| Área |
2.766.890 km2 |
| Capital |
Buenos Aires |
| Idioma |
Espanhol |
| Religião |
Católica |
| População |
40,913,584 (estimativa para Julho/2009) |
| Expectativa
de vida H/M |
Total: 76,56
Homem: 73,32
Mulher: 79,97 (est. 2009) |
| Moeda |
Peso Argentino |
PIB
(paridade com poder de compra) |
US$ 585 bilhões (est.2008) |
| Renda per capita |
US$ 14.500 (est.2008) |
Localização e Superfície
Com superfície continental de 2,79 milhões de quilômetros quadrados, a Argentina é, em área, o segundo maior país da América do Sul, após o Brasil. Limita-se ao norte com a Bolívia e o Paraguai; a leste com o Brasil, o Uruguai e o oceano Atlântico; ao sul com o Chile e o oceano Pacífico e a oeste com o Chile.
A capital é Buenos Aires, situada à margem direita do Rio da Prata, a 273 quilômetros do oceano Atlântico. Em relação aos países-membros do MERCOSUL, a Argentina dispõe de 1.132 quilômetros de fronteira com o Brasil, 1.699 quilômetros com o Paraguai e 495 quilômetros com o Uruguai.
Aspectos econômicos
Até meados de 1940, a economia argentina era essencialmente agrícola. Nas décadas seguintes, a indústria teve crescimento considerável, vindo a desempenhar papel preponderante no processo de desenvolvimento. No entanto, ainda se observa grande dinamismo no setor agrícola que, graças à presença de terras férteis e climas propícios, apresenta altos índices de produtividade, permitindo à Argentina firmar-se como um dos maiores produtores e exportadores mundiais de cereais.
A Argentina passou, nos últimos anos, por vários ciclos de instabilidade política e econômica, que se manifestaram em crescentes índices de inflação, desemprego e desequilíbrio orçamentário.
O ajuste econômico foi complementado pela renegociação da dívida externa, privatização dos serviços públicos e dos setores elétrico e petrolífero. O surgimento do MERCOSUL e a crescente integração mundial impulsionaram a economia, que apresentou firme expansão real no período 1991/1997. A partir do ano 1998 começou um longo período de recessão, fato que ocasionou a grave crise econômica e política que teve o ponto mais alto em dezembro de 2001, com a renúncia do Presidente De La Rua, e congelamento da economia. O mencionado período recessivo se estendeu até o segundo trimestre de 2002, momento em que a economia Argentina começou a mostrar sinais de recuperação. Naqueles momentos de crise, o país conviveu com crescentes índices de desemprego e desequilíbrios comerciais. A taxa de desemprego chegou a atingir 21,3% em 2001. O último dado disponível, a estimativa 2008, aponta o desemprego em 7,8%.
Idioma e religião
O idioma oficial é o espanhol. Algumas línguas indígenas também são faladas, como o araucano, o guarani ou o quíchua. Há ampla liberdade de culto e a grande maioria da população (cerca de 90%) segue a religião católica.
O idioma oficial é o espanhol. Algumas línguas indígenas também são faladas, como o araucano, o guarani ou o quíchua. Há ampla liberdade de culto e a grande maioria da população (cerca de 90%) segue a religião católica.
Principais Setores da Economia
Pecuária
A pecuária é muito importante para a economia argentina, sendo o país grande produtor e exportador de produtos derivados desse setor. A carne bovina e a lã produzidas no país situam-se entre as melhores do mundo.
Indústria
Conforme o “Estimador Mensual Industrial (EMI)”, a variação acumulada da produção industrial, em 2007, foi de 7,5%, comparada com 2006. Nessa comparação, destacam- se os crescimentos registrados na indústria automotiva (+25,4%), detergentes, sabões e produtos para o cuidado pessoal(+19,0%) e produtos farmacêuticos (+12%). Por sua parte, as principais quedas se verificam na produção de fibras sintéticas e artificiais (-21,5%), lacticínios (-8,7%) e matérias primas plásticas e borracha sintética (-5,4%).
