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  Sábado, 5 de julho de 2008
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Guia do Exportador

Argentina

Área 2.766.890 km2
Capital Buenos Aires
Idioma Espanhol
Religião Católica
População 40.677.348 milhões (est. Jul. 2008)
Expectativa de vida H/M 76,52-T
72,81-M
80,73-F (est. 2008)
Moeda Peso Argentino
PIB
(paridade com poder de compra)
US$ 523,7 bilhões (est.2007)
Renda per capita US$13.000 (est.2007)

Localização e Superfície
Com superfície continental de 2,79 milhões de quilômetros quadrados, a Argentina é, em área, o segundo maior país da América  do  Sul,  após  o  Brasil.  Limita-se  ao  norte  com  a Bolívia e o Paraguai; a leste com o Brasil, o Uruguai e o oceano Atlântico; ao sul com o Chile e o oceano Pacífico e a oeste com o Chile.Mapa - Argentina A capital é Buenos Aires, situada à margem direita do Rio da Prata, a 273 quilômetros do oceano Atlântico. Em relação aos países-membros do MERCOSUL, a Argentina dispõe de 1.132 quilômetros de fronteira com o Brasil, 1.699 quilômetros com o Paraguai e 495 quilômetros com o Uruguai.

Aspectos econômicos
Até meados de 1940, a economia argentina era essencialmente  agrícola.  Nas  décadas  seguintes,  a  indústria  teve crescimento considerável, vindo a desempenhar papel preponderante no processo de desenvolvimento. No entanto, ainda se observa grande dinamismo no setor agrícola que, graças à presença de terras férteis e climas propícios, apresenta altos índices de produtividade, permitindo à Argentina firmar-se como um dos maiores produtores e exportadores mundiais de cereais.

A Argentina passou, nos últimos anos, por vários ciclos de  instabilidade  política  e  econômica,  que  se  manifestaram em crescentes índices de inflação, desemprego e desequilíbrio orçamentário.

O  ajuste  econômico  foi  complementado  pela renegociação da dívida externa, privatização dos serviços públicos  e  dos  setores  elétrico  e  petrolífero.  O  surgimento  do MERCOSUL e a crescente integração mundial impulsionaram a economia,  que  apresentou  firme  expansão  real  no  período 1991/1997. A partir do ano 1998 começou um longo período de recessão, fato que ocasionou a grave crise econômica e política que teve o ponto mais alto em dezembro de 2001, com a renúncia do Presidente De La Rua, e congelamento da economia. O mencionado período recessivo se estendeu até o segundo trimestre de 2002, momento em que a economia Argentina começou a mostrar sinais de recuperação. Naqueles momentos de crise,  o país conviveu com crescentes índices de desemprego e desequilíbrios comerciais. A taxa de desemprego chegou a atingir 21,3% em 2001. O último dado disponível, a estimativa 2007, aponta o desemprego em 8,9%.

Idioma e religião
O idioma oficial é o espanhol. Algumas línguas indígenas também são faladas, como o araucano, o guarani ou o quíchua. Há ampla liberdade de culto e a grande maioria da população (cerca de 90%) segue a religião católica.

O idioma oficial é o espanhol. Algumas línguas indígenas também são faladas, como o araucano, o guarani ou o quíchua. Há ampla liberdade de culto e a grande maioria da população (cerca de 90%) segue a religião católica.

Principais Setores da Economia
Pecuária
A pecuária é muito importante para a economia argentina, sendo o país grande produtor e exportador de produtos derivados  desse  setor.  A  carne  bovina  e  a  lã  produzidas  no país situam-se entre as melhores do mundo.

Indústria
A indústria argentina responde por cerca de 35% do Produto Interno Bruto. Nos últimos anos, alguns segmentos industriais, a exemplo de automóveis, cimento, agroquímicos, siderúrgicos, pneus e têxteis, sofreram expansão acentuada até o ano 1998, princípio do processo recessivo. Depois do mencionado processo, no qual a indústria automotriz foi uma das mais afetadas, observa-se a expansão de um leque de setores industriais orientados à exportação e à substituição de importações, junto com o firme crescimento do mercado interno. Referente à estimativa de 2007, a indústria argentina responde por cerca de 23% do Produto Interno Bruto.

