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  Domingo, 5 de fevereiro de 2012

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Balança Comercial
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Maio de 2011

No mês, a exportação alcançou o valor recorde de US$ 23,211 bilhões. Sobre maio de 2010, as exportações registraram aumento de 25,2%. Já em relação a abril de 2011, decresceram 0,6%, pela média diária.
As importações totalizaram valor recorde de US$ 19,682 bilhões. Sobre igual período anterior, as importações registraram crescimento de 31,8%, e sobre abril de 2011, retração de 7,2%, pela média diária.
No período, a corrente de comércio registrou cifra recorde de US$ 42,893 bilhões. Sobre igual período do ano anterior, a expansão da corrente de comércio foi de 28,1%, pela média diária.
O saldo comercial do mês registrou superávit de US$ 3,529 bilhões, valor 2,3% superior ao registrado em maio de 2010 (US$ 3,448 bilhões).

Janeiro-Maio 2011
No acumulado janeiro-maio de 2011, as exportações apresentaram valor recorde de US$ 94,616 bilhões. Sobre igual período de 2010, as exportações registraram crescimento de 30,0%, pela média diária.
As importações somaram recorde de US$ 86,058 bilhões, com aumento de 28,2% sobre o mesmo período anterior, pela média diária.

O superávit comercial no acumulado totalizou US$ 8,558 bilhões, valor 52,5% superior ao registrado em equivalente período anterior (US$ 5,613 bilhões), pela média diária.
A corrente de comércio alcançou cifra recorde de US$ 180,674 bilhões, representando crescimento de 29,1% sobre o mesmo período anterior, pela média diária, quando totalizou US$ 138,573 bilhões.

EXPORTAÇÃO
No mês, os produtos básicos e semimanufaturados registraram valor recorde para meses de maio, somando US$ 12,101 bilhões e US$ 2,971 bilhões, respectivamente. Os manufaturados alcançaram valor de US$ 7,614 bilhões. Sobre o ano anterior, cresceram as exportações de manufaturados (+11,9%), básicos (+34,7%) e semimanufaturados (+21,7%), pela média diária.

No grupo dos manufaturados, destacaram-se, sobre maio de 2010, os aumentos dos seguintes produtos: óxidos e hidróxidos de alumínio (+50,2%, para US$ 236 milhões), máquinas e aparelhos para terraplanagem (+46,7%, para US$ 189 milhões), veículos de carga (+37,8%, para US$ 192 milhões), motores para veículos e partes (+34,5%, para US$ 286 milhões), polímeros plásticos (+29,4%, para US$ 183 milhões), pneumáticos (+24,4%, para US$ 146 milhões), bombas e compressores (+24,3%, para US$ 151 milhões), laminados planos de ferro/aço (+23,7%, para US$ 171 milhões), autopeças (+19,9%, para US$ 378 milhões), aviões (+13,1%, para US$ 334 milhões) e óleos combustíveis (+12,2%, para US$ 356 milhões).

Entre os básicos, o principal item exportado, na categoria e na pauta, foi minério de ferro (+57,2%, para US$ 3,6 bilhões). Cresceram também as exportações de trigo em grão (+542,1%, para US$ 74 milhões), café em grão (+95,7%, para US$ 658 milhões), petróleo em bruto (+46,8%, para US$ 2,7 bilhões), farelo de soja (+27,6%, para US$ 608 milhões), carne de frango (+26,7%, para US$ 624 milhões), soja em grão (+16,9%, para US$ 2,6 bilhões) e carne suína (+2,6%, para US$ 115 milhões).
Quanto aos semimanufaturados, o aumento ocorreu, principalmente, por conta de semimanufaturados de ferro/aço (+195,2%, para US$ 470 milhões), óleo de soja em bruto (+130,5%, para US$ 198 milhões), couros e peles (+24,8%, para US$ 204 milhões), ferro fundido (+22,4%, para US$ 141 milhões), ferro-ligas (+4,3%, para US$ 188 milhões), celulose (+1,2%, para US$ 426 milhões) e ouro em forma semimanufaturada (+0,8%, para US$ 190 milhões).

Importantes produtos da pauta de exportação apresentaram elevação de preços, na comparação maio-2011/2010, com destaque para os seguintes: café em grão (+77,4%), gasolina (+68,7%), semimanufaturados de ferro/aço (+55,8%), óleo de soja em bruto (+49,9%), minério de ferro (+46,0%), óleos combustíveis (+44,3%), petróleo (+44,2%), carne bovina (+31,6%), soja em grão (+31,5%), suco de laranja (+31,3%), laminados planos (+29,8%), farelo de soja (+29,7%), algodão (+28,9%), açúcar refinado (+28,8%), carne de frango (+27,0%), couro (+23,4%), açúcar em bruto (+22,6%), alumínio (+14,2%), etanol (+14,0%), carne suína (+8,2%) e celulose (+5,7%).

