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  Domingo, 5 de fevereiro de 2012
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Guia do Exportador

África do Sul

Área 1,219,912 km²
Capital Cidade do Cabo (legislativa),
Pretória (administrativa),
Bloemfontein (judiciária).
Idioma Africâner, Inglês, Sepédi, Sessoto,
Setsuana (oficiais, entre outros).
Religião cristianismo 83,1% (independentes 45,8%, protestantes 30,7%, outros 20,2% - dupla filiação 13,6%), crenças tradicionais 8,4%, outras 6%, sem religião e ateísmo 2,6% (Censo 2001).
População 49.109.107 (Est. julho de 2010) CIA
Expectativa de vida
T/ H/M
Total: 49.2
H: 50.08
M: 48.29 (est. 2010)
Moeda Rande
PIB (paridade com poder de compra) US$ 495.1 bilhões (2009 est.)
Renda per capita US$ 10.100 (2009 est.)
Taxa de crescimento do PIB -1,8% (2009 est)
Composição setorial

Agricultura: 3,3%
Indústria: 33,7%
Serviços: 63% (2009 est.)

Presidente Jacob Zuma
Taxa de desemprego 24,9% (2010 est.)
Força de trabalho 17.38 milhões economicamente ativos (2009 est.)
Exportações $85,83 bilhões (2010 est.) CIA
Posição mundial 37º exportador.
Exportação / Commodities Ouro, diamante, platina, outros metais e minerais, maquinário e equipamentos.
Importações $81,86 bilhões (2010 est.) CIA
Posição mundial 35º importador
Importação / Commodities Maquinário e equipamentos, químicos, produtos do petróleo, instrumentos científicos e produtos alimentícios.

Aspectos Gerais
Cortada pelo trópico de Capricórnio e banhada pelos oceanos Atlântico e Índico, a África do Sul localiza-se no extremo sulMapa do continente africano. No encontro dos oceanos está o cabo da Boa Esperança, ponto estratégico das rotas comerciais européias para o Oriente desde o século XV.
O regime de segregação racial (apartheid) terminou oficialmente com a primeira eleição multirracial, em 1994, mas deixa a herança das desigualdades sociais. Após uma década de experiência democrática, persistem altos índices de pobreza e criminalidade entre a população negra –principalmente a epidemia de AIDS que assola o país.
Na economia sul-africana convivem a agricultura de subsistência juntamente com uma moderna atividade industrial e mineral, que dá ao país o maior Produto Interno Bruto (PIB) do continente. A África do Sul é o principal produtor mundial de ouro e um dos líderes na extração de diamante.
O turismo também é importante, com o apelo das reservas de animais selvagens, como o Parque Nacional Kruger, onde se podem observar os chamados "cinco grandes": elefante, leão, leopardo, búfalo e rinoceronte.

Clima
O clima varia de subtropical, na costa oriental, a mediterrâneo moderado, no sudoeste. As partes setentrionais do país são quentes e secas, enquanto que na costa ocidental e no interior predominam as condições semidesérticas.

Situação Política
Em 14 de Abril de 2004, dez anos depois do fim do Apartheid, foram celebradas a terceira eleição multirracial da África do Sul. Neste período de transição se tem construído um governo estável em torno da Constituição de 1996.O debate político deixou para trás a ameaça do conflito civil e se concentra  em assuntos como a justiça social, desemprego e direitos fundamentais como a extensão de serviços básicos para a população. O Congresso Nacional Africano (ANC) conseguiu 70% dos votos consolidando-se como a primeira força política acima dos outros partidos políticos. O ANC, que tem um pouco mais de 15 anos, era um partido ilegal que lutava para o fim da segregação racial obteve uma bancada de 279 no total de 400 na Assembléia Nacional.

A África do Sul configura-se a nível nacional, local e provincial com poderes distintos  porém interdependente. O Parlamento é composto  pela Assembléia Nacional e pelo Conselho Nacional das Províncias, que possui 54 membros permanentes e 36 representantes especiais. Atualmente todos pertencem ao ANC e sua função é representar os interesses das províncias. Todo projeto de lei que a Assembléia Nacional tenha que aprovar deve ser submetido ao Conselho Nacional das Províncias.

