Descricao
  Domingo, 5 de fevereiro de 2012
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Guia do Exportador

Índia

Nome Oficial

República da Índia

Área

3.287.590 km²

Capital

Nova Delhi

Principais cidades

Mumbai, Calcutá, Nova delhi, Chennai, Madras, Bangalore, Hyderabad, e Ahmedabad

Idioma

Hindu e inglês

Religião

Hindu e Muçulmana predominantemente

População

1.173.108.018 ( est. julho de2010) CIA

Expectativa de vida T/ H/M

Total: 66,46
Homens: 65,46
Mulheres: 67,57 (est. CIA 2010)

Moeda

Rúpia indiana (INR)

PIB  ( Paridade com poder de compra)

$3,56 trilhões (est. 2009)

PIB per capita (PPC)

$ 3.100 ( est. 2008)

Composição do PIB setorial

Agricultura: 17%
Indústria: 28,2%
Serviços: 54,9% (est.2009) CIA

Crescimento do PIB real

6.5% (2009 est.)

Exportações

$164.3 bilhões (est.2009)

Posição mundial

 21º exportador

Exportação/ commodities

Produtos derivados de petróleo, pedras preciosas, máquinas, ferro e aço, veículos e vestuário.

Importações

$268,4 bilhões (est.2009)

Posição mundial

 13º importador

Importação/ commodities

Petróleo bruto, pedras preciosas, maquinário, fertilizantes, ferro e aço, químicos.

Chefe de Estado

Presidente Pratibha PATIL (desde 25 de julho de 2007)

Chefe de Governo

Primeiro Ministro Manmohan SINGH (desde 22 de maio de 2004)

Aspectos Gerais
Taxa de desemprego: 6.8% (estimativa 2008)

Recursos naturais: Carvão, minério de ferro, manganês, mica, bauxita, cromita, tório, calcário, baritina, minério de titânio, diamantes e óleo cru.

Uso da terra:
Terra arável: 48.83%
Culturas permanentes: 2.8%
Outros: 48.37% (2005)

Grupos étnicos: Indo-arianos 72%, Drávidas 25%, Mongóis e outros 3%.

Alfabetização: 59,5% total, sendo homens 70,2% e mulheres 48,3% (estimativa 2003)

Divisões administrativas: 28 estados: Andhra Pradesh, Arunachal Pradesh, Assam, Bihar, Jharkhand, Goa, Gujarat, Haryana, Himachal Pradesh, Jammu and Kashmir, Karnataka, Kerala, Madhya Pradesh, Chhatisgarh, Maharaahtra, Manipur, Meghalaya, Mizoran, Nagaland, Orissa, Punjab, Rajasthan, Sikkin, Tamil Nadu, Tripura, Uttar Pradesh, Uttaranchal e West Bengal e sete territórios: Andaman and Nicobar Islands, Chandigarh, Dadra and Nagar Haveli, Daman and Diu, Delhi, Lakshadweep e Pondicherry.

Presidente: Pratibha PATIL (desde 25 Julho 2007); Vice Presidente Hamid ANSARI (desde 11 Agosto 2007).

Economia
A diversidade econômica da Índia abrange desde a tradicional agricultura familiar, a agricultura moderna, trabalhos manuais, larga escala da indústria moderna, e um grande número de serviços. O setor de serviços é a principal fonte do crescimento econômico, contabilizando metade do PIB da Índia embora apenas contemple menos de um quarto da sua força de trabalho.  Aproximadamente 3/5 da força de trabalho está direcionada para a agricultura, o que levou o governo através da UPA (United Progressive Alliance), a articular uma reforma econômica que inclui desenvolvimento da infra-estrutura básica para melhorar as vidas das pessoas de baixa renda que vivem no meio rural e impulsionar a performance da agricultura. O governo em 2005 liberou investimentos na aviação civil, setores de construção e telecomunicações. A privatização de empresas estatais praticamente estacionou em 2005, mas continuam a gerar debates políticos. A contínua rigidez social, política e econômica impediram iniciativas que se faziam necessárias para dar continuidade ao processo de privatização.

