indústria antiga e agricultura, dominada pelo setor privado. A recente administração tem expandido a competição em portos, ferrovias, telecomunicações, geração de energia, distribuição de gás natural e aeroportos. A relação com os EUA e Canadá triplicaram desde a implementação do NAFTA em 1994. O México tem 12 acordos de livre comércio com mais de 40 países incluindo, Guatemala, Honduras, El Salvador, a Área de Livre Comércio Européia e Japão, colocando mais de 90% dos negócios nos acordos de livre comércio.

Há necessidade de melhoria da infra-estrutura, modernização  do sistema de taxas e leis do trabalho, e da necessidade de permitir investimento privado no setor de energia. Existem desafios para impulsionar o crescimento da economia, reduzir a pobreza e melhorar a competitividade internacional do México.

População
A população mexicana estimada, em 2007, é da ordem de 108 milhões de habitantes, com expectativa de vida média de 75 anos. Cerca de 48% da população são homens e 51% mulheres. O México é um país constituído basicamente por jovens, sendo a idade média da população mexicana de apenas 25.3 anos.
O crescimento médio da população, estimado em 2006, foi de 1,16% ao ano. Essa tendência, se continuada, em 2025 posicionará o México entre os países mais populosos do mundo.
Verifica-se notável movimento migratório das pequenas comunidades rurais para zonas urbanas. Os principais fluxos migratórios têm como destino os grandes centros urbanos do país, principalmente, a Cidade do México, Guadalajara e Monterrey. Mais recentemente, a indústria “maquiladora” tem gerado novos pólos como Tijuana e Ciudad Juárez, além do pólo turístico de Cancún.

Grupos étnicos, idioma e religião
Os principais grupos étnicos são: mestiço (indígena-espanhol) 60%, indígena 30%, caucasiano 9%, outros 1%. O idioma oficial é o espanhol, mas existe grande número de línguas indígenas, sendo 15 consideradas relevantes.
Aproximadamente 89% da população são de religião católica, seguida por protestantes com 6%, e outras religiões com 5%.

Moeda
A moeda mexicana – o peso – é livremente conversível nas principais moedas internacionais, de acordo com cotação pública diária. O câmbio de moeda pode ser feito em casas de câmbio e bancos em todo o país. Não são necessários trâmites especiais para operações de pequeno porte. Em operações envolvendo montantes superiores a US$ 10.000,00 é necessária a identificação. Esse total deve ser declarado nas alfândegas caso seja levado em espécie pelo viajante.

Comércio Exterior
O comércio exterior mexicano tem sofrido mudanças significativas desde o período de substituição de importações, modelo que prevaleceu até 1986. O ponto de partida ocorreu com a adesão do país ao NAFTA, propiciando estímulo substantivo ao comércio exterior do país. Durante a década de 1990, o México foi o país que registrou a maior taxa de crescimento das exportações, superior, inclusive, ao dos tigres asiáticos. Deixou de ser somente um país exportador de petróleo para transformar-se num dos principais participantes da economia globalizada. É o segundo maior parceiro comercial dos Estados Unidos, atrás apenas do Canadá. O país possui o maior comércio exterior no âmbito da ALADI.

Composição do comércio exterior
A composição do comércio exterior mexicano tem evoluído de forma notável, passando de plataforma de produtos básicos para produtos de maior valor agregado e conteúdo tecnológico. Apesar do inegável sucesso exportador do México, as exportações mexicanas estão concentradas relativamente em poucas empresas, principalmente, de origem multinacional, como é o caso do setor automotivo (Ford, VW,GM, Chrysler, entre outras); informática (IBM, HP); farmacêuticos (Pfizer, BMS), comunicações (Motorola).Algumas empresas de capital mexicano destacam-se no comércio exterior: Petroleos Mexicanos, Jugos del Valle (sucos e refrescos), Grupo Modelo (bebidas), Grupo Bimbo (panificadora),
Grupo Herdez (alimentos), Grupo Vitro (vidro e embalagem), Grupo México e Grupo Cemex (produtos industriais e para construção).
 
