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  Domingo, 14 de março de 2010
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Guia do Exportador

Japão

Área 377.835 km²
Capital Tóquio
Idioma Japonês
Religião Budismo e Xintoísmo: 84%
População 127,078,679 (Estimativa para Julho/2009 est.) CIA
Expectativa de vida H/M Total: 82,02
Homem: 78,67
Mulher: 85,56 (est. 2007 CIA)
Moeda Iene
PIB (paridade com poder de compra) US$ 4.487 trilhões (est. 2008)
Renda per capita US$ 33.300 (est. 2008)
Composição por setor

Agricultura: 1.4%
Indústria: 26.4%
Serviços: 72.1% (est. 2008)

Exportações mundiais em 2008 $ 776.8 bilhões FOB (CIA)
Importações mundiais em 2008 $ 696.2 bilhões FOB (CIA)
Força de trabalho / por ocupação

Agricultura: 4.4%
Indústria: 27.9%
Serviços: 66.4% (est.2005)

No ranking mundial de exportações e importações o Japão encontra-se, respectivamente, em 6º e 7º lugar.

Aspectos Gerais
Com uma superfície de 377.835 km², o Japão está situado no extremo leste do continente asiático. O país se separa da República Popular da China, a sudoeste, pelo mar da China; da Rússia, Coréia do Norte e Coréia do Sul, a oeste, pelo mar do Japão; e das ilhas russas de Sakhalin e Kurilas, a norte e nordeste, respectivamente, Mapa - Japãopelo estreito de La Pérouse (Soya), o mar de Okhotsk e o estreito de Nemuro. Toda a costa leste do Japão é banhada pelo Oceano Pacífico.

O território japonês é formado por quatro ilhas principais: Hokkaido, Honshu, Shikoku e Kyushu, uma série de cadeias de ilhas e cerca de 6.852 ilhas menores. Honshu representa mais de 60% da área total, onde estão localizadas as principais províncias. De uma ponta a outra, o país tem mais de 3.200 km de extensão. Hokkaido, no extremo norte, está a 300 km de distância do continente asiático, enquanto Kyushu, no extremo sul, dista do continente cerca de 100 km.
O relevo japonês é bastante acidentado, com cerca de 72,8% da superfície do país constituída por áreas montanhosas, em grande parte de origem vulcânica. O ponto mais alto do Japão é o monte Fuji, com 3.776 metros.

As ilhas do Japão situam-se na zona temperada e na extremidade nordeste da área das monções. O clima é, em geral, moderado, embora varie de maneira considerável de acordo com o lugar. A combinação de chuvas abundantes e um clima temperado na maior parte do arquipélago produz ricas florestas e vegetação densa em toda a área rural.

População
O Japão é uma sociedade urbana industrializada, e mais de três quartos dos povos vivem em áreas metropolitanas. Somente 4,6% da mão-de-obra estão voltadas para a agricultura. A maior parte da população se concentra na costa do Pacífico entre Honshu e norte de Kyushu.

Organização administrativa
O Japão é dividido em 11 regiões – Chugoku, Chubu, Hokkaido, Hokuriku, Kansai, Kanto, Kyushu, Okinawa, Shinetsu, Shikoku e Tohoku – por sua vez subdivididas em 47 províncias ou “prefeituras”. Essas províncias coordenam um total de 3.232 municipalidades.

Chefe de Estado: Imperador AKIHITO (desde 07/01/1989)
Primeiro Ministro: Taro ASO (desde 09/2008)

Taxa de desemprego: 4,2% (est. 2008)

Principais cidades
As principais cidades japonesas são: Tóquio (Capital), Yokohama, Osaka, Nagóia, Sapporo, Kobe, Quioto, Fukuoka e Sendai.

Organização política
O Japão é uma monarquia constitucional parlamentar inspirada no modelo inglês. Sua Constituição está em vigor desde 3 de maio de 1947, sendo o Imperador (“Tennô”)  o símbolo do Estado e da unidade do povo japonês, não estando investido de poderes de governo. Os poderes executivo, legislativo e judiciário são representados respectivamente pelo Gabinete, Dieta e Cortes de Justiça. Vigora no país o pluripartidarismo

Aspectos econômicos
Japão protagonizou uma das mais fenomenais transformações econômicas na segunda metade do século XX. Em cerca de trinta anos, o Japão saltou de um país derrotado militarmente, ocupado por uma potência estrangeira, exaurido economicamente e sem recursos naturais, para a segunda maior economia do mundo. Boa parte desse processo deveu- se à capacidade japonesa de desenvolver novas tecnologias, de poupar e de trabalhar com afinco em busca de sua recuperação econômica.