A economia tem fixado uma taxa de crescimento médio maior que 7% desde 1994, reduzindo a taxa de pobreza em aproximadamente 10%. O país obteve um acréscimo em seu PIB de 8.5% em 2006, em decorrência da expansão da manufatura. É considerável a parcela de indianos com acesso à educação, o que garante ao país papel de destaque na produção científica – farmacêutica e informática. A índia vem investindo significativamente na educação qualificada na língua inglesa para se transformar no principal exportador de softwares e especialistas em softwares mundial. Apesar do grande crescimento, as agências de fomento internacionais, notadamente o Banco Mundial, se preocupam com o orçamento deficitário do país, que chega próximo aos  9% do PIB; os empréstimos do governo tem mantido as taxas de juros altas. A desregulamentação da economia poderia ajudar a atrair capital estrangeiro assim como taxas de juros baixas. O grande crescimento da população resulta no maior problema social, econômico e ambiental do país.

Agricultura: principais produtos: trigo, arroz, cana-de-açúcar, sementes oleaginosas, batatas, açúcar, algodão, juta, chá gado, bubalinos, ovelha, cabras, aves e peixes.

Indústria: têxteis, juta, alimentos processados, aço, maquinarias, equipamentos de transporte, cimento, alumínio, fertilizantes, mineração, petróleo, produtos químicos e softwares para computadores

Taxa de crescimento da produção industrial: 4.8% (estimativa 2008)

Informações geográficas, políticas e sociais
História recente
A origem da nação hindu é a civilização que se desenvolve desde 2500 a.C. no vale do rio Indo, atual Paquistão. No século VII os árabes invadem o oeste da Índia e introduzem o Islamismo. Os ingleses consolidam o domínio do país pelo Reino Unido em 1690, após guerra com a França. Em 1920 Gandhi desencadeia uma luta nacionalista.mapa
A Índia obtém sua independência em 1947, quando os líderes muçulmanos decidem formar um estado independente, o Paquistão.
Durante o período da guerra fria a União Soviética apoia a Índia, sendo o Paquistão apoiado pelos Estados Unidos. O primeiro governo independente, até 1964, presidido por Jawaharlal Nehru, é estatizante e de origem socialista.
Os conflitos étnicos continuam. Em 1996, inicia-se uma fase marcada pela formação e queda de coalizões. O BJP é o partido mais votado nas eleições de 1998. O triunfo militar das forças indianas em novo embate na Caxemira, em maio de 99, garante a vitória do BJP e partidos aliados nas eleições de setembro e outubro. A questão Caxemira continua com grupos muçulmanos na Caxemira indiana reivindicando a independência da região ou sua anexação ao Paquistão.

Independência
Em 15 de agosto de 1947, do Reino Unido.

Localização
Com 3.287.590 Km², localizada no centro-sul da Ásia, limita-se ao noroeste com o Paquistão, ao norte com a China, Nepal, Bangladesh e Butão e por Mianmá ao leste. De formato triangular, ocupando a maior parte da região sul da península do subcontinente indiano, possui climas de monção (na maior parte do território), tropical, equatorial (ao sul), árido tropical (ao noroeste) e de montanha (ao norte). Sua linha de fronteira acompanha a cadeia do Himalaia ao norte que separa sua vasta planície do resto da Ásia. Ao sul, sua fronteira marítima com 7.000 km de extensão são o mar da Arábia e a Baía de Bengala, ambas ladeadas pelas cadeias de montanhas Gates Orientais e Ocidentais.

Estrutura etária
De 0 a 14 anos 31,1%; de 15 a 64 anos 63,6% e de 65 anos ou mais 5,3% (estimativa 2009)

Informações econômicas
PIB- Composição por setor:
Agricultura 17,2%
Indústria 29,1%
Serviços 53,7% (2008 CIA)