As exportações brasileiras para o México em 2006, foram compostas basicamente por produtos manufaturados, sendo que, entre as maiores exportações realizadas pelo Brasil para o México os que mais se destacaram foram automóveis, acessórios para automóveis e tratores e motores.

Principais Produtos Exportados pelo Brasil para o México - 2005

Fonte: MDIC/SECEX

No gráfico abaixo, podemos verificar os principais produtos importados pelo Brasil do México no período de 2006.

Principais Produtos Importados pelo Brasil do México - 2005

Fonte: MDIC/SECEX

Dentre os estados que mais relacionaram-se com Portugal no período 2006 estão São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Amazonas e Paraná , como podemos observar nos gráficos abaixo.

10 Maiores Estados Exportadores para o México em 2005

Fonte: MDIC/SECEX

 

10 Maiores Estados Importadores do México em 2005

Fonte: MDIC/SECEX

Alguns dos  países que constam na pauta de exportação e importação do México são:

10 Maiores Estados Importadores do México em 2005

Fonte: Braziltradenet

 

10 Maiores Estados Importadores do México em 2005

Fonte: Braziltradenet

 

Balança Comercial Brasil - México / 2006
Valores em US$ FOB
Mês Exportação Importação Saldo Corrente de Comércio
JAN 359.410.742 76.806.482 282.604.260 436.217.224
FEV 339.395.667 63.365.715 276.029.952 402.761.382
MAR 385.831.292 110.641.596 275.189.696 496.472.888
ABR 339.538.561 92.451.206 247.087.355 431.989.767
MAI 344.163.262 110.477.485 233.685.777 454.640.747
JUN 383.059.909 118.275.616 264.784.293 501.335.525
JUL 353.376.026 139.359.346 214.016.680 492.735.372
AGO 438.004.036 111.075.952 326.928.084 549.079.988
SET 395.628.372 129.803.768 265.824.604 525.432.140
OUT 416.102.220 121.075.704 295.026.516 537.177.924
NOV 354.109.314 118.299.922 235.809.392 472.409.236
DEZ 349.582.869 118.292.778 231.290.091 467.875.647
Acumulado 4.458.202.270 1.309.925.570 3.148.276.700 5.768.127.840

Sistema e estrutura tarifária
O sistema tarifário do México obedece as regras da OMC. Da mesma forma que o Brasil, utiliza o Sistema Harmonizado para fins de aplicação de tarifas de importação, bem como outras medidas comerciais. O território mexicano é dividido, para efeitos fiscais, em dois: zona fronteiriça e o resto do país. A lei delimita faixa de 20 km ao longo das fronteiras norte, com os Estados Unidos, e sul, com Guatemala e Belize, com tratamento fiscal diferenciado.

O sistema mexicano de classificação de mercadorias é definido pela “Tarifa de Impuesto General de Importación y Exportación” (TIGIE), baseada no Sistema Harmonizado (SH) de classificação de mercadorias. A nomenclatura é a base para imposição de tarifas de importação e compilação de estatísticas de comércio exterior. Recomenda-se particular atenção na determinação correta da classificação alfandegária das mercadorias no ato de exportação para o México. Como regra básica, exportadores e importadores devem consultar as autoridades alfandegárias sobre a classificação das mercadorias objeto da operação comercial, principalmente se há possibilidade de classificar o item em mais de uma posição alfandegária.

Imposto Geral de Importação
No México, o principal imposto de importação é o “Impuesto General de Importación” – tarifa ad valorem, determinada pela aplicação de taxa percentual sobre o valor do produto, correspondente à posição tarifária da mercadoria, conforme determinado pela “Ley del Impuesto General de Importación y Exportación” e pela “Tabla de Desgravación de México”.