Na esteira do fim da “bolha econômica” dos anos oitenta, o Japão amargou cerca de uma década de recessão econômica, deflação e pessimismo por parte dos consumidores. Hoje, apesar de todas as dificuldades passadas ao longo dos anos noventa, o Japão ainda é uma das maiores economias do mundo, um dos países de mais alta renda per capta e de mais alto índice de desenvolvimento humano. O país é um grande comerciante externo, o maior importador de alimentos, um dos maiores investidores externos e doadores de assistência ao desenvolvimento no mundo. Com uma extraordinária capacidade de consumo e concentrando algumas das maiores corporações econômicas do planeta, o Japão é o motor econômico da região asiática e comporta um dos mercados  financeiros mais importantes do mundo.

A seguir, observa-se os gráficos com a direção das exportações e importações do Japão no período de Janeiro a Junho de 2007:

Fonte: Braziltradenet

 

Fonte: Braziltradenet

Relação Brasil – Japão
De janeiro a dezembro de 2007, as exportações brasileiras para o Japão alcançaram a  cifra de US$ 4,32 bilhões (dados do MDIC, FOB). O crescimento de 10,96% em relação ao mesmo período de 2006 foi inferior ao crescimento geral, que atingiu média de 16,58%.
Por sua vez, as vendas japonesas para o Brasil cresceram 20,05%, atingindo US$ 4,60 bilhões. O aumento também está abaixo da média de 32% do incremento das importações brasileiras como um todo. Como resultado, a corrente de comércio está próxima a US$ 9 bilhões, mas verifica-se déficit de cerca de US$ 288 milhões na balança comercial bilateral. Após dois anos de superávits modestos, este é o primeiro déficit para o Brasil desde 2004.

O Japão  foi, em 2007, o destino de apenas 2,69% das exportações brasileiras (2,83% em 2006), configurando-se como o país de origem de 3,82% das compras brasileiras (4,2% em 2006). Do ponto de vista do comércio exterior japonês, a importância relativa do Brasil continua baixa.  Apenas 0,97% das importações japonesas em 2007 provieram do Brasil. Dos países latino-americanos,  o  Brasil  permanece como  o  segundo maior  exportador  latino-americano  para  o  Japão,  precedido pelo Chile, que assinou um acordo de livre comércio com o Japão em  2007.   Menos  de  0,6%  das  exportações  do  Japão tiveram o Brasil como destino. (Fonte: Como Exportar – Braziltradenet)

Exportações Brasil – Japão
Período US$ FOB Peso Líquido (Kg)
2005 3.482.616.248 33.339.363.473
2006 3.894.521.360 35.966.714.804
2007 4.321.335.071 34.787.112.102
Fonte: MDIC/Aliceweb

 

Importações Brasil – Japão
Período US$ FOB Peso Líquido (Kg)

2005

3.405.021.078

833.778.563

2006

3.839.587.082

885.392.745

2007

4.609.178.991

729.219.593

Fonte: MDIC/Aliceweb

Nos gráficos abaixo observa-se os principais produtos do intercâmbio comercial entre Brasil e Japão no período de 2008:

Fonte: MDIC/SECEX

 

Fonte: MDIC/SECEX

 

Balança Comercial Brasil - Japão/ 2008
Valores em US$ FOB
Mês Exportação Importação Saldo Corrente de Comércio
JAN 375.056.077 539.867.780 -.164.811.703 914.923.857
FEV 393.694.268 441.025.100 -47.330.832 834.719.368
MAR 344.946.522 521.280.206 -.176.333.684 866.226.728
ABR 320.073.636 512.155.813 -.192.082.177 832.229.449
MAI 575.447.022 560.752.315 14.694.707 1.136.199.337
JUN 528.100.321 558.468.418 -30.368.097 1.086.568.739
JUL 621.927.653 624.176.827 -2.249.174 1.246.104.480
AGO 655.775.538 600.345.101 55.430.437 1.256.120.639
SET 642.127.115 705.968.822 -63.841.707 1.348.095.937
OUT 704.513.545 702.710.539 1.803.006 1.407.224.084
NOV 499.361.503 576.831.646 -77.470.143 1.076.193.149
DEZ 453.496.402 463.149.711 -9.653.309 916.646.113
Acumulado 6.114.519.602 6.806.732.278 -.692.212.676 12.921.251.880