Balança Comercial Brasil - Índia / 2008
Valores em US$ FOB
Mês Exportação Importação Saldo Corrente de Comércio
JAN 67.559.125 194.249.101 -.126.689.976 261.808.226
FEV 87.512.042 216.388.689 -.128.876.647 303.900.731
MAR 36.146.593 186.078.039 -.149.931.446 222.224.632
ABR 41.350.123 189.596.199 -.148.246.076 230.946.322
MAI 123.109.607 374.454.287 -.251.344.680 497.563.894
JUN 45.429.138 392.393.362 -.346.964.224 437.822.500
JUL 175.790.470 354.118.083 -.178.327.613 529.908.553
AGO 127.639.402 325.223.400 -.197.583.998 452.862.802
SET 107.365.300 498.112.737 -.390.747.437 605.478.037
OUT 100.477.317 340.789.863 -.240.312.546 441.267.180
NOV 35.752.304 264.842.141 -.229.089.837 300.594.445
DEZ 154.210.699 227.364.730 -73.154.031 381.575.429
Acumulado 1.102.342.120 3.563.610.631 -2.461.268.511 4.665.952.751
Fonte: MDIC/Secex

Importações (pauta e parceiros) US$ 287,5 bilhões, CIA 2008
Produtos: óleo cru, maquinarias, pedras preciosas, fertilizantes e produtos químicos.
Principais países: China, Estados Unidos, Alemanha, Cingapura, no total de 2007.

Fonte: COMTRADE em Braziltradenet

 

Fonte: COMTRADE em Braziltradenet

 

Exportações (pauta e parceiros): US$ 175,7 bilhões, CIA 2008
Produtos: mercadorias têxteis, pedras preciosas e jóias, bens de engenharia, produtos químicos e manufaturas de couro. Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos, China, Reino Unido, no total de 2007.

Fonte: COMTRADE em Braziltradenet

 

Fonte: COMTRADE em Braziltradenet

 

Intercâmbio Brasil-Índia
As Relações Brasil – Índia vem crescendo consideravelmente e a cooperação entre os dois países aumentou em diversas áreas, como ciência e tecnologia, farmacêutica e espacial. O trade bilateral em 2007 praticamente dobrou, chegando a US$ 3.12 bilhões de dólares, comparado com US$ 1.2 bilhões de dólares em 2004.

Fonte: MDIC/Secex


Fonte: MDIC/Secex

 

 

 

Informações práticas de viagem
Transporte
A maior parte do país é interligada por transporte aéreo, ferroviário e rodoviário. A Índia possui um amplo sistema de transporte, e várias operadoras privadas administram vôos programados para vários destinos. Existem também sistemas de vôos fretados, oferecidos por algumas empresas privadas.

Escalas aéreas internacionais também são feitas a partir dos aeroportos de Nova Deli, Mumbai, Chennai, Thiruvananthapuram, Bangalore e Calcutta. Além disso, vários vôos fretados internacionais partem de Goa. A maior parte das companhias aéreas internacionais tem vôos para o país, e a Air India oferece conexões para vários destinos internacionais.

Como negociar na Índia
Os indianos não apreciam a denominação inglesa de suas cidades, e muitas vezes, o corrigem de imediato. Dê preferência aos nomes indianos de Mumbai, Kolkata e Chennai.
A língua inglesa é a mais importante nas relações comerciais. Entretanto uma parcela significativa da população fala apenas as demais línguas e dialetos. Normalmente os empresários mais jovens falam o inglês. Portanto nas negociações e correspondências este é o idioma preferencialmente utilizado. O período mais indicado para visitas a Índia é durante o inverno, meses de outubro a março, quando a temperatura está mais agradável. Os empresários indianos são hospitaleiros e fiéis às suas tradições. São receptivos, mas não deixam de demonstrar sua desconfiança. Sempre que possível se apresente através de uma referência.

Um sinal de cordialidade e amizade são os tapinhas calorosos. Lembrem-se que as mulheres são relegadas ao segundo plano e mesmo em situações informais não as toque. Quando apresentado a uma mulher nunca estenda sua mão. Aguarde que ela lhe cumprimente, e na maioria das vezes o fará com um aceno de cabeça. Também não fite, mesmo que ela fique lhe olhando.
Recomenda-se sobriedade no vestir e pontualidade nos horários das reuniões agendadas. O cartão de visita deve sempre ser entregue com a mão direita e com o logotipo e o nome voltado para quem o recebe. Sempre o entregue na mão e nunca o coloque sobre a mesa.
À mesa utilize sempre que não houver talheres, a mão direita para pegar os alimentos e louças.
Lembre-se que a vaca é um animal sagrado que não deve ser tocado ou afugentado.