Economia
A economia da África do Sul é a mais avançada da região e, embora tenha passado décadas submetida a severas sanções econômicas, sua variedade de minérios, sua agricultura bem desenvolvida, seus setores industriais e comerciais permitiram sua sobrevivência. Com a libertação de Nelson Mandela, em 1990, e a clara intenção do governo de inserir-se nas negociações internacionais, o país iniciou o seu retorno à comunidade, tornando-se substancialmente mais aberto ao resto do mundo.
As exportações e importações sul-africanas vêm crescendo, assim como as relações comerciais daquele país têm sido diversificadas, atingindo um grande incremento das exportações para os países vizinhos, e mantendo uma significante expansão para o mercado asiático e americano. A África do Sul é um país em desenvolvimento com abundante estoque de recursos naturais, com os setores financeiro, de comunicação, de energia elétrica e de transporte bem desenvolvidos. É um país estrategicamente localizado aos mercados mundiais, além de ser o maior participante do continente africano, com:

Composição setorial:
agricultura: 3,3%
indústria: 33,7%
serviços: 63% (2009 est.)

Agricultura / produtos: milho, trigo, frutas, vegetais, carne, aves domésticas, carne de carneiro, lãs, produtos de leiteria.

Indústria: mineração (maior produtor mundial de ouro, platina e cromo), máquinas, têxtil, ferro, aço, fertilizantes, produtos químicos, gêneros alimentícios, reparo comercial de navio.

Taxa de crescimento da produção industrial: 3,8% (2008 est.)

Exportações: US$ 71.484.205 FOB (2010 est.)

Exportações / parceiros: China 11,4%, EUA 9,9%, Japão 8,9%, Alemanha 7,7%, Reino Unido 5,2%, Índia 4,2%, (2010).

Exportações / commodities: ouro, diamantes, platina, outros metais e minerais, máquinas e equipamentos

Importações: $ 80.139.181 FOB (2010 est.).

Importação / parceiros: China 14,4%, Alemanha 11,3%, EUA 7,3%, Japão 5,3%, Arábia Saudita 4%, (2010).

Importação / commodities: maquinaria e equipamento, produtos químicos, instrumentos científicos, gêneros alimentícios

Apesar do grande crescimento econômico ocorrido nos anos 90 e dos investimentos realizados na Copa do Mundo de 2010, a taxa de desemprego na África do Sul continua alta – 24,9%. É significativa a miséria e a falta de poder econômico entre os grupos que são na maioria problemas herdados da era apartheid.

A seguir, as tabelas com as exportações e importações entre Brasil e África do Sul no período de 2008 até 2010.

Exportações Brasil – África do Sul
Período US$ FOB Peso Líquido (Kg)

2008

1.754.848.262

1.299.308.218

2009

1.259.699.806

1.076.760.673

2010

1.309.974.026

1.180.817.773

Fonte: Aliceweb

 

Importações Brasil – África do Sul
Período US$ FOB Peso Líquido (Kg)

2008

773.173.895

1.409.007.407

2009

433.213.470

713.520.479

2010

753.431.144

1.338.620.504

Fonte: Aliceweb

Atualmente, os principais problemas enfrentados na economia sul africana são a absolescência das infra-estruturas e o alto nível de desemprego. Embora a sua rede de transportes seja uma das mais desenvolvidas em relação ao resto do continente, o ritmo de investimentos não tem sido adequado  e determinadas infra-estruturas  como a rede de ferrovias, a produção, a distribuição elétrica, os portos e as telecomunicações representam hoje serias restrições ao crescimento econômico. A geração de energia elétrica é dos casos mais criticados, pois com a produção atual não será possível abastecer a demanda  a partir de 2007. Os investimentos necessários para aumentar a capacidade do sistema foram feitos com atraso. No final de 2005 e princípios de 2006 foram feitos cortes de fornecimento que tiveram impacto negativo para a indústria.

A balança de pagamentos se caracteriza por um déficit crônico. A balança comercial  tradicionalmente gerava um superávit durante todo o período do Apartheid, mas o fluxo de investimentos e transferências era negativo como conseqüência das sanções  internacionais e a situação política. A situação se modificou desde a transação para a democracia. Abaixo, segue a balança comercial entre Brasil e África do Sul em 2010.