Referente à estimativa de 2008, a indústria argentina responde por cerca de 34% do Produto Interno Bruto.
Agricultura
Com um dos solos mais férteis do mundo, a agricultura argentina apresenta uma das mais altas produtividade mundiais, com destaque para a soja e seus subprodutos e o trigo. Outros produtos relevantes são milho, erva-mate, aveia, cevada, sorgo, cana-de-açúcar, girassol, algodão, batata e frutas. A Argentina é grande exportadora de soja e cereais.
Também, em decorrência das ricas pastagens características do Pampa, o país apresenta um dos maiores rebanhos de gado bovino do mundo e uma das mais tenras e saborosas carnes procedentes de raças européias.
PIB composição por setor: agricultura: 9,2%, indústria: 34,1%, serviços: 56,7%. (estimativa 2008)
Intercâmbio Comercial Bilateral
Desde a assinatura do Tratado de Assunção, em 1991, o comércio entre o Brasil e a Argentina tem apresentado notável expansão. Em 2007, a Argentina foi o segundo país de destino das exportações brasileiras, após os Estados Unidos (o principal parceiro comercial) e terceiro país de origem das importações, precedida pelos Estados Unidos e a China.
A balança comercial bilateral, que vinha revelando resultados desfavoráveis para o Brasil, registrou considerável diminuição do déficit, em 2003, e a partir de 2004 apresenta crescentes superávits comerciais. (Fonte: Como exportar – Braziltardenet)
Relação Comercial Brasil x Argentina - Em US$ FOB |
| |
2007 |
Var. % |
2006 |
Var. % |
2005 |
| Exportações |
14.416.945.588 |
22,81 |
11.739.591.939 |
18,22 |
9.930.152.936 |
| Importações |
10.404.245.932 |
29,19 |
8.053.262.647 |
29,04 |
6.241.110.029 |
| Saldo |
4.012.699.656 |
8,85 |
3.686.329.292 |
-0,07 |
3.689.042.907 |
| Corrente de Comércio |
24.821.191.520 |
25,40 |
19.792.854.586 |
22,40 |
16.171.262.965 |
Fonte: MDIC/SECEX
Balança Comercial Brasil - Argentina / 2008
Valores em US$ FOB |
| Mês |
Exportação |
Importação |
Saldo |
Corrente de Comércio |
| JAN |
1.302.004.231 |
1.129.041.252 |
172.962.979 |
2.431.045.483 |
| FEV |
1.318.996.742 |
1.143.759.393 |
175.237.349 |
2.462.756.135 |
| MAR |
1.346.273.998 |
1.021.430.407 |
324.843.591 |
2.367.704.405 |
| ABR |
1.369.740.262 |
940.109.472 |
429.630.790 |
2.309.849.734 |
| MAI |
1.640.708.606 |
1.063.225.296 |
577.483.310 |
2.703.933.902 |
| JUN |
1.611.267.228 |
941.288.005 |
669.979.223 |
2.552.555.233 |
| JUL |
1.763.558.191 |
1.095.238.518 |
668.319.673 |
2.858.796.709 |
| AGO |
1.699.697.528 |
1.147.960.287 |
551.737.241 |
2.847.657.815 |
| SET |
1.732.030.711 |
1.454.557.563 |
277.473.148 |
3.186.588.274 |
| OUT |
1.641.360.545 |
1.418.418.229 |
222.942.316 |
3.059.778.774 |
| NOV |
1.239.984.497 |
1.030.426.532 |
209.557.965 |
2.270.411.029 |
| DEZ |
939.998.381 |
872.470.707 |
67.527.674 |
1.812.469.088 |
| Acumulado |
17.605.620.920 |
13.257.925.661 |
4.347.695.259 |
30.863.546.581 |
Fonte: Aliceweb
Comércio Exterior
A expansão do comércio exterior é dinamizada pelo avanço dos produtos primários e manufaturas agropecuárias, em virtude da evolução favorável dos preços e da colocação dos excedentes da produção agrícola e crescentes embarques de mineral de cobre e concentrados, carnes, laticínios, gorduras e óleos vegetais, açúcar e resíduos da indústria alimentícia. As exportações de manufaturas industriais cresceram em menor medida, especialmente os envios para o MERCOSUL. Contudo, houve aumentos nas exportações de produtos petroquímicos, plásticos, automóveis e utilidades domésticas. As compras de bens intermédios também tiveram uma melhor evolução, em função da maior produção ocasionada pela substituição de importações. As importações de automóveis cresceram, especialmente as provenientes do Brasil, devido ao acordo com a Argentina, o que permitiu incrementar as exportações. No ranking mundial, segundo a CIA, a Argentina ocupa a 46° posição nas exportações no ano de 2008.