Agricultura
Com um dos solos mais férteis do mundo, a agricultura argentina apresenta uma das mais altas produtividade mundiais, com destaque para a soja e seus subprodutos e o trigo. Outros produtos relevantes são milho, erva-mate, aveia,  cevada, sorgo, cana-de-açúcar,  girassol, algodão,  batata e frutas. A Argentina é grande exportadora de soja e cereais.
Também, em decorrência das ricas pastagens características do Pampa, o país apresenta um dos maiores rebanhos de gado bovino do mundo e uma das mais tenras e saborosas carnes procedentes de raças européias.

PIB composição por setor: agricultura: 9.5%, indústria: 35.8%, serviços: 54.7%. (estimativa 2005)

Intercâmbio Comercial Bilateral
Desde  a assinatura do Tratado de Assunção, em 1991, o comércio entre o Brasil e a Argentina tem apresentado notável expansão, tanto no que diz respeito às exportações quanto às importações. Podemos conferir na tabela abaixo, a relação comercial Brasil-Argentina no período de 2007 a 2005.

Relação Comercial Brasil x Argentina - Em US$ FOB

  2007  Var. % 2006 Var. % 2005
Exportações 14.416.945.588 23,08 11.713.819.074 18,14 9.915.423.497
Importações 10.409.414.322 29,25 8.053.681.253 29,04 6.241.072.699
Saldo 4.007.531.266 9,49 3.660.137.821 -0,39 3.674.350.798
Corrente de Comércio 24.826.359.910 25,59 19.767.500.327 22,35 16.156.496.196
Fonte: MDIC/SECEX

Balança Comercial Brasil - Argentina / 2007
Valores em US$ FOB
Mês Exportação Importação Saldo Corrente de Comércio
JAN 824.082.146 672.493.459 151.588.687 1.496.575.605
FEV 888.463.158 713.340.797 175.122.361 1.601.803.955
MAR 1.158.840.699 898.479.899 260.360.800 2.057.320.598
ABR 1.070.910.304 736.668.422 334.241.882 1.807.578.726
MAI 1.197.368.864 848.222.893 349.145.971 2.045.591.757
JUN 1.171.152.790 824.916.347 346.236.443 1.996.069.137
JUL 1.314.431.916 891.938.091 422.493.825 2.206.370.007
AGO 1.408.638.488 935.214.271 473.424.217 2.343.852.759
SET 1.313.439.484 864.123.677 449.315.807 2.177.563.161
OUT 1.472.526.936 895.068.026 577.458.910 2.367.594.962
NOV 1.344.193.909 1.090.298.182 253.895.727 2.434.492.091
DEZ 1.252.896.894 1.038.650.258 214.246.636 2.291.547.152
Acumulado 14.416.945.588 10.409.414.322 4.007.531.266 24.826.359.910
Fonte: Aliceweb

Comércio Exterior
A expansão do comércio exterior é dinamizada pelo avanço dos produtos primários e manufaturas agropecuárias, em virtude da evolução favorável dos preços e da colocação dos excedentes da produção agrícola e crescentes embarques de mineral de cobre e concentrados, carnes, laticínios, gorduras e óleos vegetais, açúcar e resíduos da indústria alimentícia. As exportações de manufaturas industriais cresceram em menor medida, especialmente os envios para o MERCOSUL. Contudo, houve aumentos nas exportações de produtos petroquímicos, plásticos, automóveis e utilidades domésticas. As compras de bens intermédios também tiveram uma melhor evolução, em função da maior produção ocasionada pela substituição de importações. As importações de automóveis cresceram, especialmente as provenientes do Brasil, devido ao acordo com a Argentina, o que permitiu incrementar as exportações. No ranking mundial a Argentina ocupa a 47° posição nas exportações no ano de 2007.

No período de 2007 podemos verificar nos gráficos abaixo, os principais produtos exportados e importados na relação Brasil x Argentina.

Fonte: MDIC/SECEX

 

Fonte: MDIC/SECEX

Abaixo, temos a relação dos maiores exportadores e importadores da Argentina, podendo-se observar que o Brasil encontra-se em primeiro lugar em ambas as pautas.