Balança Comercial Brasil - África do Sul/ 2010
Valores em US$ FOB
Mês Exportação Importação Saldo Corrente de Comércio
JAN 79.560.728 43.721.294 35.839.434 123.282.022
FEV 93.582.566 42.310.753 51.271.813 135.893.319
MAR 128.634.091 66.443.258 62.190.833 195.077.349
ABR 119.070.607 61.489.006 57.581.601 180.559.613
MAI 99.686.757 91.736.684 7.950.073 191.423.441
JUN 112.583.266 43.216.858 69.366.408 155.800.124
JUL 127.658.616 67.062.633 60.595.983 194.721.249
AGO 109.254.879 78.898.332 30.356.547 188.153.211
SET 107.405.650 66.616.332 40.789.318 174.021.982
OUT 128.906.958 62.115.205 66.791.753 191.022.163
NOV 100.580.877 75.453.218 25.127.659 176.034.095
DEZ 103.049.031 54.367.571 48.681.460 157.416.602
Acumulado 1.309.974.026 753.431.144 556.542.882 2.063.405.170
Fonte: Aliceweb

Importações


Fonte: MDIC/Secex

 

Fonte: MDIC/Secex

 

Fonte: Radar Comercial

Exportações
As principais exportações da África do Sul estão ligadas aos setores de mineração e, em menor grau, agrícola e industrial, sobretudo aos subsetores que se beneficiam de eletricidade a baixo custo. O país tem buscado expandir a exportação de produtos com valor agregado, com vistas a contrabalançar os efeitos da seca periódica e o declínio da produção de ouro.

O ouro ainda representa a maior fonte  de  divisas  da África do Sul em termos individuais, embora a sua contribuição para as  exportações totais tenha caído de  50%, durante a década de 1980, para um pouco mais de 25% no presente.

Atualmente a áfrica do Sul ocupa o 37° lugar no ranking das exportações mundiais. (CIA)

Os principais produtos exportados pelo Brasil para a África do Sul, em 2010, foram:

Fonte: MDIC/Secex

 

Fonte: MDIC/Secex

 

Exportações África do Sul - Mundo / 2010

Fonte: Radar Comercial

Setores econômicos
Agricultura
A agricultura continua sendo uma das principais fontes de emprego na África do Sul, porém a produção é muito sensível  as condições climáticas. Devido a secas periódicas, a contribuição para o PIB é muito variável. Em 2005, a agricultura foi responsável  por 2.5%  do  PIB. Na estimativa 2008, a agricultura foi responsável por 3,4% do  PIB. Os  conselhos  agrícolas monopolísticos foram extintos. O projeto de  redistribuição de terras leva também em consideração as perspectivas de  gerar postos de trabalho no campo e de valorizar o uso  da terra com fins agroindustriais para a produção de açúcar, tabaco, fibras vegetais, sementes oleaginosas, uvas, cítricos e outras frutas, silvicultura e chá.
Atualmente a principal cultura é o milho, o alimento sul-africano básico; também se cultivam o trigo e a cevada. Frutas subtropicais são culturas regionais importantes, bem como a cana-de-açúcar. Cria-se gado de corte e para a  produção de laticínios.

Mineração
Apesar de alguma diversificação da economia, a indústria mineira e de exploração de pedreiras  permanece como elemento  essencial  da  economia  sul-africana,  e,  sobretudo, das exportações. A África do Sul possui grande riqueza mineral e o país é um dos principais produtores mundiais de ouro, cromo, diamantes, manganês, platina e vanádio.
A indústria da mineração está, contudo,  enfrentando  vários  desafios.  Não  obstante  uma reestruturação maciça, a produção anual de ouro, em 1998, caiu para 473,7 toneladas, a mais baixa desde 1955. Este fato conjugado com o preço decrescente do metal e com o envelhecimento  das    minas  sul-africanas,  que  se  vêm    tornando antieconômicas,  evidencia  as  dificuldades  da  indústria,  cuja reação foi reduzir o número de postos de trabalho, gerando sérias repercussões sobre o  nível de desemprego no país. O carvão e os metais do grupo platina são os seguintes em relevância, sendo a platina produzida quase que exclusivamente para o mercado exportador. A África do Sul é um dos principais exportadores mundiais de carvão. O país ocupa posição de destaque no mercado mundial de diamantes, em especial diamantes do tipo gema.