No período de 2008 podemos verificar nos gráficos abaixo, os principais produtos exportados e importados na relação Brasil x Argentina.
Fonte: MDIC/SECEX
Fonte: MDIC/SECEX
Fonte: MDIC/SECEX
Fonte: MDIC/SECEX
Fonte: FMI, Direction of Trade Statistics em Braziltradenet
Fonte: FMI, Direction of Trade Statistics em Braziltradenet
Acesso ao mercado
Muitas das regras de acesso ao mercado argentino seguem os padrões previstos nos acordos do MERCOSUL. No entanto, algumas das regras de acesso ao mercado argentino, tais como procedimentos aduaneiros e regras fitossanitárias, estão regulamentadas por legislação própria do país.
Canais de distribuição
A integração econômica possibilita a produção em escala diferenciada: a empresa não atenderá somente à demanda interna, mas também ao mercado dos países intrazona. Assim, empresas que tenham como objetivo o mercado externo devem considerá-lo não como alvo transitório ou alternativo, mas como objetivo permanente e definitivo no planejamento estratégico.
A permanência deve ser sustentada pela imagem da empresa, refletindo confiança no que se oferece ao importador, juntamente com produtos de qualidade e continuidade das
Vendas. Para ter acesso ao mercado argentino, as empresas brasileiras contam com diferentes canais de comercialização:
Direta
Iindireta
Venda por catálogo
Internet
Telemarketing
Designação de agentes
A designação de um representante deve ser precedida de contatos com outras empresas, de forma a avaliar as possibilidades de comercialização lucrativa e presença ativa no mercado. No âmbito de feiras, exposições e congressos, os empresários brasileiros poderão travar contato com representantes de empresas potencialmente capazes de canalizar os produtos que desejam exportar. Nos últimos anos, observa-se tendência no sentido de se direcionar a designação de representante para um fabricante ou comerciante especializado no setor. Outra forma de aproximação de agentes potenciais é por intermédio de entidades de classe, grupos e associações empresariais setoriais.
Práticas comerciais
O cumprimento dos prazos de entrega constitui fator importante para o êxito dos negócios. Da mesma forma, deve-se considerar a importância da rápida resposta à correspondência e o cumprimento estrito das normais contratuais.
Feiras e Exposições
As feiras e exposições são uma ótima oportunidade para conhecer o que se comercializa no mercado onde se pretende ingressar juntamente com a possibilidade de conhecer os concorrentes e o que eles oferecem. Além disso, representam um bom indicador do desempenho geral da economia e da expectativa de realizações de negócios futuros, já que oferecem oportunidades para contatar empresas que possam, no futuro, ser representantes ou distribuidores.
Para a participação direta em feiras recomenda-se:
- Verificar junto aos organizadores do evento a quantidade de expositores e os produtos expostos a fim de tomar conhecimento da qualidade da feira;
- Para participação com equipamento e/ou material que seja ingressado no regime de admissão temporária, é necessário confirmar a chegada dos produtos em tempo e forma com os respectivos despachantes de alfândega;
Deverá solicitar-se, ao organizador, uma certidão que comprove a sua participação no evento. Esta documentação devidamente preenchida e carimbada será apresentada no momento de entrada na alfândega argentina.