Isenções e Reduções
Certos produtos estão isentos de cobrança de impostos de importação, incluindo as bagagens dos passageiros e residentes nas regiões de fronteira, mudanças de imigrantes ou repatriados, doações, material didático recebido por estudantes, objetos postais considerados pelos convênios internacionais como correspondência, amostras e mostruários, que por suas condições não têm valor comercial. Também estão livres  de impostos os caixões e urnas funerárias que contenham cadáveres ou seus restos.  Existem casos específicos em que insumos e produtos podem obter tratamento tarifário preferencial, independentemente de existir acordo de livre comércio:

  1. Programas setoriais (PROSEC) de apoio aos setores exportadores;
  2. Importações realizadas por instituições de assistência privada (IAP). Em particular, os PROSEC conferem importantes benefícios às empresas exportadoras mexicanas. Permitem a importação de insumos e bens intermediários isentos de tarifas, desde que sejam incorporados em produtos de exportação. Esses programas complementam e expandem os dispositivos do regime “maquilador”.

Direito de Armazenagem
A armazenagem de mercadorias destinadas à importação é gratuita nos dois primeiros dias, no caso de transporte aéreo e terrestre. Para transporte marítimo, o prazo é de cinco dias, devendo ser pagos apenas os custos dos serviços de movimento e custódia das mercadorias. Os referidos prazos são contabilizados a partir do dia de entrada da mercadoria no depósito e do dia de recebimento de comunicação de entrada em depósito das mercadorias, respectivamente.

Regulamento de Importação
A política geral de importações mexicanas é liberal. Há poucos produtos de importação proibida ou sujeitos a autorizações especiais. É o caso de produtos sob o controle do Estado, ou que, de alguma forma, podem ameaçar a soberania, a saúde ou outras atividades específicas.

Importações Incentivadas
O México não incentiva diretamente a importação de nenhum produto. Porém, determinados insumos industriais não produzidos localmente, assim como alguns bens de capital necessários para o crescimento econômico do país, recebem tratamento alfandegário mais favorável.

Salvaguardas e Sobretaxas
De acordo com a OMC, o número de sistemas diferentes de contingenciamento alfandegário aumenta a complexidade do regime de importação do México. O México aplica medidas de controle alfandegário a vários produtos agropecuários, bem como a países específicos. Em casos especiais, determinados produtos podem ter a tarifa NMF reduzida temporariamente, com a finalidade de garantir o abastecimento nacional.

Outras eventuais medidas restritivas
Com o objetivo de detectar atividades de fraude, a “Administración General de Aduanas” do México fiscaliza setores específicos de alto risco, como carnes e produtos derivados de bovino e de frango, brinquedos, madeira (triplay), lápis, calçados, cerveja, vinhos e licores, cigarros, têxteis, bicicletas, aço, frutas, etc. As câmaras de comércio e as associações de indústria têm solicitado o controle específico de determinados produtos, derivado do prejuízo potencial que podem causar à indústria doméstica. Os contribuintes mexicanos inscritos na relação de importadores, que introduzem no país mercadorias dos setores mencionados acima, estão sujeitos, adicionalmente, à inscrição na relação de importadores específicos.

Normas Oficiais Mexicanas (NOMs)
Todos os produtos, processos, métodos, instalações, serviços ou atividades comercializados no México, produzidos localmente ou importados, tem a obrigação de cumprir com determinadas normas técnicas – Normas Oficiais Mexicanas (NOMs) – com o propósito estabelecer a terminologia, classificação, características, qualidades, medidas, especificações técnicas, amostra e métodos de prova. As NOMs estabelecem regulamentos no caso de risco para a segurança das pessoas ou à saúde humana, animal ou vegetal, e meio-ambiente em geral.
Para ingressar no México, toda mercadoria sujeita ao cumprimento das NOMs precisa contar com certificado ou autorização do órgão competente ou instituição estrangeira habilitada por órgão competente. O descumprimento das NOMs é sancionado em conformidade com a Lei “Ley Aduanera”. A multa será de 2% a 10% do valor comercial da mercadoria no caso de omissão ou inexatidão de dados relativos ao cumprimento das NOMs.