O sinal de sim com a cabeça é horizontal e não vertical; homens abraçados ou de mãos dadas é comum nos países orientais e asiáticos e representam amizade e fraternidade. Casais não andam de mãos dadas e o beijo, mesmo na face não é dado em público.
O indiano é vaidoso e usa jóias em formas de anéis com pedras. As mulheres que são casadas possuem uma pintura vermelha na testa, perto do couro cabeludo.

Hora padrão
A hora padrão indiana é de cinco e meia horas a frente da Hora Média de Greenwitch. Isto significa que Nova Delhi tem mais 9:30 h em relação ao horário de Brasília.

Horários comerciais
O horário comercial é de 09:30hs às 17:30hs para o setor privado e as repartições públicas. O horário de almoço geralmente é entre 13:00hs e 14:00 hs. Algumas empresas funcionam aos sábados.

Documentação para visto

  • O Consulado faz o possível para emitir o visto em três dias úteis, exceto nos casos em que for necessária entrevista ou outras formalidades.
  • O visto passa a ser válido a partir da emissão e não a partir da data de entrada na Índia.
    3. É necessária a vacina de febre amarela para entrar na Índia. Esta deverá ser tomada pelo menos dez dias antes da viagem e é válida por dez anos.
  • Formulário para visto devidamente preenchido
    5. Uma foto 3 x 4 recente, passaporte e taxa
  • Para o visto de negócios é necessário uma carta da empresa do Brasil e outra da empresa indiana convidando, ambas em papel timbrado constando: cargo, tipo de negócio, informações sobre negócios já realizados com a Índia e empresa a ser visitada na Índia.
  • Os pedidos são aceitos entre 09:00 e 11:30 H.
  • Residentes nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul devem solicitar o visto no Consulado Geral de São Paulo.
  • Qualquer estadia além da permitida precisa ser regularizada e o visto prorrogado antes da saída do país podendo haver a cobrança de uma taxa adicional por parte das autoridades de imigração da Índia.

Endereços Úteis
Embaixada do Brasil em Nova Delhi
8 Aurangzeb Road
New Delhi 110 011
Tel.: (11) 2301 7301/ 91-11-2 379 3686
Fax: (11) 2 379 3684
E-mail: secomdel@vsnl.com
Site: www.brazilembassy.in

Embaixada da Índia em Brasília
SHIS QL 08 Conjunto 08, Casa 01 - Lago Sul
71.620-285 - Brasília-DF
Tel.: (61) 3248.4006
Fax: (61) 3248.7849 / 248.5486
www.indianembassy.org.br

Consulado Geral da Índia em São Paulo
Avenida Paulista, 925- 7º andar
01311-100 - São Paulo-SP
Tel: (11) 3171.0340 / 3171.0341
Fax: (11) 3171.0342
www.indiaconsulate.org.br

Consulado Honorário da Índia no Rio de Janeiro
Avenida Sernambetiba, N° 2930, Bloco 01,
Cobertura 1101
Barra da Tijuca, 22620-172,
Rio de Janeiro (RJ), Brazil
Tel : 55 21 3814-8888
Fax : 55 21 3814 8840  

Fontes Consultadas
Central Intelligence Agency - www.cia.gov
Embaixada da Índia em Brasília - www.indianembassy.org.br
Ministério das Relações Exteriores (MRE) – Como exportar para a Índia - www.braziltradenet.gov.br
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) - www.mdic.gov.br
Unidade de Inteligência Comercial – Oportunidades de negócios - www.apexbrasil.com.br

Última atualização: agosto/2010

 
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O politicólogo Manuel Sanches aponta que a "política externa durante o governo Lula foi demasiadamente ideologizada, mas tudo indica que no governo Dilma a posição será mais técnica".

Sanches, com a clareza de pensamento que lhe é peculiar, tece comentários acerca do papel que o Ministério de Relações Exteriores ocupou na política comercial da era Lula ao colocar que o MRE "... tem uma missão mais nobre, digamos assim, uma missão de médio e longo prazo. E o corpo diplomático do Itamaraty sabe disso. Eles não querem ser comerciantes e sabem que a ação do Ministério, no caso comercial, é mais como coadjuvante e de definição de linhas de longo prazo."

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