Fonte: Aliceweb

Como negociar com o Japão

  • A postura correta é importante no Japão, sobretudo ao sentar. Evite esparramar-se na cadeira. O equilíbrio é um princípio básico japonês, portanto, pratica-se uma postura sólida e firme ao sentar-se ou ao andar;
  • A base da etiqueta japonesa é o respeito. Esse respeito é demostrado em tudo e a toda hora;
  • Na sociedade japonesa, é extremamente importante, principalmente nos negócios, saber a posição que a pessoa que você estabelece contato ocupa a sua empresa;
  • Evite dar tapinhas nas costas dos japoneses, ficar muito próximo, qualquer forma de beijo em público ou contato físico prolongado;
  • Falar alto, aparecer demais, gesticular muito, agitar-se, são considerados vulgares;
  • Dê um presente com as duas mãos, como ao  entregar seu cartão de visitas. Isso é visto como um gesto de humildade;
  • Ao receber um presente, não se espera que o abra imediatamente. Para os japoneses abrir o presente seria concentrar demasiada atenção no objeto e não naquilo que é verdadeiramente importante, ou seja, a intenção;
  • Os japoneses apreciam a discrição, ternos sóbrios, escuros ou de cores neutras;

Manual da boa prática nas relações de negócios com o mercado japonês – material elaborado pelo Setor de Promoção Comercial – SECOM – da Embaixada do Brasil em Tóquio
A preparação da missão

  • Organize com cuidado e antecedência todos os detalhes de sua viagem: horários dos encontros, reservas de hotel, passagens de trem (melhor meio de transporte no arquipélago) etc. Será, por vezes, difícil fazer acertos de última hora ao chegar no Japão. Ademais, isto poderá servir de demonstração de seriedade aos seus interlocutores locais que costumam ser bastante metódicos e detalhistas. Um ponto importante: o tipo de hotel onde o visitante está hospedado é, aos olhos japoneses, um reflexo da posição de sua empresa.
  • Tenha presente o fato de a língua japonesa constituir, sem dúvida, um dos maiores obstáculos que o visitante terá de enfrentar durante suas negociações. Trata-se de um elemento-chave para qualquer missão prospectiva no Japão. Os japoneses acostumados a lidar com parceiros no exterior compreendem a linguagem escrita, mas é raro encontrar um empresário que consegue exprimir-se, em inglês, com facilidade. Por isso, é indispensável recorrer aos serviços de um intérprete em todas as negociações.Mesmo nos raros casos de negociações em inglês, deve-se levar em conta que:
    1. A fluência do inglês no Japão é rara, o que pode levar a imprecisões e mal-entendidos;
    2. Um japonês jamais admitirá publicamente que não compreendeu o sentido de uma frase ou palavra;
    3. Aqueles poucos que falam inglês não são necessariamente os melhores interlocutores (muitas vezes são os mais jovens e, portanto, não são aqueles que tomam as decisões);
    4. Se apenas um de seus interlocutores falar inglês, ele será o único a traduzir tudo aquilo que o visitante está  dizendo e ficará, por sua vez, sem meios de confirmar que a mensagem foi bem recebida pelos anfitriões.
  • Algumas regras devem ser seguidas na hora de se comunicar mais eficazmente por intermédio de um intérprete:
    1. Mantê-lo informado a respeito da evolução da situação e informá-lo antes de cada reunião;
    2. Falar lentamente, evitando, sempre que possível, abreviações e jargões técnicos;
    3. Ter presente que o emprego de um intérprete costuma duplicar o tempo de conversação e, consequentemente, abrevia a reunião;
    4. Prestar atenção para não se alongar em demasia por ocasião de cada retomada da fala, de forma a garantir mais precisão no trabalho do intérprete. Esta prática é importante e certamente irá melhorar a qualidade da interpretação;
    5. Após uma reunião, prever a possibilidade de trocar impressões com o intérprete, que muitas vezes poderá confirmar alguma impressão que seus interlocutores tenham lhe passado.
  • Logo no inicio do encontro, que deve ser marcado com a maior antecedência possível, procure apresentar-se a seus interlocutores japoneses descrevendo o propósito de sua visita. Não hesite em enviar, antecipadamente, documentos de apresentação de seus produtos (em inglês ou, ainda melhor, em japonês), permitindo com que possam selecionar as pessoas mais adequadas para estar presentes ao encontro.