Embalagem
As disposições sobre embalagem e etiquetagem estão contidas em diferentes NOMs, de acordo com a natureza do produto. Pela extensão de sua aplicação, a mais importante é a NOM-050-SCFI-1994, aplicada para a maioria dos produtos. Essa Norma tem por objetivo estabelecer a informação comercial que deve conter os produtos de fabricação nacional ou estrangeira, destinados ao consumidor no território nacional. A norma se aplica a:

  1. produtos que estejam sujeitos a disposições de informação comercial, contidas em NOMs específicas ou em alguma outro regulamento vigente;
  2. produtos a granel;
  3. animais vivos;
  4. livros, revistas, fascículos e publicações constantes em qualquer apresentação, incluindo discos magnéticos e compactos, fitas e artigos análogos;
  5. outros produtos que determine a autoridade competente, conforme suas atribuições.

Canais de distribuição
A principal característica do mercado mexicano é a forte concentração da população e da produção, em 3 pólos econômicos: Zona Metropolitana da Cidade do México, Zona Metropolitana de Guadalajara e Zona Metropolitana de Monterrey. Essas três áreas são abastecidas por uma ampla gama de produtos, uma vez que contam com regiões agropecuárias e industriais, e contam com infra-estrutura rodoviária e ferroviária.

Negociações e contratos de importação
O México tem esquemas e mecanismos de negociação, formais e informais, que devem ser verificados para minimizar o risco, fazer negócios rentáveis, estáveis e de crescimento a longo prazo. Alguns dos aspectos principais que devem ser considerados (não limitativos, já que isso dependerá do tipo de empresa, da personalidade da contraparte e das condições específicas do setor em pauta, entre outras coisas):

  • Idioma: o exportador terá que ser cortês com o seu cliente ou representante em potencial, usando preferentemente o idioma espanhol. Embora o espanhol seja semelhante ao português, há diferenças importantes, principalmente no que respeita a termos técnicos e legais. Cabe, portanto, realizar revisão criteriosa de documentos legais, sobretudo contratos, para evitar surpresas com expressões que são semelhantes, mas que não significam a mesma coisa;
  • Comunicação: Além do telefone, utiliza-se muito o correio eletrônico, uma vez que minimiza as despesas e permite transferir quase qualquer tipo de documento em tempo curto. Documentos formais como faturas, certificados de origem, contratos originais, etc. devem ser enviados por correio expresso;
  • Termos de pagamento: Esse é um dos pontos críticos de qualquer relação comercial. No México, recomenda-se atenção especial nesse tema em pontos como: termos contratuais, lugar de entrega e característica da mercadoria. Os meios mais usados entre o México e o Brasil são os FOB em porto. A moeda utilizada para as operações geralmente é o dólar norte-americano. O método de pagamento recomendado é via carta de crédito irrevogável, confirmada, preferentemente à vista, nas primeiras operações.

    É importante para o exportador brasileiro estar ciente que as despesas de abertura de carta de crédito e as taxas e comissões cobradas pelos bancos no México são altas, o que leva o importador a negociar essas despesas. Por esse motivo, é comum realizar pagamentos adiantados, com possível desconto por pagamento rápido, ou um adiantamento de 50% com pagamento do balanço por ocasião da entrega de documentos, via cobrança bancária. Sugere-se não outorgar créditos abertos, a menos que sejam empresas mexicanas ou multinacionais com excelente reputação financeira. Cumpre sempre checar a solidez da empresa importadora por uma empresa especializada em análise de crédito ou pelo Banco do Brasil no México.
  • Preço: É ponto central numa negociação. Antes de definir preços, políticas de vendas e descontos, é importante realizar avaliação do mercado de maneira independente, com seu representante ou cliente. Para que se possa fazer uma análise prévia da estratégia que deverá seguir, considere-se os custos do exportador e do cliente.

Consultoria de Mercado
É recomendável, antes de realizar viagem de negócios ao México ou estabelecer o país como mercado objetivo, seja feita avaliação criteriosa para determinar com maior precisão o potencial do mercado, o tempo que vai levar para desenvolvê-lo e os recursos requeridos. A consulta pelo menos alguma das seguintes entidades pode ser útil:

  • Secom da Embaixada do Brasil no México;
  • Federações de Indústria locais;
  • Banco do Brasil;
  • Sebrae ou Apex locais;
  • Associações às quais pertença no Brasil;
  • Ministério das Relações Exteriores;
  • Camebra. 