Por mercados compradores, ampliaram-se as vendas para os principais blocos econômicos, a saber: Estados Unidos (+61,7%, por conta de petróleo, siderúrgicos, máquinas e equipamentos, café, aviões, químicos orgânicos e inorgânicos, celulose e açúcar), União Europeia (+28,2%, por conta de minério de ferro, farelo de soja, soja em grão, café, celulose, siderúrgicos, máquinas e equipamentos e carnes), Oriente Médio (+27,6%, principalmente por conta de carnes, minério de ferro, aviões, trigo e máquinas e equipamentos), Mercosul (+25,3%, sendo para Argentina 25,4%, por conta de automóveis e autopeças, máquinas e equipamentos, minério de ferro, óleo combustível, siderúrgicos e borracha e obras), Ásia (+19,7%, especificamente para a China, as exportações cresceram 29,5%, pelo aumento das exportações de soja em grão, minério de ferro, petróleo, óleo de soja, carnes e máquinas e equipamentos), América Latina e Caribe, exceto Mercosul (+17,8%, por conta de automóveis e autopeças, máquinas e equipamentos, petróleo, óleo combustível, óleo diesel, minério de ferro, borracha e obras e químicos orgânicos), Europa Oriental (+13,1%, com destaque para açúcar, soja em grão, químicos inorgânicos e fumo) e África (+4,4%, em decorrência de carnes, minério de ferro, trigo, tratores, automóveis e aviões).
Em termos de países, os cinco principais compradores foram: 1º) China (US$ 4,703 bilhões), 2º) Estados Unidos (US$ 2,427 bilhões), 3º) Argentina (US$ 1,920 bilhões), 4º) Países Baixos (US$ 1,312 bilhão) e 5º) Alemanha (US$ 810 milhões).

IMPORTAÇÃO
No mês, cresceram as importações de combustíveis e lubrificantes (+54,9%), matérias-primas e intermediários (+32,1%), bens de capital (+25,1%) e bens de consumo (+20,8%).
No grupo dos combustíveis e lubrificantes, o crescimento ocorreu principalmente pelo aumento de preço e das quantidades embarcadas de petróleo e carvão.

No segmento de matérias-primas e intermediários, aumentaram as aquisições de matérias-primas para agricultura, produtos agropecuários não alimentícios, produtos minerais, acessórios de equipamentos de transporte, produtos minerais e químicos/farmacêuticos, produtos alimentícios e partes e peças de produtos intermediários.

Com relação a bens de capital, os itens que mais cresceram foram: partes e peças para bens de capital para indústria, maquinaria industrial, máquinas e aparelhos de escritório e equipamento móvel de transporte.
No segmento bens de consumo, os principais crescimentos foram observados nas importações de vestuário, produtos de toucador, objetos de adorno, bebidas e tabacos, produtos alimentícios, automóveis, máquinas e aparelhos para uso doméstico, partes e peças para bens de consumo duráveis e móveis.

Por mercados fornecedores, na comparação com maio 2011/2010, ampliaram-se as compras originárias dos principais blocos econômicos: Europa Oriental (+92,1%, pelas maiores aquisições de adubos e fertilizantes, gasolina, carvão e nafta para petroquímica), África (+66,7%, pelo aumento nas compras de petróleo e adubos e fertilizantes), Oriente Médio (+48,9%, por conta de petróleo, adubos e fertilizantes e plásticos e obras), América Latina e Caribe, exceto Mercosul (+39,7%, por conta de automóveis e autopeças, gás natural, nafta para petroquímica, carvão, sulfetos de minérios de cobre e suas obras e trigo), Estados Unidos (+31,5%, principalmente, máquinas e equipamentos, carvão, petróleo, óleo diesel, químicos orgânicos, aparelhos eletroeletrônicos, instrumentos de ótica e precisão, etanol e algodão), Ásia (+29,8%, sendo que da China foi 40,4%, aparelhos eletroeletrônicos, máquinas e equipamentos, químicos orgânicos, automóveis e autopeças e carvão), União Europeia (+25,8%, por conta de máquinas e equipamentos, automóveis e autopeças, aparelhos eletroeletrônicos, farmacêuticos, químicos orgânicos, instrumentos de ótica e precisão e plásticos e obras) e Mercosul (+15,6%, sendo que da Argentina foi 10,1%, nafta para petroquímica, trigo, plásticos e obras e máquinas e equipamentos).

Em termos de países, os cinco principais fornecedores foram: 1º) Estados Unidos (US$ 3,066 bilhões), 2º) China (US$ 2,709 bilhões), 3º) Argentina (US$ 1,294 bilhão), 4º) Alemanha (US$ 1,292 bilhão) e 5º) Nigéria (US$ 1,114 bilhão).

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Período

Dias
Úteis

EXPORTAÇÃO

IMPORTAÇÃO

SALDO

Valor

Média
p/dia útil

Valor

Média
p/dia útil

1ª semana (1 a 8)

5

5290

1058

4321

864,2

969

2ª semana (9 a 15)

5

5766

1153,2

4275

855

1491

3ª semana (16 a 22)

5

5209

1041,8

4923

984,6

286

4ª semana (23 a 29)

5

4783

956,6

4463

892,6

320

5ª semana (30 a 31)

2

2163

1081,5

1700

850

463

Total

22

23211

1055

19682

894,6

3529

MAIO/2011: 22 dias úteis. Fonte: Siscomex


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O politicólogo Manuel Sanches aponta que a "política externa durante o governo Lula foi demasiadamente ideologizada, mas tudo indica que no governo Dilma a posição será mais técnica".

Sanches, com a clareza de pensamento que lhe é peculiar, tece comentários acerca do papel que o Ministério de Relações Exteriores ocupou na política comercial da era Lula ao colocar que o MRE "... tem uma missão mais nobre, digamos assim, uma missão de médio e longo prazo. E o corpo diplomático do Itamaraty sabe disso. Eles não querem ser comerciantes e sabem que a ação do Ministério, no caso comercial, é mais como coadjuvante e de definição de linhas de longo prazo."

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