A entrevista

  • Durante uma missão prospectiva, traga consigo grande número de cartões de visita. Praticamente, todas as pessoas com quem irá encontra-se vão apresentar seus respectivos cartões. Por isso, o visitante deverá sempre estar preparado para a troca de cartões, evitando ficar sem o cartão na hora de apresentar-se àquele cliente mais importante. Tais cartões devem ser impressos em inglês e, se possível, em japonês no verso. No caso do primeiro encontro, cabe ao visitante apresentar em primeiro lugar o cartão (por assumir a posição de requerente), segurando-o com as duas mãos e anunciando seu nome.
  • Ao receber o cartão de seu interlocutor, tome o tempo necessário de ler o nome dele, seu cargo e o nome de sua empresa, segurando o cartão com as duas mãos. Deixar de ler atentamente o cartão de visitas de seu interlocutor poderá significar gesto de falta de respeito. Coloque-o sobre a mesa de discussões, de forma a melhor poder identificar as posições de seus interlocutores. Ao final das discussões será possível, então, guardar os cartões tomando cuidado de não escrever sobre eles. Os japoneses utilizam, principalmente, cartões de formato norte-americano (5,5 cm x 9 cm) e seus porta-cartões estão preparados para receber apenas aqueles que possuam as mesmas dimensões.
  • É absolutamente necessário chegar na hora nos compromissos agendados. Os japoneses costumam, inclusive, chegar um pouco antes do horário da entrevista para permitir, assim, com que sejam recebidos na hora. Chegar com muita antecedência nos encontros também não é uma boa prática, pois pode constranger seus interlocutores.
  • O encontro terá lugar muito possivelmente em sala de dimensões reduzidas, utilizada essencialmente para esse tipo de evento (os escritórios japoneses são coletivos e têm dimensões reduzidas sendo assim pouco propícios para encontros), onde o visitante será convidado a entrar primeiro. Será servido um café ou um chá japonês e a conversa inicial, de modo a estabelecer o primeiro contato, deverá versar sobre amenidades como a viagem de chegada ou o tempo.
  • As relações com os japoneses possuem importante componente de forma. Nesse sentido, será importante apresentar e descrever as atividades de sua empresa com esmero. Os documentos que serão entregues a seus interlocutores - de preferência em inglês ou vertidos para o japonês - contribuirão decisivamente para compor a imagem que terão sobre sua companhia.
  • Na maior parte das vezes os japoneses já possuem uma espécie de agenda estruturada e é aconselhável respeitá-la. No início da entrevista, será oportuno repetir sua função, o nome de sua empresa e o objetivo de sua missão. Será igualmente conveniente resumir o que pretende expor a seus interlocutores (a maior parte dos japoneses prefere adotar essa prática), de forma a aumentar as chances de plena compreensão daquilo que se pretende dizer. Ao final do encontro, será útil deixar a parte japonesa recapitular primeiro aquilo que foi dito, o que permitirá ao visitante enfatizar ou retificar algum ponto da conversa.
  • Os japoneses, freqüentemente, inclinam a cabeça ou fazem algumas interjeições (como, por exemplo, Hai!), durante uma conversa. Isto demonstra que o visitante tem a atenção de seu interlocutor e que este compreendeu aquilo que está sendo dito, mas não significa que concordou com a colocação que lhe foi feita. Será, portanto, importante reformar, ao cabo de cada reunião, os pontos onde foi logrado algum tipo de entendimento. Os japoneses têm certa dificuldade em dizer não e por isso será importante ficar atento a alguns sinais como respostas evasivas ou tentativas de mudança de tópico da conversa.