Canais de distribuição
Há inúmeros métodos para distribuição e venda na África do Sul. A venda de produtos pode ser por meio de um agente ou distribuidor, por intermédio de atacadistas ou negociantes estabelecidos; por venda direta às cadeias de lojas de departamentos ou outros varejistas; ou estabelecimento de uma filial ou subsidiária.

Existem termos bastante específicos para “agentes” e distribuidores na África do Sul. Agentes trabalham em base de comissão, após terem obtido encomenda de clientes. Já os distribuidores compram as mercadorias e as revendem diretamente a clientes. Os agentes são usados principalmente na distribuição de bens de consumo e de algumas matérias-primas industriais.

Como negociar com a África do Sul

  1. O aperto de mão é a forma de cumprimento comumente aceita para a maioria dos visitantes;
  2. Os horários são determinados e seguidos à risca;
  3. A idade é muito respeitada. Respeite os símbolos pátrios;
  4. Nos negócios, o traje utilizado é o terno e gravata para homens e roupas clássicas para as mulheres, como blazer e saia. Fora desta área, os trajes são bastante esportivos;
  5. Os executivos costumam ser bastante objetivos nas negociações;
  6. Não perderão tempo dando posições parciais de uma proposta, e só responderão a um fax ou telefonema quando realmente tiverem certeza do sim ou do não;
  7. Embora  a  África  do  Sul  possua  11  idiomas  oficiais,  o inglês é o mais falado em nível empresarial. Toda a documentação oficial é impressa atualmente em inglês e afrikaner. A maioria  das  empresas  na  África  do  Sul  está  apta  a corresponder-se em qualquer das duas línguas;
  8. Os cartões de visita são normalmente simples, incluindo apenas o essencial, como o logotipo da empresa, o nome, o título, o endereço, o número de telefone e o número de fax;
  9. Táticas de venda agressiva,  argumentos emocionais e críticas a concorrência não são bem vistos;
  10. É comum os sul africanos buscarem  a negociação “ganhar-ganhar”, em que ambas as partes obtém benefícios e vantagem

Investing in South Africa
Material elaborado pelo Departamento de Indústria e Comércio (DTI) da África do Sul, o estudo compila uma série de informações úteis para potenciais investidores no mercado sul-africano.

Endereços úteis
Embaixada da África do Sul
Av. das Nações, lote 6  Quadra 801
CEP 70406 900 - Brasília DF
Tel.:  (0xx) 61 3312-9500
Fax:  (0xx) 61 3322 8491
E-mail: brasilia.general@foreign.gov.za
Site: www.africadosul.org.br

Consulado Geral da África do Sul
Avenida Paulista 1754 - 12º andar
CEP: 01310 920 - São Paulo, SP
Tel: (0xx) 11 3265-0449
Fax: (0xx) 11 3285-1185
E-mail: consular@africadosul.org.br

Consulado Honorário da República da África do Sul no Rio de Janeiro
David Campista, 50 - Humaitá
CEP: 22261-010 - Rio de Janeiro
Tel: (0xx21) 2527-1455
Fax (0xx21) 2527-5285

Fontes Consultadas
Central Intelligence Agency - www.cia.gov
Instituto Español de Comércio Exterior – www.icex.es
Ministério das Relações Exteriores (MRE) – Como exportar para a África do Sul - www.braziltradenet.gov.br
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) - www.mdic.gov.br
Doblinski, Suzana, Negócio Fechado – Guia Empresarial de Viagens
Departamento de Negociações Internacionais – DEINT/SECEX
Unidade de Inteligência Comercial – Oportunidades de negócios - www.apexbrasil.com.br

Última atualização: janeiro/2012

 
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O politicólogo Manuel Sanches aponta que a "política externa durante o governo Lula foi demasiadamente ideologizada, mas tudo indica que no governo Dilma a posição será mais técnica".

Sanches, com a clareza de pensamento que lhe é peculiar, tece comentários acerca do papel que o Ministério de Relações Exteriores ocupou na política comercial da era Lula ao colocar que o MRE "... tem uma missão mais nobre, digamos assim, uma missão de médio e longo prazo. E o corpo diplomático do Itamaraty sabe disso. Eles não querem ser comerciantes e sabem que a ação do Ministério, no caso comercial, é mais como coadjuvante e de definição de linhas de longo prazo."

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