Fonte: MDIC/SECEX

 

Fonte: MDIC/SECEX

 

Fonte: MDIC/SECEX

 

Fonte: MDIC/SECEX

 

Canais de distribuição
Na Argentina, os intermediários exercem considerável influência na cadeia de distribuição, já que grandes importadores e distribuidores estão concentrados em poucas regiões. Muitas empresas, inicialmente produtoras, tornaram-se importadoras (com suas próprias marcas), estimuladas pela dolarização da economia, que resultou em custos mais altos de produção, ou pela falta de tecnologia de ponta no país. Soma-se a isso uma polarização do mercado, com a existência de dois segmentos bem definidos, um sofisticado e outro popular, de preços baixos. Os principais canais de distribuição na Argentina para comercialização de bens importados estão nas seguintes modalidades:

  • Venda direta
  • Franchising
  • Joint-ventures
  • Vendas a supermercados
  • Redes de venda

Designação de agentes
A designação de um representante deve ser precedida de contatos com outras empresas, de forma a avaliar as possibilidades de comercialização lucrativa e presença ativa no mercado. No âmbito de feiras, exposições e congressos, os empresários brasileiros poderão travar contato com representantes de empresas potencialmente capazes de canalizar os produtos que desejam exportar. Nos últimos anos, observa-se tendência no sentido de se direcionar a designação de representante para um fabricante ou comerciante especializado no setor. Outra forma de aproximação de agentes potenciais é por intermédio de entidades de classe, grupos e associações empresariais setoriais.

Práticas comerciais
O cumprimento dos prazos de entrega constitui fator importante para o êxito dos negócios. Da mesma forma, deve-se  considerar a importância da rápida resposta à correspondência e o cumprimento estrito das normais contratuais.

Feiras  e  Exposições
As feiras e exposições são uma ótima oportunidade para conhecer o que se comercializa no mercado onde se pretende ingressar juntamente com a possibilidade de conhecer os concorrentes e o que eles oferecem. Além disso, representam um bom indicador do desempenho geral da economia e da expectativa  de  realizações  de  negócios  futuros,  já  que oferecem oportunidades para contatar empresas que possam, no futuro, ser representantes ou distribuidores.
Para a participação direta em feiras recomenda-se:

  1. Verificar junto aos organizadores do evento a quantidade de expositores e os produtos expostos a fim de tomar conhecimento da qualidade da feira;
  2. Para participação com equipamento e/ou material que seja ingressado no regime de admissão temporária,  é necessário  confirmar  a  chegada  dos  produtos  em  tempo  e  forma com os respectivos despachantes de alfândega;
    Deverá  solicitar-se,  ao  organizador,  uma  certidão  que comprove a sua participação no evento. Esta documentação devidamente preenchida e carimbada será apresentada no momento de entrada na alfândega argentina.

Despachante aduaneiro
A  intervenção  de  despachante  aduaneiro  devidamente cadastrado é obrigatória para a realização dos trâmites do desembaraço alfandegário, não obstante será possível prescindir
da intervenção do despachante aduaneiro quando o importador (ou exportador) for uma pessoa de existência visível e realize a operação junto à alfândega pessoalmente.

Documentação e formalidades
No embarque, o exportador brasileiro deve providenciar toda a documentação exigida, que normalmente é composta de:

  • Fatura comercial
  • Romaneio (Packing list)
  • Conhecimento de embarque
  • Certificado de origem
  • Certificado de pré-embarque
  • Outros certificados (quando aplicáveis)

Promoção de vendas
Para a divulgação e promoção de produtos, aconselha-se a utilização dos canais de televisão, rádios, jornais e revistas especializadas. A participação em feiras e exposições oferece boas oportunidades para pesquisar o mercado e a aceitação do produto, abrindo possibilidades de negócios para o exportador brasileiro.

Marketing
Um representante que atue de forma autônoma ou por meio de empresas especializadas, pode ser um primeiro passo para o aproveitamento dos meios publicitários, uma vez que este conhece o mercado e os clientes potenciais.

O exportador que tenha sua conta de publicidade em uma agência internacional poderá solicitar seu apoio na Argentina. No entanto, se a agência do exportador for brasileira, poderá ter bom conhecimento do produto e da empresa, porém não dominar a fundo o mercado argentino.

Amostras e material publicitário
Amostras com valor até US$ 100,00 e material promocional destinado a consumo ou distribuição gratuita (panfletos, catálogos, etc) até US$ 5.000,00 estão isentos do pagamento de tributos incidentes sobre a sua importação.