  • O silêncio não deve ser interpretado como um sinal negativo, mas como um simples período de reflexão. Os homens-de-negócio japoneses têm grande capacidade de ouvir seus interlocutores, enquanto que seus homólogos ocidentais, muitas vezes, por estarem pouco habituados a silêncios, têm a tendência a tentar preencher os vazios monopolizando as discussões. Para melhor obter as informações deve-se, assim, deixar com que os empresários japoneses possam escolher o momento de retomar a palavra sem interrompê-los.
  • Não se deve menosprezar aqueles empresários japoneses que não participam ativamente das discussões. Muitas vezes os verdadeiros tomadores de decisão preferem ficar "na sombra" e deixam os quadros intermediários debater os detalhes mais práticos das negociações. Será importante, assim, não confiar nas aparências e saber identificar a pessoa que de fato está no comando.
  • Em geral, nenhuma decisão é tomada ao final de uma visita: falta ainda que seus interlocutores discutam entre si e cheguem a um consenso. Boa parte das deliberações, dessa forma, é realizada fora das entrevistas. Esse processo mais moroso de busca por um consenso, inerente à mentalidade nipônica, prolonga, muitas vezes, as negociações e, freqüentemente, frustra as expectativas do empresário visitante, que, na maior parte das vezes, permanece no Japão por tempo limitado. Existem, todavia, vantagens nesse sistema, na medida em que, uma vez tomada a decisão, os negócios iniciam fase acelerada de efetivação.
  • O respeito à hierarquia é um elemento essencial do funcionamento de uma corporação nipônica. A diretoria de uma empresa japonesa está encarregada de orientar a empresa e de realizar toda tarefa de representação da mesma. Na maior parte das vezes, os quadros intermediários são os que participam das negociações, enquanto os diretores desempenham papel orientador e mediador. A hierarquia dos interlocutores japoneses se apresenta de forma bastante evidente no caso das corporações japonesas.
  • Por ocasião de um jantar, por exemplo, os convivas são colocados em ordem hierárquica decrescente em tomo da pessoa mais importante. Da mesma forma, ao adentrar-se uma sala de reunião deve-se procurar cumprimentar as pessoas na ordem decrescente de importância. Essa regra deve ser seguida a todo momento. Nesse mesmo sentido, é importante que haja sempre uma demonstração de coesão entre os visitantes por ocasião da reunião de trabalho.
  • É muito importante manter uma postura e propostas moderadas. Os japoneses tem plena consciência que estrangeiros não podem estar familiarizados com todas as práticas e costumes vigentes em seu país e serão, portanto, bastante lenientes com algumas gafes, porém não serão receptivos a qualquer comportamento agressivo ou negativo. Qualquer demonstração de interesse em conhecer as regras vigentes no arquipélago, sem excessos, deverá contribuir para assegurar seus interlocutores de seu genuíno interesse em manter discussão proveitosa.
  • Quando já tiver próximo de estabelecer um relacionamento com seu interlocutor (por exemplo, quando se tratar de um cliente seu), a visita poderá ser encerrada de forma adequada por meio da entrega de presentes que terão sido trazidos do Brasil. Pequenos presentes tipicamente brasileiros (artesanato de qualidade ou livros com belas fotografias etc.) são sempre muito apreciados. Algum cuidado deve ser tomado para não exagerar nos méritos do presente já que os próprios japoneses, quando presenteiam seus interlocutores, gostam de desculpar-se dizendo ser o obséquio "algo bastante simples e insignificante", mesmo quando se trata de algo valioso. Os presentes devem ser devidamente embrulhados em papel de boa qualidade na medida em que no Japão o embrulho tem quase tanta importância quanto o conteúdo.