Como negociar com os mexicanos

  • Os executivos mexicanos são em geral muito bem preparados . Nas reuniões de negócio o executivo deve-se mostrar muito paciente, evitando demonstrar raiva se encontrar atrasos ou interrupções. Há muita formalidade nos contatos;
  • Recomenda-se usar roupas de cores mais discreta e sem maiores exageros;
  • Os mexicanos são muito expressivos e são considerados mais abertos que os americanos;
  • Não estranhe se, marcada uma determinada hora para uma reunião, o seu interlocutor aparecer com muita antecipação;
  • Em público, os homens não devem ficar em pé com a mão nos bolsos. Se ficar em pé com as mãos nas cadeiras, isso é sinal de hostilidade ou provocação;
  • O aperto de mãos suave é o cumprimento entre homens e mulheres no México. Os homens devem aguardar que a mulher lhe estenda a mão;
  • O cartão de visita é uma ferramenta indispensável e respeitada;
  • Nas reuniões de negócios, o tema substantivo não é abordado imediatamente. É essencial investir um tempo para cultivar o relacionamento pessoal sólido e, inclusive, uma relação de amizade;
  • Não é raro que o seu interlocutor interrompa a reunião para tratar de outros assuntos de negócios com um visitante inesperado;
  • Os mexicanos gostam de barganhar. A proposta inicial deve deixar espaço para concessões posteriores;
  • Os mexicanos são expressivos na comunicação verbal. Vozes elevadas não devem ser consideradas como ataques pessoais;
  • Os intervalos podem demorar três horas, mas os negócios são abordados com freqüência nesse período;

A logística e a distribuição de produtos no México
Boa estrutura de aduanas, armazéns e serviços atraem os exportadores
O sistema de distribuição e logística mexicano, conta com boa estrutura de aduanas, armazéns e serviços. Existe uma grande quantidade de armazéns alfandegados (almacenes fiscales), onde as mercadorias ficam estocadas e fracionadas, sendo o pagamento dos impostos feitos de acordo com a sua liberação. Os custos imediatos referentes aos depósitos aduaneiros são fretes internos e despesas alfandegárias. O seguro é necessário sempre, do porto brasileiro até o armazém mexicano.
O custo de um depósito aduaneiro situa-se na faixa de 300 a 400 dólares mensais. A Câmara México-Brasil recomenda alguns armazéns fiscais: o Almacenadora Centro Occidente, o Almacenes de Deposito Ocejo e o Logyx e Almacenadora Accel.

Quanto ao frete marítimo, é vantajoso contratar serviços no Brasil, pois o mexicano é mais caro. O frete de um container de 20 contratado no Brasil custa de mil a mil e 200 dólares, ao passo que no México, o custo é de mil e 800 dólares. O custo de um container de 40 pode variar de mil e 800 a dois mil e 500 dólares.
Nos fretes locais, os portos mais atrativos em custos são os de Vera Cruz e Tampico. Os custos médios de fretes internos em relação a estes portos são os seguintes:
Vera Cruz até a Cidade do México (container de 20 a 40) US$ 650
Vera Cruz até León/Guadalajara (container de 20 a 40) US$ 850

O custo médio do agente aduaneiro situa-se na faixa de 3 a 5% do custo CIF (FOB + Seguro + Frete). A segurança no México é extremamente necessária. Estima-se que 6% das cargas de couro wet blue são roubadas. O custo da segurança varia de US$ 200 a US$ 300 por container, e inclui guardas e batedores.

As principais linhas marítimas que operam a rota Brasil/México são: Libra (Brasil), TMM (México) e Ivaran Lines (México).
No que se refere a financiamento e estímulos ao comércio exterior, praticamente não existem políticas econômicas de corte vertical no México, mas programas horizontais de apoio ao investimento e às exportações em geral. Embora o investimento seja estimulado pelo governo, o financiamento de importações de bens de capital não +e estimulado, a não ser qunado a produção a ser gerada pelo equipamento, ou componente, destine-se à exportação. Nestes casos, de draw back, existe uma linha de financiamento favorecido no Bancomext, o qual destina recursos em abundância e a taxas favorecidas para a exportação.