Documentação  e  Formalidades
Atenção particular deverá ser dispensada pelo exportador brasileiro ao preparo e preenchimento da documentação de cada embarque. A documentação exigida é a normalmente utilizada em comércio exterior, salientando-se a importância do certificado de origem e de outros certificados sanitários ou de segurança e qualidade, conforme o produto.

Períodos recomendados para viagens
A melhor época para realização de viagens de negócios é entre os meses de abril e novembro. É fundamental que a viagem seja preparada com antecedência.

Como negociar com a Argentina

  1. A pontualidade, dentro da tolerância do costume latino, é mais observada;
  2. Um aperto de mão é costume na Argentina;
  3. Quando conversam, os argentinos podem ficar mais próximos do que os americanos ou europeus;
  4. Em torno de um café concluem-se negócios sem nenhuma pressa;
  5. Não abuse  dos trajes sociais; use-os quando requisitado;
  6. O texto do material de divulgação deverá ser em espanhol. Observe as características especiais no léxico e na pronúncia do espanhol na Argentina;
  7. A aproximação será melhor se for explorado o espírito de fraternidade latino-americano. Não fique impregnado do espírito de rivalidade ou competição originado dos embates esportivos. 
  8. Uma vez estabelecido o relacionamento, sua empresa deverá evitar ao máximo a substituição do executivo encarregado do contato. Caso seja trocado, um novo processo de aproximação deverá ser realizado.


Endereços Úteis
Órgãos oficiais argentinos

Câmara de Comércio Argentino Brasileña
Calle Montevideo 770 - Piso 12 1019
Buenos Aires - Argentina
Tel: (+5411) 4811-4509/4812-9466
Fax: (+5411) 4812-9466

Consulado General de la República Argentina
Av. Paulista, 2313 – Sobre Loja
Tel: 3897-9522
Site:
www.consuladoargentinosp.org.br

Câmara Argentina de Comércio
Av. Leandro N. Alem 36
1003 - Buenos Aires - Argentina
Tel: (+5411) 4331-8051 al 5 – 5300-9000
Fax: (+5411) 5300-9058

Câmara de Comércio Argentino-Brasileira de São Paulo
Rua do Rócio 423 conj 801-802 - Vila Olímpia
04552-000 - São Paulo - SP
Tel: (+5511) 3842-6667
Fax: (+5511) 38426487
E-mail: camarbra@camarbra.com.br
Site: www.camarbra.com.br

Câmara de Comércio Argentino-Brasileira do Rio de Janeiro
Praia de Botafogo 228, sl. 203 Sobreloja
22359-900 - Rio de Janeiro - RJ
Tel: (+5521) 2551-8799
Fax: (+5521) 2551-8799

Câmara de Comércio Argentino-Brasileiro
Alberto Bins, 514 1º Subsolo Hotel Plaza São Rafael
90030-140 - Porto Alegre - RS
Tel. e Fax:: (+5551) 3221-0555

Embaixada da Argentina no Brasil
Shis QL 02, conj. 01, casa 19
CEP: 70442.900 – Brasília
Tel: (55 61) 3364-7600
Fax: (55 61) 3364-7666
Site: www.brasil.embajada-argentina.gov.ar

Ministério das Relações Exteriores, Comércio Internacional e Culto
Esmeralda 1212, piso 7
1007 - Buenos Aires - Argentina
Tel: (+5411) 4819-7849
Fax: (+5411) 4819-7866

Ministério de Economia, Obras e Serviços Públicos
Subsecretaria de Comercio Exterior
Av. Julio A. Roca 651, piso 2
1322 - Buenos Aires - Argentina
Tel: (+5411) 4349-3436/3432
Fax: (+5411) 4349-3421

Fontes Consultadas:
Brazil Trade Net – www.braziltradenet.gov.br
Central Intelligence Agency - www.cia.gov
Como Exportar para a Argentina
Ministério das Relações Exteriores - MRE - www.mre.gov.br
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) - www.mdic.gov.br
Doblinski, Suzana, Negócio Fechado – Guia Empresarial de Viagens

Última atualização: junho/2008

 
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Câmbio prejudica exportações e promove invasão de importados

O dólar baixo prejudica as exportações e favorece a entrada de calçados importados no Brasil. O desafio dos calçadistas é frear as conseqüências negativas desses fatores na indústria. Para isso, as empresas investem em calçados de maior valor agregado e buscam novos destinos e novas formas de distribuição, destaca o diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein.

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