O seguimento das relações iniciadas

  • Em algumas poucas ocasiões onde as discussões se desenvolvem particularmente bem, pode acontecer que o encontro tenha seguimento fora do local dos escritórios. O fato do visitante ser convidado a um restaurante tradicional japonês é uma boa demonstração de respeito e de interesse por seus produtos. Nesse ambiente mais descontraído os empresários japoneses, muitas vezes, deixam escapar uma opinião mais franca sobre sua avaliação de sua mercadoria ou serviço. A agenda noturna poderá incluir uma passagem por uma sessão de "karaokê" que raras vezes prolonga-se para além da meia-noite.
  • Os japoneses estabelecerão um relacionamento com fornecedor estrangeiro apenas a partir do momento em que tiverem confiança nele. Não devem ser esperados, portanto, resultados imediatos e por isso deve ser assegurado a seus interlocutores de que suas intenções são de longo prazo. Um bom conhecimento do mercado e das atividades da empresa de seus interlocutores contribuirão para convencê-los disto.
  • Será igualmente interessante poder manter relações com seus interlocutores nipônicos por meio de envio de cartas de cumprimentos por alguma ocasião festiva, boletim da empresa etc., mantendo seus clientes informados sobre as mudanças na empresa, o surgimento de novos produtos ou de alguma alteração nos quadros de sua empresa. Os japoneses são sensíveis a esses pequenos gestos e se lembrarão de seu esforço quando necessitarem procurar um produto da sua linha de produção.
  • Na medida do possível, sempre mantenha uma postura flexível na hora de aceitar as condições de entrega (quantidades mínimas por encomenda etc.) ou venda de seus produtos: as mudanças que eventualmente forem solicitadas por seu importador são, muitas vezes, necessárias para as condições de colocação das mercadorias no Japão e lhe darão uma noção cada vez mais precisa das necessidades e peculiaridades de seu novo cliente.
  • Tenha presente, a todo momento, aquilo que os importadores japoneses almejam, ou seja, uma qualidade à toda prova, o respeito aos prazos de entrega e um bom serviço pós-venda.

Períodos recomendados para viagem
Embora não haja restrições mais sérias, recomenda-se que a época escolhida coincida com as estações do ano mais agradáveis, ou seja, de abril a maio e de setembro a novembro.

É importante, por outro lado, levar em consideração os feriados e períodos de férias. Além destas datas, existem durante o ano 3 períodos de feriados prolongados que são o “Golden Week” (Semana Dourada), que é a junção de 4 feriados nacionais no final de abril a começo de maio; “Finados” em meados de agosto, e os feriados do “Ano Novo”. Recomenda-se que sejam evitados esses períodos para viagem de negócios, já que o comércio e os bancos fecham suas portas.

Pequeno léxicon

Silva to moushimasu Odican itadaite arigatô gozaimasu
Eu me chamo Silva Obrigado por ter-nos recebido
Orraiô gozaimasu Matá aête ureshii desu
Bom dia Estou satisfeito em revê-lo
Conichi uá Chotto matte cudasai
Boa tarde Favor aguardar um pouco
Saionará Sumimasen
Até  logo Desculpe-me
Onegai shimasu Gomenasai
Por favor Perdão
Arigatô gozaimasu Irô irô arigatô gozaimashita
Obrigado Obrigado por tudo
New Otani Roteru wa doko desu ka? Ioroshicu onegai shimasu
Onde fica o Hotel New Otani? Expressão muito usada logo após apresentação dos cartões ou para concluir uma conversa. Literalmente significa "cuide de mim"
New Otani Roteru made itte kudasai Gotisô sâma deshita
Para o New Otani Hotel por favor (em um táxi, por exemplo) Estava muito bom (ao final de uma refeição, somente quando se é convidado - não utilizar quando se é o anfitrião)
Campai Shitsurei Shimasu
Saúde Com licença

Endereços Úteis
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SES – Avenida das Nações, quadra 811, lote 39
CEP: 70425-900 Brasília – DF
Tel: (61) 3442-4200
Fax: (61) 3442-2499, 34429051
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Consulado Geral do Japão em Belém
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Consulado Geral do Japão em Manaus
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Consulado Geral do Japão em Recife
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Consulado Geral do Japão em Curitiba
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Escritório Consular do Japão em Porto Alegre
Av. João Obino, 467 – Petrópolis
CEP: 90470-150 Porto Alegre - RS
Tel.: (51) 3334-1299
Fax: (51) 3334-1742

Fundação Japão – São Paulo
Assessoria Cultural do Consulado-Geral do Japão
Av. Paulista 37, 2º andar – Paraíso
CEP: 01311-902 São Paulo - SP
Tel.: (11) 3141-0110
Fax: (11) 3284-4424
Site: www.fjsp.org.br