Despachante aduaneiro
A intervenção de despachante aduaneiro devidamente cadastrado é obrigatória para a realização dos trâmites do desembaraço alfandegário, não obstante será possível prescindir
da intervenção do despachante aduaneiro quando o importador (ou exportador) for uma pessoa de existência visível e realize a operação junto à alfândega pessoalmente.
Documentação e formalidades
No embarque, o exportador brasileiro deve providenciar toda a documentação exigida, que normalmente é composta de:
- Fatura comercial
- Romaneio (Packing list)
- Conhecimento de embarque
- Certificado de origem
- Certificado de pré-embarque
- Outros certificados (quando aplicáveis)
Promoção de vendas
Para a divulgação e promoção de produtos, aconselha-se a utilização dos canais de televisão, rádios, jornais e revistas especializadas. A participação em feiras e exposições oferece boas oportunidades para pesquisar o mercado e a aceitação do produto, abrindo possibilidades de negócios para o exportador brasileiro.
Marketing
Um representante que atue de forma autônoma ou por meio de empresas especializadas, pode ser um primeiro passo para o aproveitamento dos meios publicitários, uma vez que este conhece o mercado e os clientes potenciais.
O exportador que tenha sua conta de publicidade em uma agência internacional poderá solicitar seu apoio na Argentina. No entanto, se a agência do exportador for brasileira, poderá ter bom conhecimento do produto e da empresa, porém não dominar a fundo o mercado argentino.
Amostras e material publicitário
Amostras com valor até US$ 100,00 e material promocional destinado a consumo ou distribuição gratuita (panfletos, catálogos, etc) até US$ 5.000,00 estão isentos do pagamento de tributos incidentes sobre a sua importação.
Períodos recomendados para viagens
A melhor época para realização de viagens de negócios é entre os meses de março e novembro. É fundamental que a viagem seja preparada com antecedência.
Como negociar com a Argentina
- A pontualidade, dentro da tolerância do costume latino, é mais observada;
- Um aperto de mão é costume na Argentina;
- Quando conversam, os argentinos podem ficar mais próximos do que os americanos ou europeus;
- Em torno de um café concluem-se negócios sem nenhuma pressa;
- Não abuse dos trajes sociais; use-os quando requisitado;
- O texto do material de divulgação deverá ser em espanhol. Observe as características especiais no léxico e na pronúncia do espanhol na Argentina;
- A aproximação será melhor se for explorado o espírito de fraternidade latino-americano. Não fique impregnado do espírito de rivalidade ou competição originado dos embates esportivos.
- Uma vez estabelecido o relacionamento, sua empresa deverá evitar ao máximo a substituição do executivo encarregado do contato. Caso seja trocado, um novo processo de aproximação deverá ser realizado.
Endereços Úteis
Órgãos oficiais argentinos
Câmara de Comércio Argentino Brasileña
Calle Montevideo 770 - Piso 12 1019
Buenos Aires - Argentina
Tel: (+5411) 4811-4503
Site: www.cambras.org.ar
Câmara de Comércio Argentino-Brasileira de São Paulo
Rua do Rócio 423 conj 801-802 - Vila Olímpia
04552-000 - São Paulo - SP
Tel: (+5511) 3842-6667
Fax: (+5511) 38426487
E-mail: camarbra@camarbra.com.br
Site: www.camarbra.com.br
Embaixada da Argentina no Brasil
Shis QL 02, conj. 01, casa 19
CEP: 70442.900 – Brasília
Tel: (55 61) 3364-7600
Fax: (55 61) 3364-7666
Site: www.brasil.embajada-argentina.gov.ar
Consulado - Geral do Brasil em Buenos Aires
Carlos Pellegrini 1363 - 5º piso
C1011AAA – Capital Federal
Tel.:(+5411)4515-6500
Site: www.conbrasil.org.ar
Fontes Consultadas:
Brazil Trade Net – www.braziltradenet.gov.br
Central Intelligence Agency - www.cia.gov
Como Exportar para a Argentina
Ministério das Relações Exteriores - MRE - www.mre.gov.br
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) - www.mdic.gov.br
Doblinski, Suzana, Negócio Fechado – Guia Empresarial de Viagens
Última atualização: abril/2009