No México existem dois Eximbanks, voltados exclusivamente para o comércio exterior. A instituição mais representativa é o Bancomext, que atua no mercado há mais de 30 anos, e investiu em 1998 em financiamento e promoção de exportação, cerca de 500 milhões de dólares. A estrutura mexicana é bem mais especializada e concentrada do que a do Brasil, cujas ações de promoção e de apoio em geral estão pulverizadas entre vários órgãos e entidades como Banco do Brasil (PROEX), CAMEX, APEX, SEBRAE, BNDES e outros.

(America Consultoria e Projetos Internacionais)

Endereços úteis
Embaixada do Brasil no México
Lope de Armendáriz n°130 Lomas Virreyes
Telefone: (5255) 5201-4531
Fax: (5255) 5520-4929
Site : www.brasil.org.mx

Embaixada do México (Seção Consular)
Estados que atende: Brasília, DF, Goiás, Tocantins, Pará, Amapá, Roraima e Amazonas.
S.E.S. - Avenida das Nações - Qd 805 - Lt 18.
CEP. 70412-900 - Brasília, D. F.
Tel: (0xx61) 3244-1011, 3244-1211 e 3244-1411 (ramais: 215 e 206)
Fax: (0xx61) 3244-1755, 3244-3866 

Câmara de Indústria Comércio e Turismo Brasil-México
Alameda Casa Branca, 806, 5° andar  Conj. 52
CEP: 01408-000 Jardim Paulista, São Paulo-SP
Telefone: (0xx11)3083-3006
Site: www.bramex.org.br

Consulado Geral do México no Rio de Janeiro
Estados que atende: Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Maranhão.
Praia de Botafogo 242, 3° Andar 301
CEP. 22250-040 Botafogo Rio de Janeiro-RJ
Tel.: (0xx21) 2553-2059 /2552-9496
Fax: (0xx21) 2551-3247

Consulado Geral do México em São Paulo
Estados que atende: São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia e Acre.
Rua Holanda 274 Jardim Europa
CEP. 01446-030 São Paulo-SP
Tel.: (0xx11) 3081-4144/3081-4921
Fax: (0xx11) 3082-4319
Site: portal.sre.gob.mx/saopaulo

Consulado Honorário do México em Belém
Avenida Conselheiro Furtado,585
Casa A, Bairro Batista Campos.
CEP. 66025-160 Belém-PA
Tel.: (0xx91) 3223-8967
Fax: (0xx91) 3241-7407

Consulado Honorário do México em Fortaleza
 R. São Paulo n°1941 Jacareacanga
CEP: 60030-101 Fortaleza-CE
Tel.: : (0xx85) 3238-3800
Fax: (0xx85) 3238-3800

Consulado Honorário do México em Manaus
Rua Fortaleza 585 Adrianópolis
CEP. 69057-080 Manaus-AM
Tel.: (0xx92) 3663-5050
Fax: (0xx92) 3663-5077

Consulado Honorário do México em Recife
Conde Pereira Carneiro, 54 Imbiribeira
CEP 51150-310 Recife
Tel.: (0xx81) 3083-1760/3339-3282
Fax: (0xx81) 3338-1979

Consulado Honorário do México em São Luíz
Rua dos Afogados, 107 Centro
CEP 65010-020 São Luiz-MA
Tel.: (0xx98) 3232-6732
Fax: (0xx98) 3232-6232

Fontes consultadas
Central Intelligence Agency - www.cia.gov
Ministério das Relações Exteriores (MRE) - www.braziltradenet.gov.br
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) - www.mdic.gov.br
Doblinski, Suzana, Negócio Fechado – Guia Empresarial de Viagens
Acuff, Frank – Como negociar qualquer coisa

Última atualização: maio/2007

 
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Câmbio prejudica exportações e promove invasão de importados

O dólar baixo prejudica as exportações e favorece a entrada de calçados importados no Brasil. O desafio dos calçadistas é frear as conseqüências negativas desses fatores na indústria. Para isso, as empresas investem em calçados de maior valor agregado e buscam novos destinos e novas formas de distribuição, destaca o diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein.

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