JBIC – Japan Bank for International Cooperation
Praia de Botafogo, 228 - 801 - B (Setor A)
CEP: 22359-900 Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2553-0817
Fax: (21) 2554-0798
Site: www.jbic.org.br

JETRO – Japan External Trade and Research Organization
Alameda Santos, 771 1º andar
CEP: 01419-001- São Paulo - SP
Tel.: (11) 3141-0788
Fax: (11) 3253-3351
Site: www.jetro.go.jp/brazil

JICA – Japan International Cooperation Agency
JICA Brasil
Escritório Anexo da Embaixada do Japão
SCS quadra 2, bloco A
Edifício Corporate Financial Center, 4º. Andar, Sala 402
CEP: 70712-900 Brasília – DF
Tel.: (61) 3321-6465
Fax: (61) 3321-7565
Site: www.jica.org.br

Embaixada do Brasil
Kita Aoyama 2-11-12
Minato-ku, Tokyo 107-8633 Japão
Tel: (03) 3404-5211
Fax: (03) 3404-5846
Site: www.brasemb.or.jp

Consulado-Geral do Brasil em Tokyo
Gotanda Fuji Bldg. 2F
Higashi Gotanda 1-13-12
Shinagawa-ku, Tokyo 141-0022 Japão
Tel. (03) 5488-5451
Fax (03) 5488-5458
 Site: www.consbrasil.org

Consulado-Geral do Brasil em Nagoya
Shirakawa Daihachi Bldg. 2F
Marunouchi 1-10-29
Naka-ku, Nagoya-shi, Aichi-ken 460-0002 Japão
Tel.: (052) 222-1107, 222-1108
Fax: (052) 222-1079
Site: www.consuladonagoya.org

Associação Pan-Amazônia Nipo-Brasileira
Trav. 14 de Abril, 1128
CEP: 66060-370 Belém - PA
Tel: (91) 3229-9082
Fax: (91) 3229-4435
Site: www.apanb.org.br

Beneficência Nipo-Brasileira da Amazônia
Trav. 9 de Janeiro, 1267
Belém - PA
Tel.: (91) 3249-7688
Fax: (91) 3229-8311
Site:http://enkyo.vilabol.uol.com.br

Câmara de Comércio e Indústria Nipo-Brasileira do Amazonas
Terezina, 95 – Adrianópolis
CEP: 69057-070 Manaus - AM
Tel: (92) 3233-1888
Fax: (92) 3234-4780
Site: www.camaraam.com.br

Câmara de Comércio e Indústria Nipo-Brasileira do Pará
Trav. 14 de Abril, 1128
Belém - PA
Tel e fax: (91) 3229-2500

Câmara de Comércio e Indústria Nipo-Brasileira do Rio de Janeiro
Rua Senador Dantas 80-1401, Centro
20031-202 Rio de Janeiro - RJ
Tel: (21) 2524-7361
Fax: (21) 2524-736
Site: www.ccijr.org.br

Câmara de Comércio e Indústria Japonesa no Brasil
Av. Paulista, 475 – 13 o. andar
Edifício Kyoei Paulista
CEP: 01311-908 São Paulo - SP
Tel.: (11) 3287-6233
Fax: (11) 3284-9424
Site: www.camaradojapao.org.br

Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil
Rua São Joaquim 381, 3º andar – Liberdade
CEP: 01508-001 São Paulo - SP
Tel: (11) 3277-8569
Fax: (11) 3207-5224
Site: www.kenren.org.br 

Fontes Consultadas
Central Intelligence Agency - www.cia.gov
Ministério das Relações Exteriores (MRE) - www.braziltradenet.gov.br
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) - www.mdic.gov.br
Doblinski, Suzana, Negócio Fechado – Guia Empresarial de Viagens
Câmara de Comércio Brasil/Japão - www.ccbj.jp

Última atualização: abril/2009

 
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Vacaria, em tempos anteriores famosa pela criação extensiva de gado, altera sua base produtiva e atualmente é um dos maiores exportadores de frutas temperadas do país.

Em sua entrevista, Dorlei Marcos Cole, Secretário da Agricultura e do Meio Ambiente do Município mostra os benefícios que a transição de um sistema de criação extensiva de gado de corte para uma agricultura mais diversificada, com forte presença na fruticultura de alto valor agregado, trouxe para Vacaria.

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